A felicidade e a alegria, ainda que presentes em pequenos segundos de um dia da semana, estão sempre nas pequenas coisas.
Pequenos detalhes que às vezes nem mesmo sabemos porque os fazemos ou queremos, mas que ao final sentimos uma sensação de imensa autoestima, de feminilidade e de bem querer.
Como é bom o poder que tem uma tarde de sábado com direito a hidratação, escova, pé e mão. Como é bom encontrar-se com a balança e saber que emagrecemos, ainda que 500 gramas ou devido uma gripe na semana.
Que felicidade sentimos, após uma semana intensa e cansativa no trabalho, quando chegamos em casa numa sexta-feira à noite e ouvimos palavras de carinho e um beijo na testa repleto de ternura do nosso amado.
Ah… se todos pudessem saber o quanto gostamos de ser protegidas. Não aquela proteção física, de posse, de ciúmes, mas uma proteção de amor.
Se os homens soubessem que basta um passeio simples no domingo, ou um mero olho no olho apaixonado durante um jantar, ou uma ligação atenciosa no meio da semana agitada para arrancar de nós um sentimento de bem-estar, combinado com força. Não são ligações e conversas melosas, infantis ou de relações tipo chiclete, em que a liberdade e a independência de cada um não é respeitada. Estou falando de relacionamento e ações, normais e cotidianas.
Nós mulheres gostamos sim de muito mimo. E não digo aqui das joias, presentes caros e restaurantes bacanas, mas sim, atenção, carinho e detalhes pequenos que nos fazem sentir mais mulher e mais amada.
Dormir sem compromisso para despertar
Vestir a primeira roupa que encontrar
Não escovar o cabelo
Nem sequer olhar no espelho
Café da manhã na padaria
Paquerar na rua com alegria
Apreciar o dia ensolarado e belo
Usar chinelo
Andar de bicicleta
Esquecer a dieta
Comer pastel da feira
Tomar sol na espreguiçadeira
Tirar cochilos compridos
Sair com os amigos
Comer doce sem pecado
Cantar alto e desafinada na frente do namorado
As coisas simples da vida
A verdade é que o ser criança habita um mundo paralelo a essa perturbação crônica em que vivemos. Ele é sempre alegre e não se sujeita a poupar balas para o futuro. Devora a panela de brigadeiro, se lambuza no doce de leite e depois entrega um beijo babado à vítima de seu carinho. Não evita as cáries, os tombos, os choques. Coloca em risco a própria pele pelo prazer da descoberta. Na pouca idade temos os dois pés calcados nesse domínio até que o ciclo temporal nos exige maturidade, perfeccionismo, pudor e espontaneidade censurada. É um desafio rotineiro não deixar que o ser criança nos seja usurpado em sua totalidade. Por isso, precisamos viver mais a simplicidade das coisas.
O prazer das expedições de quintal. O sono pacificador de colo de avó. Só assim o cotidiano se tornará palco aberto do ser criança e o sonambulismo das nossas vidas ganhará vigor.
Estamos todos aprendendo a usar água adequadamente. Ela será daqui para frente artigo de luxo. E isto no planeta todo. Não há como fugir: tomar banho, lavar louça, o que fazer com a água da roupa, como utilizar até a chuva que cai…
Muito bem. O problema é que com a crise econômica teremos de nos adequar a vários outros itens. Fugindo de comiserações, pessimismos e de orientações babacas, teremos de usar nossa racionalidade e criatividade para vivermos com menos complicações.
Dinheiro em baixa, até desemprego, inflação, crise mundial, desonestidade em todos os setores fará com que aprendamos a viver com mais simplicidade e atenção. E pelos prognósticos, isto levará um bom tempo. Anos talvez.
Assim, algumas ideias vão fazer você ter outras, melhores e mais acessíveis:
- Encontro com os amigos para um baralho. Lembram-se do velho truco no Ensino Médio? E o chato buraco, o oito maluco, a mexidinha e todos os outros que se pode ressuscitar.
- Sabe aquele prato que alguém faz tão bem? É só fazer a lista da turma e passar um dia animado. Tudo compartilhado. Ah! Até aprender a cozinhar para as talentosas enrustidas…
- Um filme divino, com muita pipoca e guaraná, vai mudar um final de semana que seria bem maçante. É só chamar as primas que há tempos não se veem.
- Fazer uma horta ou jardim, mesmo que seja em vasos, pode ser interessante e ajuda a espantar fantasmas…
- Que tal escolher uma bela cor e repintar o quarto ou mesmo a sala? Para ampliar e enriquecer a experiência dos tais cadernos de pintura, que são outra opção.
- Aprender a fazer tricô, crochê ou bordado é algo inusitado para nossa época e nos faz fugir um pouco das telinhas. E que se diga de passagem, nelas há coisas bem emocionantes…
- Outra opção é trocar roupas e sapatos com conhecidas de bom gosto, quando a corda apertar muito o pescoço. Hahaha!
- Intensificar ou começar a caminhar em ambientes abertos ou formar turmas para a bike.Se for possível fazer musculação para melhorar aquela “área” mais caída (rsrsrs).
São tantas as possibilidades.
Você pode nos mandar mais dicas para compartilhar com todas e, no momento preciso, já estarmos com as cartas na manga seria ótimo.
Refletir nas coisas que são de fato essenciais para nossa vida, compartilhar mais, separar o que é supérfluo do que se ama de fato e tornar-se um pouquinho mais sábia. Perfeito.
Só não vale deixar de fazer parte do Solteirar, parar de ler, mesmo que seja livro emprestado, nunca ficar deprimida ou ansiada, mas cada vez mais preparada e firme para o que der e vier. O foco é você. O resto é acessório dispensável.
Um grande abraço a todas!