Home Tags Posts tagged with "liberdade"
liberdade

Solteirar.com
Namore. Ame. Brigue. Faça as pazes. Brigue de novo.
Seja breve e prática na fala. Ainda que detalhista nos pensamentos.
Sorria sempre. Mas permita-se ficar mal-humorada às vezes.
Seja sensível. Chore.
Corte os cabelos bem curtos. Faça uma grande tatuagem e ponha piercing.
Vá em frente. Dê o primeiro passo. Acerte e erre.
Arrisque-se, sem pedir permissão ao mundo. Depois, perdoe e peça perdão.
Seja você para você. Não para os outros.
Descubra-se. Faça terapia, medite. Faça compras. Faça o que quiser.
Não se case. Ou, se case. Não tenha filhos. Ou, tenha.
Fique bêbada. Tome muitos porres com as amigas e amigos.
Viaje. Leia. Escreva.
Desapareça do mundo por um tempo.
Seja a mulher da sua vida.
Olhe-se no espelho todos os dias e sinta orgulho de você.
Ame-se. Ainda que esteja sem maquiagem, que não esteja em forma.
Seja inconsequente.
E faça tudo isso agora.
Porque a vida é curta. Muito curta.
Outro dia, saindo do mercado, deparei-me exatamente com um papel contendo, em letras garrafais, a frase ”Gaiola para pássaros livres”. É claro que não se tratava de nenhuma situação absurda, ela estava na parede de uma loja de acessórios para criação e manutenção de pássaros, super normal!
O fato é que eu não sou, exatamente, um modelo de pessoa normal e, portanto, me incomodou muito ter que conviver com aquela frase violentando a minha leitura do ambiente. Isso, não só porque eu não gosto que aprisionem os pássaros, mas principalmente, porque eu não gosto de prisões.
O paradoxo embutido e traduzido naquelas letras em negrito, quase anula o encarceramento que, na prática, ocorrerá a qualquer coisa que se aloje por trás de grades e, na contramão do que podemos prever, uns tantos pássaros ainda se denominariam livres, mesmo sob a custódia de um ambiente reduzido.
Não digo isso por ter algum conhecimento sobre a comunicação dessas aves; e sim, digo porque não me refiro somente à ordem dos passeriformes¹, mas também a pessoas, que na condição de pássaros, por vezes se deixam encantar pela gaiola de suas relações, sem a menor suspeita de estarem num cativeiro.
E, quantos relacionamentos, levianamente, nos diminuem a meros espectadores de nossa própria prisão? A incoerência de uma gaiola para pássaros livres é que ela jamais perderá seu efeito redutor e um genuíno pássaro livre não retorna à gaiola, porque se, se desfaz de seu viés, aceita o óbito de si mesmo.
Perdemos nossas asas quando nos limitamos a voos rasos, acreditando ser o máximo que podemos alçar. Assim, sem perceber, logo mais elas já estarão atrofiadas.
¹ Passeriformes é uma ordem da classe Aves, conhecidos popularmente como pássaros ou passarinhos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Passeriformes)
Sinceramente, não costumo reparar na roupa das pessoas, mas outro dia encontrei no banheiro uma mulher que passava dos seus 50 anos e, impulsivamente, foi aberta uma exceção. Ela usava um vestido sexy, não muito curto, mas agarrado ao corpo o suficiente para evidenciar todas as suas curvas e saliências.
Essa inocente personagem do meu dia não era dona de um corpo escultural, em seu conjunto de saliências somavam-se também aquelas desagradáveis que se aglutinam em nosso abdômen e em nossas coxas.
O que me chamou atenção para a cena é que não era alguém explorando seu poder de sedução. A sensação que tive foi a de ver um corpo enrolado em um pano e só, de forma que ela, simplesmente, já havia descartado todos os padrões pré-estabelecidos (por terceiros) para ter o direito de estar naquela peça.
Posteriormente, ouvi comentários clichês sobre o ridículo da combinação (vestido mais corpo), mas a minha leitura do fato é de que se trata muito mais de um ato de coragem do que qualquer outro exercício de exibicionismo gratuito. Vi aquele ser como a inspiração de algo que poucas pessoas fazem: vestir as peças escondidas no armário e sentir-se livre na convivência com seu próprio ridículo.
Para você que é fã do Solteirar e, portanto, amante da liberdade, este romance (no original em francês “L’âge de raison”) é um clássico imperdível.
Escrito por Jean–Paul Sartre, o filósofo existencialista que afirmava que “O homem está condenado a ser livre” e que teve uma relação com a brilhante filósofa e feminista Simone de Beauvoir, a narrativa aos poucos revela magistralmente os conceitos filosóficos sartreanos.
Para Sartre, a liberdade é o objetivo final da existência humana e com ela ligada visceralmente.
O romance se passa em Paris na década de 30 e narra um momento crítico da vida do professor de filosofia Mathieu: conseguir dinheiro para que sua amante faça um aborto e resolva uma gravidez indesejada.
Também é encantador como Sartre constrói psicologicamente cada personagem da história.
Ah… Este livro é a primeira parte da trilogia de novelas “Os Caminhos da Liberdade” (“Les chemins de la liberte”). Os demais livros desta saga são: “Sursis” (“Le sursis”) e “Com a Morte na Alma” (“La mort dans l’Âme”).
Não perca a oportunidade de entender os conceitos de Sartre – e o que é “ser livre” – através de sua literatura!
Obs: Clique aqui para baixar uma versão gratuita deste clássico.

www.solteirar.com
Ninguém é a favor do aborto pura e simplesmente. Ele acontece em circunstâncias extremas e sempre dolorosas. E tudo que se refletir sobre ele será pouco.
As marcas que ficam são para sempre. E sua escolha é porque as outras alternativas, após a gravidez, são só desgraça pura.
O caso veiculado recentemente, da moça de 19 anos presa por denúncia de um médico legalista, mas herói da impiedade, pode levar a posicionamentos que de fato auxiliem neste dilema de milhões de mulheres, milhares mortas por ano, que se sentem em sua maioria desamparadas de toda forma. Os números estarrecem.
Via de regra são pobres, sem apoio, e uma faixa significativa delas já com vários filhos e sem as mínimas condições de sobrevivência. A classe alta nunca é exposta.
Ocorrência real e bem elucidativa foi a de uma servente de um posto de saúde, mãe de seis filhos, crente, marido com doença de chagas, já mal. Ao ficar grávida, enfiou uma agulha de tricô vagina adentro e teve uma hemorragia fortíssima. Abortou, mas quase morreu, pois não quis falar nada até cair desmaiada, no dia seguinte, no banheiro do posto. Seu maior medo não era perder sua própria vida, ou os filhos que iria deixar, mas que estava condenada ao fogo eterno. E, assim mesmo, disse que não poderia ter outro filho, seria menos pão para os filhos que já tinha em casa.
Se não têm estrutura para usar anticoncepcionais e camisinha, como terão para custear um filho? Ser mãe de um novo ser traz exigências que nem sempre a mulher suporta naquele momento. Não é um monstro, mas uma desesperada.
Mais educação, orientação contraceptiva, qualificação profissional, apoio psicológico, estrutura social – como creches suficientes, boas escolas e centros de recreação – fariam bem mais do que leis caducas apoiadas em religiões reacionárias, distantes demais do respeito ao sofrimento humano e do que essas mesmas falsas religiões em sua própria doutrina pregam.
Lembremos que Jesus escolheu para acompanhá-lo ao paraíso, no dia de sua crucificação, um ladrão e uma prostituta, nenhum fariseu.
Atire a primeira pedra aquele ou aquela que se achar acima da fragilidade humana.
Obs: O Solteirar apoia a campanha da Revista TPM #precisamosfalarsobreaborto.
Confira e participe!

Solteirar.com
Tem aquele dia que você sai porque lhe disseram que faz bem pra alma ver gente, tem que curtir a vida intensamente, não é possível recuperar o momento, etc, etc…
Então lá vou eu para a balada mais comentada do momento, investimento financeiro alto, irritação máxima com a fila na porta e com a confusão para pegar um drink depois que você tomou chuva na fila da entrada e precisa de uma bebida urgente para entrar no clima.
Lá se vão alguns goles e de repente a música fica boa, os homens começam a rodear, porque claro, eu comecei a sorrir!
Bato um longo papo cabeça e pessimista com um cara muuuito gato, sim eu relevei a chatice porque ele era bonito, solteiro e acima de 40. Depois dele me pagar uma bebida, demonstrar estar animado com o papo, ele sai para ir ao banheiro, me pede para esperar e desaparece… Como assim? As mulheres são capazes de entender se você, caro Amigo, disser: “Olha, o papo está legal, mas eu quero dar uma volta!”Dica: este é um comportamento maduro!
Reencontro as amigas, tomo mais um drink e resolvo ir embora feliz, no caminho da saída sou brindada por um outro gato que disse que eu precisava ajudar ele com o copo do amigo que havia sumido (gostei da abordagem!…. E dele! Bom humor é a melhor qualidade). Ele fica inconformado por eu estar a caminho de casa (e não querer levar ele comigo), então ele, por conta própria, me pede para anotar o whatsapp dele e enviar uma mensagem para ele ter meu número (senti firmeza!).
No dia seguinte, não acordo com uma mensagem como eu imaginava, mas tudo bem. Era mais uma boa história de sempre, até que por volta das 18h ele manda um “Oi! Tudo bem?”, a mensagem já estava a 30 minutos no meu inbox quando eu vi, então logo respondi. “Oi! Tudo bem comigo, e vc?”. Isso faz mais de 30 dias e até hoje ele não respondeu.
Se você, meu caro amigo, se identificou, me explique porque perdeu o seu tempo enviando uma mensagem que não tinha a menor intenção de responder? Se não queria conversar, por que puxou papo? Será um ato total de fragilidade masculina?
Prev1...567...8Next
Page 6 of 8