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Não era amor, era apego

Eu era sua o tempo todo e de repente só não sou mais.

É engraçado como uma hora ou outra a gente acaba se acostumando com a ausência.

Logo que você se foi, ou, de forma mais justa, logo que eu deixei você ir, eu só queria que o tempo passasse. Passasse daquele jeito que a gente sabe que uma hora passa e leva consigo todas as crises, a falta, a lembrança… E quando a gente espera, ele sempre enrosca.

Mas passou. E quando passou percebi que não era amor, era apego e tudo bem.

Uma carência estranha que parecia que só você conseguiria preencher, mas não. E cá entre nós, que sorte que não. Não dava mais para esperar você resolver sua vida pra me ajudar a cuidar da minha.

Tá tudo bem de novo.

Vinha dividindo minha rotina com alguém que, como todas minhas amigas diziam, simplesmente não merecia.

É tudo meu de novo, e por mais egoísta que isso pareça, é assim que eu me sinto confortável. Voltei a gostar da minha vida sozinha, de ver filmes sozinha, de cozinhar sozinha e de olhar o céu sem me lembrar de você.

Gosto de estar de volta ao controle, e se ter o controle significa não ter você, ouso dizer que gosto de não ter você por aqui.

Foi bom enquanto durou, mas passou. E se a melhor parte de nós foi você passar, volto a dizer, não era amor, era apego e tudo bem.

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Paulistana, 22 anos, DJ, solteira bipolar. Seria trágica se não fosse cômica (assim como sua vida amorosa). Amante do bom e do péssimo rock. Nada de meios-termos, por favor. Hobbies: filmes, séries, HQs e longos e relaxantes passeios por brechós. Seus textos são frutos de suas crises internas e críticas aos padrões sociais.

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