Sou daquelas que toma a iniciativa. Sou confiante, sou senhora de si e nada me abala. Porém, isso é característico das fases de autoestima elevada.
Há momentos em que por alguma razão, não tenho orgulho de mim. Por algum motivo deixo de me achar bonita, sensual ou atrativa.
Oscilo entre a poderosa, que esfrega na cara dos homens que não existe outra mulher no mundo que eles devam desejar senão eu, e a insegura que não tem coragem de flertar por medo da rejeição.
Assustadoramente, descubro que sou mulher, mortal, com sentimentos, como qualquer outra. Tenho meus medos e meus valores. Meus motivos de orgulho e de vergonha.
Quando estou abalada por algum fator emocional, deixo de ser interessante e divertida. Torno-me egoísta, arrogante e defensiva.
Não gosto dessa versão de mulher. Ela me impede de interagir com pessoas interessantes, em me aprofundar em uma conversa exploradora.
Está em minhas mãos decidir quanto tempo fico no ciclo destrutivo da baixa autoestima, pois cabe a mim, analisar e decidir quais os motivadores que tenho para seguir em frente.
Se meu corpo não me agrada, preciso parar de comer e entrar naquele tubinho preto, que me deixa maravilhosa. Se o humor não está atrativo, devo me dedicar a atividades que me tragam prazer. Se o trabalho está me consumindo, preciso achar uma válvula de escape, nem que seja um bom papo no café entre uma reunião e outra.
Somos todas suscetíveis aos altos e baixos da autoestima, mas também temos o poder de mudar nosso cotidiano e consequentemente, nossas vidas.
