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liberdade
Olhava quem sempre passasse
Ouvia o tom das cores
Decifrava as vozes
Descobria as flores
Espiava da janela
Entendendo o movimento
Sorria com a aquarela
Que as flores formam ao vento
Ouvia todos os sons
Espiava toda a gente
Decorava todos os tons
Sorria por estar contente
Cantava a música do dia
Corria ao contrário do vento
A todos dava bom dia
Mas falava em pensamento
Dançava com seu ursinho
Usava vestido de flores
Andava bem de mansinho
Pintava sem usar cores
Provocava todos por perto
Gritava por atenção
Tinha tudo como incerto
Odiava ouvir um “não”
Fazia som na cozinha
Dançava qualquer balela
Não queria ficar sozinha
Tinha todos ao redor dela
Brincava no gira gira
Como se tivesse idade
Sonhava que era criança
E esse sonho era verdade

Solteirar.com
Nada melhor que relaxar no fim de semana em meio a natureza. Você sabia que várias cidades brasileiras possuem um Jardim Botânico?
São lugares ideais para passeios com amigas, crianças, família e, sem dúvida, uma excelente opção para ficar sozinha, desfrutando um encontro consigo mesma.
Uma boa opção é fazer um piquenique. Você pode levar um lanche gostoso como um sanduíche, bolo, suco – ou até mesmo um espumante, por que não? -, estender uma toalha de mesa ou uma canga sobre o gramado com umas almofadas e curtir a sua folga.
Você irá passar um dia super agradável e se encher de boas energias para aproveitar bem a semana.
Veja abaixo a lista de alguns Jardins Botânicos do Brasil.
E, se sua cidade tem um Jardim Botânico que não está nesta lista, mande para a gente o endereço.
Jardim Botânico de Brasília
Setor de Mansões Dom Bosco, s/n
Lago Sul, Brasília – DF
http://www.jardimbotanico.df.gov.br/
Jardim Botânico de Curitiba
Av. Professor Lothario Meissner x Rua Engenheiro Ostoja Roguski
Jardim Botânico – Curitiba – PR
http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/jardim-botanico/287
Jardim Botânico de João Pessoa
Av. Dom Pedro II, s/n
João Pessoa, PB
Jardim Botânico de Porto Alegre
R. Dr. Salvador França, 1427 – Jardim Botânico, Porto Alegre – RS
http://www.jb.fzb.rs.gov.br/
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Rua Jardim Botânico, portões nº 920 e nº 1008
Rua Pacheco Leão, nº 101
Jardim Botânico – Rio de Janeiro – RJ
http://www.jbrj.gov.br/
Jardim Botânico de Recife
BR 232, km 7,5
Curado, Recife, PE
http://www.recife.pe.gov.br/meioambiente/jb_apresentacao.php
Jardim Botânico de Salvador
Avenida São Rafael, s/nº
Salvador – BA
http://www.jb.salvador.ba.gov.br/index.asp?pg=jb
Jardim Botânico de São Paulo
Av. Miguel Stéfano, 3031
Água Funda – São Paulo – SP
http://jardimbotanico.sp.gov.br/
Sei que Fernando Pessoa vai se revirar na cova neste exato momento (uma de suas obras-primas citadas em um dos meus textos toscos? rsrs), mas não resisti a uma rápida alusão ao mestre português nesta Semana da Independência… Até porque reler suas poesias é uma inspiração e tanto…
Navegar é Preciso
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
Todos os navegantes sabem que é necessário preparar suas jornadas. Há pré-condições para que os maiores sonhos humanos se concretizem. E a quase inalcançável independência, em todas as suas variações e com todos os seus desafios, é a principal delas!
A independência financeira…
A independência emocional…
A independência de não ter limites para sonhar…
A autonomia para perseguir suas ambições e a bravura para ocupar o tempo que lhe resta com os seus maiores projetos…
Assumir as consequências de lidar com o ônus de suas escolhas…
Estar pronta para reconstruir a si mesma sempre que os desafios do percurso exigirem…
Preparar-se para saltar no escuro, arriscar quando valer a pena e, se preciso for, recomeçar!
Passar incólume pelas cobranças, pelos olhares reprovadores e pela indiferença de quem já desistiu de sonhar…
E mais: há que se conquistar a autonomia antes que o futuro se torne irrelevante… Antes que o tédio e a austeridade anulem sua força vital… Ou, então, antes que o medo a imobilize por completo e a impeça de viver toda a grandeza de si mesma!
Se para alçar voo os pássaros precisam conquistar a autossuficiência, para mim é – hoje e para sempre! – “INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”.
Afinal, “sonhar é preciso, navegar é preciso, SOLTEIRAR É PRECISO; viver não é preciso!”
Sempre que eu ouço o slogan “Pátria Educadora”, logo me vem a sensação de liberdade, porque para o espírito estar livre é necessário que o indivíduo esteja instruído dos seus direitos e deveres para consigo mesmo e com a sociedade.
Infelizmente, nosso país é uma vergonha no quesito educação. Tivemos um representante da nação que se orgulhou por ter como primeiro diploma o de presidente da república; e eu particularmente acho triste essa história. Aposentou-se tão cedo, porque não aproveitou para estudar?
Qual o verdadeiro valor que é dado ao estudo neste país? Na minha perspectiva, avalio que é dado pouco valor, o que é inadmissível!
Sou uma cidadã privilegiada, pois consegui trabalhar para bancar meus estudos e me tornar uma executiva. Minha família me cobrou antes de tudo, os estudos. Juntos fizemos sacrifícios mas que valeram muito a pena!
Cada noite em claro estudando, depois de um ônibus lotado e um longo dia de trabalho, me tornaram uma mulher LIVRE E INDEPENDENTE. Mais que conquistar um lugar na classe média brasileira, eu conquistei a capacidade de pensar e enxergar de forma crítica os meus direitos, como mulher e cidadã na sociedade. Ou seja, sei lutar contra as formas de abuso e discriminação da minha condição de mulher e solteira.
Sou uma mulher constituída de pensamentos livres adquiridos ao longo de muitos anos de estudos. Ainda assim, continuo estudando, pois ainda sei muito pouco e, a cada leitura de um novo llivro, me torno uma mulher mais livre e confiante para escolher o meu destino.
Um povo com baixo nível de ensino e educação está preso a conceitos preconceituosos, violentos e com poucas possibilidades de crescimento.
Solteirar é também conhecer e ter o seu direito de liberdade de escolha garantido!
Completo 40 anos de idade daqui alguns meses. Todos os anos, momentos antes do badalar da meia-noite, faço meu balanço de descobertas, aprendizados, erros, acertos e tudo mais que couber na minha pausa reflexiva. Este ano não vou aguardar os doze meses da minha última primavera. Abri uma exceção para observar meus passos junto com o Solteirar, que completa seu primeiro ano neste mês de agosto.
O Solteirar surgiu como uma brincadeira. A idealizadora, ao nos confessar suas divagações, parecia descrever uma mesa de bar rodeada de mulheres contanto suas cômicas, trágicas e alcoólicas histórias sobre ser solteira. Mas, ao ser desafiada a colocar no “papel” todos esses anos de experiência, tive receio de revolver o passado, de questionar o presente e de sentir a insegurança do futuro.
Não sei se disse sim ou se apenas silenciei. Talvez a própria inércia das minhas emoções me guiaram para a resposta, não me recordo.
Para o balanço deste ano, escolhi um momento especial para me inspirar. Por volta dos 22 anos decidi encarar minha acrofobia¹ e descer um tobogã de uns bons metros de altura num parque aquático. Não preciso dar detalhes da sensação de arrependimento que me consumia enquanto a fila ia diminuindo e minha hora era iminente. O fato é que aqueles 10 segundos de queda foram tão incríveis e libertadores que eu só pude agradecer à loucura que me fez superar o desejo de desistir.
Este pedaço de memória representa completamente meu último ano. Nesses últimos 365 dias tive a mesma sensação daquela queda. Entreguei-me às mulheres que buscam a libertação de seus medos e tento traduzir em cada texto a nossa rotina de preparação para o passo que antecede o salto de liberdade.
E não à toa, este ser metódico, quebra seu ritual quadragenário particular de comemoração: nasceu uma nova Glória com a descoberta desse impulso de coragem, o Solteirar.
¹ A acrofobia o mesmo que “larofobia” é o medo irracional de lugares altos.
Passei muito tempo me culpando por não ter a vida no modelo que sempre me disseram que era o certo de se viver, casada com filhos. Tamanha era minha inconformidade por estar fora do padrão, que logo avisei as meninas, quando o blog ainda era um sonho: Olha só, eu estaria casada se tivesse rolado, querem mesmo que eu seja blogueira? Após a gargalhada geral, por eu ser solteira por opção deles, me dei conta que eu sou uma expert na vida solteira e que as frustrações por não pertencer ao lugar comum são muito pequenas diante das alegrias que a liberdade me proporciona.
A liberdade de acordar descabelada, com bafo, me coçar e rir da minha cara com os meus erros na culinária não seriam permitidos se eu tivesse o compromisso de viver com um ser barbado do meu lado. Poder ir e vir quando e como eu quiser, são pequenos prazeres tão intensos como uma grande paixão, até porque, esse amor próprio, também me causa um bem estar enorme.
Mas como toda paixão, a vida comigo mesma também tem seus baixos. No momento em que me aparece uma barata, tudo o que eu mais quero é um príncipe que mate a asquerosa famigerada que resolveu invadir o território sagrado do meu reino!
Tenho meus casos amorosos, mas é claro que sinto falta de ter um companheiro. Tem coisas bem bacanas na vida a dois, o problema é que ainda não encontrei o modelo perfeito de relacionamento, e nem achei o cara corajoso o suficiente para se entregar com suas qualidades e defeitos para viver uma vida em parceria, com o objetivo de ser feliz para si mesmo com alguém ao seu lado, sem se preocupar com o que a sociedade tem a dizer.
*Modelo perfeito de relacionamento = entrega e respeito.
Esta tal de sociedade também é bem chata. Me digam, como é possível a humanidade ter criado tantas regras para cuidar da vida do outro, como se viver fosse um grande Big Brother, e não conseguir evitar guerras, mal tratos, violências, etc?
Escolhi e fui escolhida para Solteirar porque acredito que o ser humano não é uma bula de remédio, com uma descrição científica. Tenho certeza que a grande maioria dos padrões da sociedade serve apenas para brincar com a autoestima de quem questiona a realidade hipotética para assumir a sua vida e conseguir ser feliz assim, Livre!
Não importa se você é solteira, casada, viúva, amante, ou qualquer outro título que recebeu algum dia, o que vale nesta vida é ter o espírito livre, respeitando viver e sentir aquilo que a faz feliz, mesmo que seja por um único minuto no seu dia. Isso é Solteirar!
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