InícioRelacionamento & CotidianoDieta, regime, reeducação alimentar?

Dieta, regime, reeducação alimentar?

Pronto, acabei de jantar. A louça está toda lá na pia me esperando, mas ela pode esperar… Afinal, ela não vai fugir, o que é uma pena, pois quando acabar de escrever terei que encará-la. Enfim, queria contar sobre minha nova dieta, regime, reeducação alimentar (sei lá que nome dar para isso)…

Assim que tive filhos fiquei bem gorda (aliás, gordinha – sempre tendemos a exagerar um pouco neste quesito, não é mesmo?). Fiz um monte de dietas e regimes e hoje sou magra, pelo menos é o que diz meu IMC (índice de massa corpórea). Mas, cá entre nós, eu não me acho magra (será que a Gisele Bündchen se acha magra?). Me mato de rir com meus próprios comentários. Se estivesse escrevendo no WhatsApp, já acrescentaria um “hahahaha”.

Bom, o lance é o seguinte: conheci uma médica exótica que começou a me contar coisas totalmente esquisitas sobre alimentação. Eu adoro qualquer informação fora da caixinha e comecei a prestar atenção. Primeiro, ela veio com a ideia de uma dieta em que cozinha-se um monte de legumes e folhas, não usa-se temperos convencionais, mas sim ervas e outras coisas que nem sabia o que significavam: nirá, bardana, umeboshi, gersal, alfarroba. Será que ela está falando português? Já tinha percebido um sotaque diferente desde o princípio. Mas continuei ouvindo, não muito atentamente, pois tudo aquilo já não estava mais fazendo sentido. Continuou com a explicação: precisa cozinhar tudo, comer muito arroz, mastigar muito e esse arroz deve ser cozido por mais de duas horas. Dai-me paciência senhor… Parei de ouvir. Quando veio a frase mágica: emagrece! Pronto, todo meu sistema entrou em alerta. Imediatamente me interessei novamente pelo que ela estava falando. Marquei uma consulta para a mesma semana. Ela me explicou como funcionava o tratamento. Fiz todos os exames imediatamente e voltei para consulta. Felizmente tudo certo para começar.

Fui até a Liberdade (bairro de tradição oriental em São Paulo) e comprei os ingredientes. No começo da semana comecei minhas experimentações na cozinha. Me senti nas aulas de química da escola. Confesso que estou gostando e aprendendo que cozinhar pode não ser tão ruim assim. Estou me sentindo melhor comendo um arroz macrobiótico e verduras refogadas. Cozinhar é uma meditação, um carinho que a gente faz para si mesmo. É a hora em que fico sozinha e faço realmente algo por mim. Não sei até quando vou conseguir manter essa nova dieta. Porém, espero, sinceramente, que ela pelo menos sirva para ampliar minha consciência sobre minha nutrição.

A louça me aguarda.

Se quiser saber mais receitas, veja aqui um site legal. http://saudenacozinha.com/

Zefa Maria Antunes
Zefa Maria Antunes
Paulista, 39 anos, terapeuta, solteira aliviada. Bem humorada, alegre, expansiva. Procura desesperadamente seu bem estar, por isso, fica às vezes meio enlouquecida sendo totalmente contraditória. Temas preferidos: família, relacionamentos, crenças sociais, cotidiano.
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