Este ano vai valer a criatividade para escolher e para comprar presentes especiais. Será um final de ano das “vacas magras”, do medo de perder o emprego e da inflação.
Que tal reunir os amigos para uma ceia antecipada tipo master chef? Convide seus amigos a soltarem seus dotes culinários e promova um game: escolha um tema culinário e cada um deverá fazer o prato. Como prêmio vocês podem colocar uma quantia em dinheiro simbólica e o melhor prato leva a grana. O que vocês ganharão mesmo é um momento divertido e o prazer de celebrar a amizade.
Outra opção divertida é o “amigo ladrão”. Este tipo de amigo secreto costuma ter um custo bem menor e promove muito mais diversão.
Para aqueles que têm habilidades manuais, tudo fica ainda mais fácil. Faça lembrancinhas personalizadas, para os seus amigos e familiares.
Se sobrar um dinheiro, promova uma ação social. O número de pessoas necessitadas aumentou bastante com a crise. Logo, as instituições vêm recebendo menos doações. Então aquele amigo secreto caro poderá ter parte da verba revertida em alimentos para uma instituição.
Enfim, use a criatividade! Solteirar é valorizar a amizade e a solidariedade.
Boas Festas!
Estamos todos aprendendo a usar água adequadamente. Ela será daqui para frente artigo de luxo. E isto no planeta todo. Não há como fugir: tomar banho, lavar louça, o que fazer com a água da roupa, como utilizar até a chuva que cai…
Muito bem. O problema é que com a crise econômica teremos de nos adequar a vários outros itens. Fugindo de comiserações, pessimismos e de orientações babacas, teremos de usar nossa racionalidade e criatividade para vivermos com menos complicações.
Dinheiro em baixa, até desemprego, inflação, crise mundial, desonestidade em todos os setores fará com que aprendamos a viver com mais simplicidade e atenção. E pelos prognósticos, isto levará um bom tempo. Anos talvez.
Assim, algumas ideias vão fazer você ter outras, melhores e mais acessíveis:
- Encontro com os amigos para um baralho. Lembram-se do velho truco no Ensino Médio? E o chato buraco, o oito maluco, a mexidinha e todos os outros que se pode ressuscitar.
- Sabe aquele prato que alguém faz tão bem? É só fazer a lista da turma e passar um dia animado. Tudo compartilhado. Ah! Até aprender a cozinhar para as talentosas enrustidas…
- Um filme divino, com muita pipoca e guaraná, vai mudar um final de semana que seria bem maçante. É só chamar as primas que há tempos não se veem.
- Fazer uma horta ou jardim, mesmo que seja em vasos, pode ser interessante e ajuda a espantar fantasmas…
- Que tal escolher uma bela cor e repintar o quarto ou mesmo a sala? Para ampliar e enriquecer a experiência dos tais cadernos de pintura, que são outra opção.
- Aprender a fazer tricô, crochê ou bordado é algo inusitado para nossa época e nos faz fugir um pouco das telinhas. E que se diga de passagem, nelas há coisas bem emocionantes…
- Outra opção é trocar roupas e sapatos com conhecidas de bom gosto, quando a corda apertar muito o pescoço. Hahaha!
- Intensificar ou começar a caminhar em ambientes abertos ou formar turmas para a bike.Se for possível fazer musculação para melhorar aquela “área” mais caída (rsrsrs).
São tantas as possibilidades.
Você pode nos mandar mais dicas para compartilhar com todas e, no momento preciso, já estarmos com as cartas na manga seria ótimo.
Refletir nas coisas que são de fato essenciais para nossa vida, compartilhar mais, separar o que é supérfluo do que se ama de fato e tornar-se um pouquinho mais sábia. Perfeito.
Só não vale deixar de fazer parte do Solteirar, parar de ler, mesmo que seja livro emprestado, nunca ficar deprimida ou ansiada, mas cada vez mais preparada e firme para o que der e vier. O foco é você. O resto é acessório dispensável.
Um grande abraço a todas!
Você quer mais é passar as férias lendo um bom livro e ouvindo música em vez de fazer uma festa num cruzeiro? Tem horror a jogar conversa fora e está muito mais sujeito a discussões profundas? Prefere conhecer diversas cidades, restaurantes e baladas, ou recarregar sua energia sozinha, no seu canto e de pijamas?
Abrimos passagem para um número limitado de estilos. Dizem que, para sermos bem sucedidos, temos que ser ousados, e que, para sermos felizes, temos que ser sociáveis. Temos portanto o mundo como o dos extrovertidos, perdendo de vista o que realmente somos. Às vezes escondendo-nos de nós mesmos, pois vivemos num sistema de valores onde reina o ideal da extroversão.
Isso posto, a introversão é hoje uma característica, digamos, de segundo nível. É considerada como algo entre uma decepção e uma certa patologia, pois no contraponto pessoas extrovertidas são avaliadas como mais espertas, mais inteligentes e bonitas e mais interessantes como amigas.
Ainda continuam cometendo um erro grave ao padronizar as características do extrovertido como padrão ideal e desejável.
Da teoria de relatividade aos ensinamentos de Gandhi, vários feitos vieram de pessoas quietas que sabiam se comunicar com seu mundo interior e seus tesouros. Chopin , Proust, Einstein, Al Gore, Sena, entre vários outros, não realizaram suas conquistas “apesar de” serem introvertidos, mas sim,“por causa” da introversão.
Mesmo assim, diversas – senão várias – instituições que participamos em nossa vida contemporânea foram criadas para que trabalhemos em grupo, para que aumentemos nosso relacionamento interpessoal. Para crescermos na carreira, precisamos constantemente nos expor e nos promover descaradamente. Para sermos reconhecidos no grupo da escola, precisamos ser o centro das atenções.
Se você é um introvertido, deve se lembrar de alguns momentos típicos que lhe marcaram, seja na infância ou na vida adulta. Talvez seus pais já pediram desculpas a alguém pela sua timidez, ou você sempre ouvia que devia sair da concha, ou sempre era objeto de comentário sobre ser quieto demais a ponto de ser chato. Já como adulto, ainda deve sentir uma certa culpa quando recusa um convite para jantar para ficar lendo um bom livro, ou quando vai ao restaurante sozinho, ainda que sob os olhares de pena do garçom e dos demais clientes.
A boa notícia é que vários estudiosos começaram a revelar a ideia que está mudando a forma de ver o mundo. Eles estão respondendo perguntas como: Por que há pessoas tão falantes no mundo, enquanto outras preferem ficar quietas? Por que pessoas se sentem tão confortáveis em posição de autoridade ou têm necessidade de mostrar que detêm o conhecimento de tudo, enquanto outras preferem não ser lideradas e preferem também guardar sua sabedoria em seu próprio mundo? A preferência pela extroversão é uma ordem natural ou foi determinada ao longo dos tempos?
São perguntas que demorarão a ser respondidas e certamente já geram profundas discussões para psicólogos e neurocientistas. Mas, o mais importante é que o início desses questionamentos suscita um novo senso de que o introvertido tem o direito de ser como é. Um autêntico pensador.