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Você desistiu de ir a algum lugar porque não tinha companhia?

Ficou triste enquanto parecia ser a única pessoa infeliz no mundo?

Também já me sabotei assim várias vezes. Até que, um dia, percebi que estar comigo era uma excelente escolha.

Sabe que foi simples assim? Como não tinha companhia para ir ao cinema, saí chorando, entrei no cinema, comprei pipoca doce com guaraná e lá estava eu rindo horrores com uma comédia qualquer. Saí do cinema, comi um lanche e cheguei em casa renovada.

Neste momento percebi como a minha companhia era excelente! Eu sei rir, consigo enxergar as coisas lindas que existem no universo e fico apaixonada por sorrisos sinceros. Eu sou uma pessoa real, que se diverte de verdade, sem precisar postar nenhuma foto no Facebook.

Amo meus amigos, adoro estar de namoradinho a tiracolo, mas nada me substitui. Perdi muito tempo emburrada esperando a roupa que disseram que era mais legal, esperando o dinheiro para ir ao lugar da moda, a amiga para conversar, o namorado para ir ao lugar romântico.

Com o tempo, percebi que algumas das companhias que eu chamava de especiais, eram, na verdade, símbolo de uma carência que a maioria dos seres humanos sofre, e algumas delas eram quase algozes, porque apenas partilhavam a sua própria depressão e me impediam de viver algo precioso: Momentos Inesquecíveis que a Minha Companhia Proporciona.

Não se preocupe se você ainda tem dificuldade em sair sozinha, pois também tenho, mas a cada novo restaurante que visitei na companhia de um bom livro, a cada café que saboreei observando as pessoas ao redor e que me permitia criar mil contos imaginários em cima daquele curto espaço de vida que testemunhava, ou quando fiquei na praia sentindo o sol na minha face e a brisa do mar refrescando meu corpo, senti a vida que eu tinha e uma oportunidade incrível de me conhecer.

Estar sozinha é uma conquista. A derrota está ao lado de quem posta mensagens falsas para parecer ter uma vida maravilhosa; e o fracassado é aquele que precisa do reconhecimento do outro mesmo infringindo seus próprios valores.

Se precisar de uma companhia isenta para iniciar seu processo de libertação, adote um cachorro!

Vou ficando por aqui, pois preciso trocar uma roupa que não ficou boa e na volta vou parar para tomar um sorvete.

Desde criança eu não sonhei em casar de véu e grinalda. É verdade que sempre tive o sonho de ser princesa e, nesse caso, o vestido de noiva até chegava perto de ser a vestimenta para realizar a minha vida na realeza. Porém, a marcha nupcial sempre me causou um verdadeiro horror!

Nos meus sonhos, eu sempre fui independente. Tinha um belo carro conversível, uma casa descolada, fazia viagens incríveis e tinha um excelente companheiro. Esse marido dos meus sonhos era um cara de sorriso fácil, honesto, inteligente, bem humorado a ponto de me tirar risos espontâneos.

Talvez esteja aí a explicação de porquê meus relacionamentos têm efeito submarino, feitos para naufragar (como disse Miguel Falabella, em sua peça “Submarino”). Provavelmente minha expectativa está muito alta para esta sociedade conservadora, que se orgulha de padrões vazios de sentimentos reais.

A cerimônia de casamento nunca me importou. Sempre estive à procura, e ainda acredito que irei encontrar, de uma união entre vidas onde o mais importante será viver a tal da felicidade em estar juntos, mesmo em momentos de adversidade.

Sim, sou sonhadora, porém sei bem que as pessoas soltam gases, têm mal humor, suam, roncam, mas, mesmo assim, acredito no sentimento que motiva as pessoas a viverem juntas. Outro ponto importante, que eu também não sonhei, dividir a mesma cama, casa, estar colado o tempo todo para dizer que está casado. O casamento para mim está no coração, no sentimento que une duas pessoas a quererem estar juntas. Claro que sonho em dividir a mesma cama, até porque não curto sexo virtual, mas isso não significa que eu preciso dormir todas as noites junto com alguém, principalmente se esta pessoa sofrer de apnéia.

Tenho minhas esquisitices, gosto de respeitar o esquisito de cada um e, definitivamente, os padrões da sociedade muitas vezes sufocam as minhas necessidades básicas. Tudo isso junto, forma um tipo de repelente de homens, que se sentem perdidos neste turbilhão de emoções não descritas nos livros de história.

Estar fora do padrão causa bastante sofrimento, às vezes me pego pensando se valeu realmente a pena viver de acordo com os meus próprios padrões. Mas, neste momento, lembro que se eu não fosse eu mesma, provavelmente Juliette Silva, seria apenas um nome em algum cartório da cidade maravilhosa.

Não tenho como mudar a sociedade, mas vou vivendo de acordo com os padrões que eu acredito, incomodando alguns, fazendo outros rirem e plantando sementes de um mundo livre de convenções que nos aprisionam.

Tá sol lá fora! Vou continuar minhas reflexões na praia, tomando mate com limão e comendo biscoito Globo.

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Acampar com filhos é uma experiência que os pequenos aproveitam não só como lazer, mas também como aprendizado. Deixar o conforto da suíte do hotel e ajudar a montar a barraca, requer organização, desde a escolha dos itens que serão levados na viagem até o cuidado na preservação da ordem e limpeza do espaço onde irão dormir.

O grande desafio de camping com crianças é a infraestrutura de lazer, alimentação e higiene. Quando se trata de mães solteiras, há ainda o desafio da segurança.

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