Onde está meu namorado?
Geralmente, não ter um relacionamento é algo que nem percebo em meu cotidiano. A vida é tão corrida, entre a profissional e mãe que me perco em minha rotina. Quando tenho um tempo livre, quando meu filho está com o pai, curto minhas amigas, vou ao teatro, uma paquera aqui outra ali, mas nunca pensei em trazer alguém para o contexto da minha vida.
Porém, quando todos começam a falar no dia dos namorados, quando sou consultada por amigos e amigas sobre o que fazer ou comprar para agradar seus parceiros, percebo que tenho um potencial desperdiçado.
Sempre fui eu quem pediu o término de meus relacionamentos. Até hoje, os meus ex que tiveram mais relevância comentam que fui a mulher que transformou suas vidas. Tenho um ótimo relacionamento com os ex e suas respectivas namoradas ou esposas.
Fico observando que eles não serviram para mim, mas encontraram seus pares e vivem ótimos romances, não nos moldes que eu acredito, mas ótimos para eles.
Quando estou em um relacionamento sou dedicada, sou “Amélia”, sou parceira, mas sou muito crítica, exijo vitalidade, evolução, diversão, parceria, e acho que são tantas expectativas que acabo frustrando meus pares, que nunca conseguem ser bons o suficiente e me entediam por não ver neles alguém que eu admire e me inspire.
Enfim, chegou o mês de Junho. É nesse período que me pergunto: “Onde está meu namorado?” Aquele que vai atender todos os requisitos ou que vai me fazer abrir mão de tantas exigências.












