Mais um dia de cidadania
Saí da cidade maravilhosa nesta sexta, 13/março/2015, pela manhã utilizando o serviço de cães na cabine da companhia aérea, rumo a São Paulo para duas festas de 50 anos.
Fiquei hospedada na casa de uma amiga pet friendly, que respeita minha paixão pelos companheiros peludos. Sei que existem ótimos serviços para hospedar cães, mas se possível carrego o meu amigo comigo, principalmente no dia dos animais.
Essas festas serão compartilhadas com vocês em outra ocasião, hoje vou me concentrar no meu lado cidadã…
Depois de dois dias de festas e uma bebedeira homérica, acordo com o cachorro lambendo minha boca para levá-lo para fazer suas necessidades. E aí começa a rotina:
- colocar a coleira no cão (coleira é um cuidado com o cão e respeito à boa convivência em sociedade);
- pegar saquinhos (a sujeira do cão é minha responsabilidade);
- atenção com outros cães (cães soltos podem ferir meu cão);
- andar, andar, andar e andar até cansar e pedir água!
Durante o passeio, pessoas de verde e amarelo cruzavam por nós com guarda-chuvas em punho (ah, terra da garoa, espero que a seca lhe deixe para sempre e você volte a honrar seu pseudônimo…).
Volto para casa, coloco os saquinhos com as coisinhas sujas no lixo e dou um banho no cão – domingo é dia de banho onde estivermos! Depois do amigão estar feliz e bem cuidado, vou para as ruas!
O metrô estava completamente verde e amarelo: é emocionante ver as pessoas exercendo seu direito democrático e gritando por um país honesto.
Em Sampa falam da revolução dos coxinhas*. Li no Face que ninguém é infeliz comendo coxinha, então talvez o nome seja bem apropriado… Para mim, pelo menos, que gosto de pessoas felizes.
Enfim, gritei para que o país acabe em coxinha*, sim!
*Coxinha é um termo pejorativo usado na gíria e que serve para descrever uma pessoa “certinha”, “arrumadinha”.












