“A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.”
Gosto de colocar uma música alta, fechar os olhos e me sentir só, me sentir meu.
Gosto de cinemas vazios e filmes tristes, de me entregar ao momento, me por em lágrimas e sonhar.
Não gosto dos meus medos (que são muitos), mas gosto de vencê-los.
São as tardes de chuvas olhando pela janela que esvaziam minha mente e me fazem acalmar.
Pelo direito a dias inteiros trancada no quarto, com pequenos movimentos apenas para pegar algum pacote de besteiras ao alcance das mãos.
Ao não me importar, não me justificar e não socializar.
Poder deitar na grama, olhar para o céu e sentir. Mesmo que seja o sentir-se insignificante meio a imensidão do azul e algodão.
Ao me respeitar.
Ao poder ser fraca, conhecer meus limites, contorna-los e seguir.
Ao viajar. Viajar pelo mundo ou pelos pensamentos.
Pelo direito a ser só, a gostar de mim e não precisar.
Ao me bastar, me conhecer e me completar.
