Home Tags Posts tagged with "amor"

amor

by -
0 1398

O amor próprio vence:
A Tristeza,
A Depressão,
A Doença.

O amor incondicional vence:
O Tempo,
A Distancia,
O Cansaço.

O amor de coração vence:
A Guerra,
O Preconceito,
O Terror.

O amor pelo outro vence:
O Ciúme,
A Carência,
A Solidão.

O amor é capaz de construir riqueza, de gerar vida, trazer felicidade. Se você estiver envolvido em qualquer tipo de amor que não lhe traz nenhum sentimento bom, tenha certeza, o que você está vivendo é ilusão

Imagine a seguinte situação: você conhece uma pessoa muito diferente de você (gostos, pensamentos, crenças, rotina e tudo mais que queira incluir na lista) e ainda assim se apaixona por ela.

Qual é o erro dessa sequência?

Durante muitos anos eu tentei viver meus relacionamentos fora dos clichês, das regras usuais, dos ditos populares. Queria alocar minhas relações fora da expectativa mediana de como ser e como viver.

Passei a gostar das entrelinhas, dos namoros não oficializados, de relações sem expectativa de compromisso, sem cobranças e com bastante oxigênio. O que eu buscava era a partilha de afinidades, a troca de conhecimentos, o aprendizado com a experiência do outro e, confesso, um pouco de paz.

As relações desfizeram-se. A maioria de forma tão natural que nem houve necessidade de alinhamentos. Sempre entendi como um prazo de validade apesar da tristeza do fim.

No entanto, uma regra ainda me restava: relacionamentos não sobrevivem entre diferentes.

– Não?

– Não.

Quando proferi essa resposta, o que eu imaginava era todo o esforço que uma relação exige, sendo redobrado para mantê-la. Imaginei as opiniões que deveriam ser ditas de forma mais delicada ou as diversas brigas a serem superadas caso isso não fosse feito. Imaginei uma lista de supermercado sem consenso. Imaginei shows solitários e livros de um único dono. E, mesmo assim, me apaixonei.

Perceber esse estado fez com que eu me questionasse: vale a pena me antecipar a todas essas frustrações futuras e por um fim à sequência de encontros aos fins de semana ou realmente devo insistir?

Hoje não sou o suficiente para tomar uma decisão consciente, baseada em argumentos, fatos e números. Na verdade, fiz uma aposta em um jogo de azar. Talvez eu esteja errada, mas optei por trocar de estante. Quero receber bem os novos livros que virão – na esperança de que também se deixem estar.

by -
0 3614

Não vou te prometer ficar a seu lado até que a morte nos separe

Esperar a morte é muito sádico para delimitar nossa felicidade

 

Não quero cuidar de você, nem quero que cuides de mim

Cuidar de alguém é muita responsabilidade para uma vida

 

Não quero ser seu primeiro amor

Pois não acredito que até hoje nunca tenhas amado

Não te direi que serás meu único amor

Sou capaz de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo

 

Promessas, cuidados e exclusividade não farão do nosso relacionamento o único nem o

primeiro, mas tenho certeza que nos momentos que estivermos juntos serei seu melhor

amor.

by -
0 2629

Sob a luz da inocência, sua nudez me apresenta

Mas a compulsão da febre se dará com outro

Vai me restar um abraço e uma ideia fixa: o calor dessa pele por baixo da roupa.

 

Sob sussurros, seus segredos me revela

Mas a devoção e o perfume serão de outro

Vai me restar o cheiro e uma obsessão: o suspiro que viola a inércia dessa pele.

 

Sob risos, sua alegria me entrega

Mas o regozijo não se dará aqui

Vai me restar a estima e uma demência: como rescindir essa tortura fraterna.

 

by -
1 1934

Éramos nós e uns poucos metros quadrados. Não tínhamos varanda, mas havia sempre a companhia para assistir o pôr do sol da janela. Tínhamos o mesmo quarto, o mesmo armário e, com sorte, o mesmo luar no nosso céu. Era apertado, mas tínhamos tantas palavras e um riso fácil para esperar o sono chegar.

Um dia, quando acordamos, os metros quadrados tinham aumentado, havia paredes, portas e trancas sob o teto e já não se ouvia a risada. Era o mesmo caminho: da porta de entrada à minha cama, às vezes cantarolava o meu silêncio e às vezes só dormia. Em nossos poucos encontros, a distância do hall não nos permitia ouvir as nossas vozes.

Somos o mesmo velho par, mas há muita coisa por aqui. Só não entendo se nos perdemos nesse espaço mal aproveitado ou se, na verdade, não somos o suficiente para completar nossos vazios.

Eu era sua o tempo todo e de repente só não sou mais.

É engraçado como uma hora ou outra a gente acaba se acostumando com a ausência.

Logo que você se foi, ou, de forma mais justa, logo que eu deixei você ir, eu só queria que o tempo passasse. Passasse daquele jeito que a gente sabe que uma hora passa e leva consigo todas as crises, a falta, a lembrança… E quando a gente espera, ele sempre enrosca.

Mas passou. E quando passou percebi que não era amor, era apego e tudo bem.

Uma carência estranha que parecia que só você conseguiria preencher, mas não. E cá entre nós, que sorte que não. Não dava mais para esperar você resolver sua vida pra me ajudar a cuidar da minha.

Tá tudo bem de novo.

Vinha dividindo minha rotina com alguém que, como todas minhas amigas diziam, simplesmente não merecia.

É tudo meu de novo, e por mais egoísta que isso pareça, é assim que eu me sinto confortável. Voltei a gostar da minha vida sozinha, de ver filmes sozinha, de cozinhar sozinha e de olhar o céu sem me lembrar de você.

Gosto de estar de volta ao controle, e se ter o controle significa não ter você, ouso dizer que gosto de não ter você por aqui.

Foi bom enquanto durou, mas passou. E se a melhor parte de nós foi você passar, volto a dizer, não era amor, era apego e tudo bem.

Solteirando pelas redes sociais