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Mais um dia dos pais e junto à data vem aquela tortura para achar o presente ideal para o meu velho. Também ecoa em minha mente a célebre frase: “Não precisa comprar nada… eu não quero nada”. Por que será que a pessoa não facilita a vida de todo mundo e diz logo o que gostaria de ganhar?

O meu pai é daquele tipo simples, usa sempre as mesmas roupas, vai sempre aos mesmos lugares e de tão simples se torna o cara mais complicado da face da terra para dar um presente.

Os presentes para este cara simplesmente complicado segue um circuito vicioso: camiseta polo (com bolso), calça ou bermuda cargo (de elástico), sapato (tipo mocassim bem macio), chinelo, tênis, pijama.

Sempre penso, por que este senhor não gosta de tecnologia? Poderia ter um hobby, não é mesmo? Um gosto apurado para restaurantes ou vinhos? Infelizmente a idade o fez ler menos, pois os olhos já não ajudam mais.

Quando estou nesta crise nervosa, em busca por um presente para esta pessoa que sempre declara que não há nada que ele precise, lembro das amigas que morrem de inveja do meu desespero porque não tem ao seu lado o velho a quem presentear. Porém, este texto tem como objetivo dar uma dica, para aquelas pessoas que sofrem do mesmo desespero que eu sofro para encontrar o presente perfeito.

Segue a dica: Seja Feliz! Sua alegria irá encher o coração do seu velho de felicidade. Compre qualquer coisa igual a todos os anos, mas dê aquele sorriso de quando era criança ou ria da mesma brincadeira besta que ele faz desde o dia em que você nasceu.

Definitivamente, este cara só quer ter você por perto e continuar achando que você é sua princesinha.

Com este cara, chamado pai, a melhor Solteiração de liberdade é deixar viver seu lado criança pular de alegria.

Impressionante como esse bichinho chamado celular – com todos seus apps e funcionalidades – tem transformado a vida da gente.

Outro dia estava em um restaurante. Uma criança de uns 2 anos de idade começou aquela manha, aquele choro que você logo pensa que vai ser longo e sofrido. Mas logo os pais simplesmente tiraram da cartola a “chupeta” desse milênio, e a menina logo se calou.

E minha avó, que acabou de fazer 82 anos e vive grudada no Facebook via celular, postando mensagens de automotivação, piadas e de bate-papo no WhatsApp com as amigas?!  Definitivamente ela não vê mais novela. E após o almoço, aquela cochilada deu lugar aos vídeos e fotos do celular.

Nossa vida, nosso dia a dia está 200% registrado nele: de manhã cedo, põe-se o celular para despertar; no ônibus ou no metrô, mensagens aos amigos e uma boa música. Durante o dia, e-mails do trabalho, mensagens aos amigos, namorados e familiares. Às 15 horas, uma pausa rápida para pagar as contas, fazer transferências bancárias ou quiçá fazer uma comprinha rápida  numa loja lá da China.  No fim da tarde, chama-se um táxi pelo celular ou atualiza-se a cada hora das notícias do Brasil e do mundo. Na volta para casa, avista-se um boa imagem e já se registra  aquele momento. À noite, pede-se uma pizza on-line. E, ao dormir, checa-se o que os amigos fizeram ou falaram de bom.

Foi daí que eu, um pouco mais velhinha, me deparei sobre como essa milagrosa tecnologia nos facilitou a vida ao mesmo tempo que nos tornou um pouco solitários e dependentes. Um dia resolvi desafiar uma amiga super jovem, que com seus 24 anos cresceu nesse mundo “celulótico”. Em 30 minutos que eu estava num almoço com ela, creio que ela conseguiu ficar apenas 5 minutos sem o celular.

“Marina, você topa ficar 1 semana sem celular e eu então lhe pago R$ 1.000 ?”

“Nem pensar!”

Solteirando pelas redes sociais