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Então é Natal. Exatamente hoje é uma grande data comemorativa que costuma-se reunir famílias no mundo inteiro para ouvir a famosa música da Simone, colocar uva passa na comida e, se você tiver a paciência de resistir até a sobremesa, ouvir a famosa piada ” é pavê ou para comê”

Claro, é sempre bom rever quem a gente ama, mas tem algumas coisinhas que poderiam deixar a data ainda melhor se não existissem. Listei algumas coisas que eu definitivamente gostaria que sumissem do Natal.

– Piada do pavê: é pavê ou pá cumê?

– Uva passa na farofa, uva passa no arroz, uva passa nas frutas, uva passa no chester, uva passa em geral. Se fosse bom, tinha o ano inteiro;

– As clássicas perguntas: “Vai casar quando?” “Quando vai ter filhos?”;

– Presenciar a tradição machista da família. Ninguém mais aguenta ver os homens na mesa e as mulheres na cozinha;

– Ainda no quesito culinária, ouvir gente que não fez nada reclamando da comida é demais;

– Toda hora se reunir para tirar foto. Ou aquele parente que tira foto de tudo;

– Papo de tios e vizinhos mais velhos sobre política, numa visão simplista e repetitiva: “Ah… Os militares precisam voltar para darem jeito nesse país!”;

– Amigo secreto, onde você sempre dá um presente bacana, mas recebe algo como pares de meia.

– Mais um Especial de Roberto Carlos. No mesmo formato, no mesmo dia, nas mesmas cores.

– Vinheta da Rede Globo, com os famosos reunidos e cantando aquela musiquinha de pelo menos 30 anos.

– Mensagens e correntes natalinas via facebook ou WhatsApp.

– Comentários sobre quem engordou, quem envelheceu demais ou quem se separou.

– Passar várias horas se arrumando, com toda indecisão sobre que roupa usar, para simplesmente ficar sentada no sofá.

– Comer somente após a meia-noite.

Claro que reunião em família é sempre muito bom, gostoso e divertido. Mas se não for possível, lembremos que basta um bom agradecimento a Deus por estarmos bem. O que, aliás, podemos fazer todos os dias e não somente no dia 25 de dezembro.

 

Mais um dia dos pais e junto à data vem aquela tortura para achar o presente ideal para o meu velho. Também ecoa em minha mente a célebre frase: “Não precisa comprar nada… eu não quero nada”. Por que será que a pessoa não facilita a vida de todo mundo e diz logo o que gostaria de ganhar?

O meu pai é daquele tipo simples, usa sempre as mesmas roupas, vai sempre aos mesmos lugares e de tão simples se torna o cara mais complicado da face da terra para dar um presente.

Os presentes para este cara simplesmente complicado segue um circuito vicioso: camiseta polo (com bolso), calça ou bermuda cargo (de elástico), sapato (tipo mocassim bem macio), chinelo, tênis, pijama.

Sempre penso, por que este senhor não gosta de tecnologia? Poderia ter um hobby, não é mesmo? Um gosto apurado para restaurantes ou vinhos? Infelizmente a idade o fez ler menos, pois os olhos já não ajudam mais.

Quando estou nesta crise nervosa, em busca por um presente para esta pessoa que sempre declara que não há nada que ele precise, lembro das amigas que morrem de inveja do meu desespero porque não tem ao seu lado o velho a quem presentear. Porém, este texto tem como objetivo dar uma dica, para aquelas pessoas que sofrem do mesmo desespero que eu sofro para encontrar o presente perfeito.

Segue a dica: Seja Feliz! Sua alegria irá encher o coração do seu velho de felicidade. Compre qualquer coisa igual a todos os anos, mas dê aquele sorriso de quando era criança ou ria da mesma brincadeira besta que ele faz desde o dia em que você nasceu.

Definitivamente, este cara só quer ter você por perto e continuar achando que você é sua princesinha.

Com este cara, chamado pai, a melhor Solteiração de liberdade é deixar viver seu lado criança pular de alegria.

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Dizem por aí que o bom velhinho é uma lenda, mas eu acredito que esta figura é um presságio da realidade natalina que vivemos nos dias de hoje, ou pelo menos se encaixa bem na minha vida…

Veja só…  Primeiro organizo a lista daquelas pessoas que quero presentear, aqueles que merecem ganhar um presente por terem demonstrado um “bom comportamento” na minha vida (me fizeram companhia, tomaram umas comigo, aguentaram os meus foras ou me fizeram rir da vida), depois organizo a “fábrica de presente’ com o dinheiro extra que vem do 13o.  Em paralelo, começo a receber as “cartinhas das minhas crianças”, traduzindo: cartas dos meus amigos secretos com seus pedidos.

Depois de organizar todas as premissas, saio pelas lojas, pois minha fábrica é moderna e o serviço foi terceirizado (afinal nasci no século XX), onde encontro os meus elfos (duendes = vendedores) que me ajudam na árdua tarefa de encontrar o presente ideal com a miséria de grana que tenho disponível na minha conta corrente.

E então, movida de muita coragem e envolvida no espírito de amor eterno, pego meu carro (trenó) e enfrento o trânsito, percorrendo continentes, porque o trânsito  infernal desta cidade me faz sentir percorrendo vários países em um período super curto de tempo, para distribuir pacotinhos de felicidade e agradecimento para aqueles que fazem parte da minha vida.

E nem me venha dizer que o Papai Noel não bebe e nem come horrores, pois se ele não comete o pecado da gula, me diga de onde vem aquela pança?

Se não sou a versão real desta fábula, posso me considerar a Cuca do Sítio do Pica Pau Amarelo depois de errar o feitiço.

Desejo um natal de muita solteiração com amigos e família para todas as nossas leitoras!

Solteirando pelas redes sociais