Debutantes de 50 e a maioridade aos 60
Sou uma pessoa de palavra, então voltei aqui para contar como foram os meus dias de festas em São Paulo.
Fui a Sampa no mês de março para duas festas de aniversário para comemorar a chegada com sucesso ao meio século de vida. Falando assim, meio século, com certeza você abstrai a palavra sucesso e logo recepciona imagens na cabeça que são praticamente da Idade Média, certo?… não se preocupe em confessar que ao pensar em alguém com 50 anos, as imagens que lhe vem a mente são de total decrepitude, com vários tiozinhos em um grupo fechado falando de doenças ou relembrando como era bom ser jovem… nos meus 20 anos também pensava assim, e pior, até cheguei a pensar que poderia ser assim mesmo… ainda bem que superei essa bobagem preconceituosa e fui viver minha vida!
Agora que estou quase lá, vejo que a vida é uma descoberta. As duas festas foram preparadas com a mesma antecedência e ansiedade das debutantes. Porém, o que encontrei nas novas festas de debutantes, além de uma energia de vida incrível, e o que eu mais gostei, foi: as festas nada tinham em comum entre si, mas cada festa tinha a alma da aniversariante! Sim, esta é a glória feminina, aos 50 anos você vive sem ter que provar nada a ninguém!
E hoje é o dia ideal para contar aquele final de semana em são Paulo, logo depois de um churrascão, regado a muita música, na festa de 60 anos do meu tio onde novamente todos estavam dançando as suas músicas favoritas, fazendo graça com as tradições, o parabéns foi substituído pelo refrão “nesta longa estrada da vida…..” e o aniversariante fez todos cantarem e dançarem para vida junto com ele, chego na minha casa e penso:
- Enfim, o que se precisa pra viver feliz?
Eu respondo para você:
- Simplesmente é necessário estar vivo para a vida acontecer!
E quanto a mim, vivo as festas intensamente, porque eu sou do tempo que a diversão não tem idade!










