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Você confia em quem mente, trai, engana, rouba, determina seu emprego, seu salário, o preço da comida e gasolina, sua segurança, a verba para tapar buracos, o remédio do hospital, entre outras questões fundamentais de nossa vida?
Mas ele não leva em conta suas necessidades, ou sua dignidade. Pior do que confiar, você vota nele e nem lembra de quem.
Um dos assuntos mais comentados e dos mais rejeitados, atualmente, é a política. Brincadeiras, sátiras, extremismos e uma sensação dolorida de impotência paira no ar.
Isso gera alienação. E é um erro fatal. Nossas instituições, que esperávamos eficazes e atuantes, protelam, protegem-se e promovem a inércia do deixar como está para apostar que tudo vai ser suportado, ou melhor, esquecido pelo eleitor.
A máxima de que se você não toma atitude alguém o fará é mais do que verdade no campo político. E de novo não de nosso interesse, como povo, banindo corruptos e ineficientes e procurando por melhores ou, pelo menos, não tão ruins.
Participar, influenciar, já que sentimos no bolso e na alma toda a ação desses corruptos que só pensam em vantagens próprias e nunca no país, na justiça, na decência, na ética.
Temos vários recursos para conhecê-los melhor, saber seu passado, suas ideias, se têm processos ou condenações, propostas e etc. Exemplo é um ranking de políticos com notas pela atuação: www.politicos.org.br, que se diz sem interesse partidário.
São muitos sites como esses. Vamos conhecê-los, analisar, divulgar para nossos contatos, trocar informações e análises, enfim, nos gabaritar para podermos votar com propriedade.
Temos de expulsar os crápulas que nos prejudicam tanto. Não vamos desistir ou deixar para lá. Por nós e por todos. Por hoje e pelo amanhã.
Voltaremos a este tema e que tal trocar ideias e novas informações?
Nocauteados. Nós brasileiros fomos à lona nesta semana. E, estatelados no chão, estamos ainda por decidir se há força suficiente para nos levantar antes de finalizada a contagem regressiva.
A diferença é que, desta vez, o golpe foi indiscriminado: todos foram abatidos… Azuis, vermelhos, verdes… Esquerda, direita, vias alternativas, indecisos… Pró ou contra a reforma da previdência… PSDB, PMDB, PT…
Depois de uma crise sem precedentes e que colocou à prova a esperança dos mais otimistas, chegamos a supor recentemente que já estávamos avistando uma luz no fim do túnel.
Doce ilusão… Bem no lugar que presumíamos ser o fundo do poço, esbarramos em um buraco que nos arremeteu ainda mais abaixo, e num mar de lama movediça…
Quase sufocados nesse mar de lama a perder de vista, resta-nos elucubrar… Há grupos econômicos neste país que não se valeram da corrupção para chegar aos bilhões? Há políticos com influência que sejam incorruptíveis?
Difícil de acreditar…
E a lista de acontecimentos que desafiam nossa imaginação (e nossa crença na raça humana) não para de crescer:
Difícil não cair duro ao saber quanto o BNDES chegou a investir no grupo mafioso JBS e quanto o mesmo grupo, para retribuir todos os “favores” recebidos, “investiu” na política…
Impossível conceber, a esta altura da Lava Jato, que Lula nunca soube de absolutamente nada sobre o esquema de corrupção que tomou proporções estratosféricas em seus governos…
Quase impossível imaginar que a conversa entre os comparsas Joesley Batista e Aécio Neves tenha sido real e não extraída de um roteiro de filme de gângsteres…
Difícil de segurar o vômito ao ler a carta do presidente do grupo JBS se desculpando com o povo brasileiro pelos crimes de corrupção “apenas praticados no Brasil” e reforçando os “valores éticos” de suas empresas. E a carta foi divulgada enquanto ele fazia compras em Nova Iorque…
Difícil não querer explodir Brasília depois de ouvir que Michel Temer, mesmo tendo sido vergonhosamente desmascarado apoiando um criminoso da pior estirpe, ainda insista em ficar no poder…
Enquanto isso, nossa economia continua na UTI, nossa educação continua em frangalhos, e concorrendo à posição de “pior do mundo”, e o desmatamento de nossas florestas explodiu para dar mais espaço à criação do gado que enriquece corruptores como Joesley Batista (provavelmente também envolvido na compra de políticos e fiscais que poderiam impedir esses crimes hediondos)…
Talvez a grande maioria da população tenha aprendido, finalmente, que super-heróis salvadores de uma nação só aparecem nos quadrinhos e nas telas de cinema. Mas, os vilões… Ah… Esses sim existem às pencas e com um poderio de fogo que, até quarta-feira passada, nem a ficção ousou imaginar.
Assim, para sempre órfãos de salvadores e já sem energia para salvarmos a nós mesmos, resta-nos apostar que a Lava Jato, o que ainda funciona nas instituições brasileiras e a Constituição nos livrarão da ruína até que novas eleições diretas (sabe-se lá quando) nos deem a chance de expurgar a maior parte da metástase cancerígena que impregnou nossa política.
E que tenhamos tempo – e disposição! – para reverter a triste transformação do Brasil em Venezuela.
Quantas vezes você ao menos recebeu, além de possivelmente ter compartilhado, memes de Nestor Cerveró¹ pelas redes sociais? O progresso da operação Lava Jato² tornou sua imagem popular e a deformação que possui nos olhos – provavelmente em razão de uma doença chamada ptose³ – virou tema de ácidos comentários. Cerveró, diretor da área Internacional da Petrobrás, foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sem meias voltas, ele é um bandido de colarinho branco.
A minha dúvida consiste em: este fato nos qualifica a zombar de sua doença – ou você acha que não existem outras pessoas que sofrem da mesma patologia?
Não apenas essa situação me intriga. Outro dia, a revista Época publicou um artigo (que logo saiu do ar) sobre a falta de erotismo da nossa presidente. Intitulado como Dilma e o Sexo4, esse amontoado de lixo possuía trechos como:
“Não a conheço pessoalmente, nem sei de ninguém que a viu nua, mas é bem provável que sua sexualidade tenha sido subtraída há pelo menos uma década”;
“Será que Dilma devaneia, sente falta de alguém para preencher a solidão que o poder provoca em noites insones?”;
“Dilma usa um uniforme que nubla sua sexualidade (…), tornou-a uma mulher assexuada”.
Esse tipo de afronta é a parte gourmet do posicionamento geral, a história dos adesivos na entrada do tanque de combustível dos carros e os comentários cotidianos de “falta um homem pra esta incompetente”, são muito mais agressivos.
Mas, por que a ineficiência profissional de alguém nos faz permissivos diante de uma amostra de discriminação – ou você já viu coisas do tipo sobre qualquer um dos homens do planalto?
Tornou-se uma regra atrelar mensagens de intolerância a uma situação cômica e fingir que não há violência. Perceba, não existe preconceito direcionado. Se você acredita que deficiência física é motivo de chacota quando possui um alvo específico, então acredita que assim o é em todas as direções, só que, em silêncio. Divergências políticas, econômicas e sociais se dão por seus próprios cenários, usá-las como justificativa para ataques pessoais só retroalimenta a cultura de desacato em que vivemos.
Não podemos ser condescendentes à agressão, mesmo quando aplicada a entes não queridos, ser relativista neste aspecto nos faz viver sob a espera de algo que nos dê jurisprudência para o próximo ataque. O meu diagnóstico aos que se apropriam desta débil estratégia é que carregam a pior das deficiências – o prazer pelo desrespeito.
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¹Nestor Cerveró – Nestor Cuñat Cerveró, mais conhecido como Nestor Cerveró (ca. 1950), é um economista e exerceu vários cargos de direção na Petrobras entre 1975 e 2014.
Ver mais em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestor_Cerver%C3%B3
²Operação Lava Jato – A Operação Lava Jato é a maior investigação sobre corrupção conduzida até hoje no Brasil. Ela começou investigando uma rede de doleiros que atuavam em vários Estados e descobriu a existência de um vasto esquema de corrupção na Petrobras.
Ver mais em: http://arte.folha.uol.com.br/poder/operacao-lava-jato/
³Ptose palpebral – é a queda da pálpebra superior, podendo ser de origem congênita ou adquirida. O normal é que a pálpebra superior cubra apenas de 1 a 2 mm da porção superior da córnea. A queda ouptose da pálpebra, além do comprometimento estético, pode diminuir o campo de visão.
Ver mais em: http://www.saudeocular.com.br/ptose-palpebral/
4Dilma e o Sexo (Época, 20/08/2015) – o texto foi retirado do ar, mas pode ser lido através deste link: http://naofo.de/6quf
Do que me recordo, sempre marchei com a fanfarra da escola no 7 de setembro e, apesar de ter de acordar particularmente cedo para um feriado, eu gostava de participar do desfile da cidade.
Com o tempo percebi duas coisas. A primeira é que aquela marcha, cheia de floreios, tinha um objetivo claro de chegar a lugar nenhum. Um passeio de característica conservadora e patriota, mas que apesar de todo o preparo, ia transmitir uma mesma mensagem vazia, todos os anos! O segundo ponto é que aquela manifestação hipócrita, a passos lentos cumprindo um circuito predeterminado, já representava a nossa cegueira: não somos independentes!
Hoje, que tenho a consciência de que o principal motivo da crise do nosso país é a falta de caráter, ficam mais evidentes as grades do nosso cárcere. Enquanto os instrumentos orquestram essa marcha obsoleta, não podemos comemorar a finda autoridade dos lusitanos sobre nós. Na verdade, fomos colonizados pela corrupção e dela ainda não nos desvencilhamos.
Ultimamente, nas redes sociais e sites de entretenimento e cotidiano, as mais diversas listas de dicas são as campeãs de leitura e acesso. Listas que vão desde receitas de sucesso profissional (“10 maiores segredos de um executivo de sucesso”) até segredos para um bom casamento (“5 dicas para um casamento aceso”).
Que tal construirmos uma lista mais político-econômica sobre a realidade do nosso Brasil, neste momento tão conturbado de incertezas econômicas e políticas?
Um artigo recente publicado no jornal britânico “Financial Times” apontou vários fatores que podem contribuir para que Dilma não consiga terminar seu segundo mandato. Lendo esse artigo, inicio aqui uma lista intitulada “Os ‘N’ motivos para a volta das manifestações públicas no Brasil”. E desde já, peço sua contribuição, leitor(a) do Solteirar, para ampliar esta nossa lista. Certamente você tem muitos outros motivos além dos elencados abaixo, ajudando, portanto, a engordar esse rol de aspectos que nos preocupa ultimamente.
– Recessão econômica em 2015;
– Aumento da inflação;
– Queda da confiança do consumidor;
– Crise da água;
– Aumento do desemprego;
– Possíveis apagões de energia;
– Queda da confiança do investidor;
– Corrupção (vide Operação Lava Jato);
– Falta de credibilidade no Governo;
– Câmbio passando de R$3,00;
– Falta de apoio no Congresso;
– Inabilidade nas relações internacionais;
– Estreito relacionamento e convergência nas decisões com países latinos ditatoriais.
Ainda não há razões constitucionais para um Impeachment e sabemos o alto custo que o país pode ter se isso ocorrer, mas as manifestações são formas legítimas e democráticas de expressar nosso descontentamento.
E você, tem algum outro motivo para ir às ruas e acrescentar nesta lista?
Nas últimas semanas, vários protestos surgiram pelo mundo. Pequenos, grandes, históricos, políticos, sociais etc. Aqui, no país tupiniquim, houve uma tentativa de reinício dos protestos que vimos em 2013. Com alguns poucos gatos pingados, a vontade de voltar a protestar nas ruas brasileiras parece estar começando.
Sob o argumento do aumento da tarifa do transporte público, o que vimos no noticiário da semana ninguém deu atenção. Tratou-se de uma meia dúzia querendo chamar a atenção para algo que está longe de ser um motivo de protesto público diante de tantos absurdos que estamos assistindo atualmente no país das bananas (ou de bananas?).
Será que o aumento da tarifa é tão relevante diante da roubalheira que estamos conhecendo a cada dia no Petrolão? Pior que as tias Dilma e Graça ainda não se mancaram que essa última já devia ter saído do trono faz tempo. Mas não. Continua lá desmentindo tudo – mais uma que vai falar que não sabia.
E o que falar da nossa ridícula economia? Isso sim seria um real motivo para irmos às ruas. Inflação de 6% – no topo da meta. Crescimento do PIB igual a zero (podia-se economizar a palavra crescimento). Desemprego, só não sobe porque os beneficiários da Bolsa Família estão com a vida mansa e já não querem mais saber de procurar emprego. Porém, já estamos vendo sinais a começar pelas montadoras de veículos.
Ou, então, por que não ir às ruas para reivindicar segurança pública de verdade? São mais de 50 mil assassinatos em um ano. Ficamos em 1º no ranking da OMS com o maior número de homicídios no mundo.
Ah, e a educação precária? Ninguém protesta? Simplesmente meio milhão de estudantes com nota ZERO em redação no último ENEM. Quase 10% dos estudantes não sabem se expressar. Isso não é motivo para ir para a Av. Paulista?
Engraçado. Há tantos bons e verdadeiros motivos para protestarmos, para irmos às ruas e avenidas, mas o brasileiro é politicamente ignorante e ainda está no jardim de infância quando se trata de reivindicar e se manifestar.
Tomemos como exemplo a manifestação francesa por conta da morte de Charlie e companhia. Não sou Charlie e não acho que a liberdade de expressão deva ser infinita. Ao contrário, acho que foram longe demais e demais continuaram com o exemplar em homenagem aos cartunistas. Talvez até não medindo os riscos que isso pode trazer ao resto do mundo. Mas esse não é o ponto. O ponto é a consciência, a organização, a mobilização e a transformação que fazem quando julgam legítima uma reivindicação e um direito que fazem muita questão de preservar.
Os franceses, já experts em reivindicar, golearam os brasileiros nesse quesito. Quiçá um dia chegamos lá. E, espero que esse dia esteja próximo, pois motivos temos de sobra.
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