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Sexualidade Divergente

Lendo uma revista de semanas atrás sobre sexualidade, chamou-me a atenção o texto sobre aulas dadas por uma ex-prostituta. Comecei a refletir como o ser humano é inseguro e logo fiz associação com os textos escritos por psicólogos e afins sobre a criação de filhos alheios. Com certeza, os filhos desses, como sempre sabem tudo, são perfeitos e sem problemas, incluindo os sem filhos. E haja culpa para as coitadas das mães. Sempre qualquer coisa que façam não está certa. Assim, duvide deles e acredite em sua intuição e amor.

E, agora, com as aulas de desempenho sexual, mais sobrecarga de cobrança… Tem de estar nos conformes para a exposição externa que o companheiro precisa para sua vaidade e uso social e do que ele pretende entre quatro paredes. São mais exigências que ela deve cumprir: “Quem não tem competência abre concorrência.”

Pelo que me consta, a prostituta não é especialista em orgasmos ou emoções amorosas. Ela é a manobrista das mais fisiológicas sensações, sem outros adereços, que as que amam sentem e fazem na profundidade de seus afetos.

O quanto pode uma mulher verdadeiramente apaixonada? Só mesmo outro ser que corresponda a este amor pode retribuir. E parece que a humanidade está perdendo este referencial. Quer tanto, mas desaprendeu o amor simples e pleno.

A complicação, a volúpia por ilusões deixa homens e mulheres perdidos. Só que o preço a pagar não está sendo barato e a infelicidade, insegurança, insatisfação rolam soltas pela alma humana.

Aprender a saber o que quer, a ser você mesma, a montar um objetivo e, se valer a pena, dedicar-se a outro que corresponda à sua plenitude e anseios e que tenha, no mínimo, tanto valor quanto você. Aí sim, pode começar a dar certo. Depois é muito exercício de paciência para acertar os senões. E a durabilidade da relação, nem Deus sabe… Que seja bom enquanto dure. E não pretenda muito…

Chega de enganos. Não se iluda! Você não é e nem parece a prostituta, que pode ser experiente, esperta, até boa enganadora e motivar em minutos um comprador de sensações, que não quer compromissos, não a valoriza, acha-a inferior e naquele momento, é só ele. Veio comprar e quer ser bem servido, inclusive nos subterrâneos de seus desejos. Pode ser ótimo ou uma desgraça, não haverá cobranças para seu desempenho.

A mulher que está com ele, no dia a dia, que o conhece muito bem, reconhece os defeitos e virtudes de ambos, e faz disso o melhor. É ela quem sabe, a custa de muita superação, como pode dar certo. Não só manobras para meia hora e unilateral, mas mais entrosamento e, talvez, mais felicidade do que problemas. Aceitação.

Assim, duvide de “mirabolâncias” e modismos ilusórios. Loucuras valem para momentos pontuais, mas, se forema regra, trarão mais desgaste do que satisfação. Espiral de insatisfações. Você tranquila gera segurança. Prepare-se também para ingratidões e rompimentos. Faz parte do processo.

Acima de tudo, valorize-se sempre, sozinha ou acompanhada. Acredite em sua intuição e amor. Amor é prazeroso, motivador, confiante, relaxante, tem mão dupla, entre outros vários atributos. Fora disso, não serve para nada. No mínimo só aborrece ou infelicita.

 

Ilustração: Agradecimentos a iLikeWallpaper.

Hipólita
Hipólita
Paulistana, madura, livre por excelência. Não liga para aplausos ou vaias. É exigente e absolutamente irreverente (viva a rima!). Adora literatura, gosta de escrever, cozinhar, fazer crochê e curtir a natureza: flores, pássaros e a beleza. Acredita que refletir faz parte de aprender a ser mais feliz e que desafios a vencer são fundamentais. Está fora de pessimismos ou tristezas.
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Sou uma eterna romântica. Acredito no amor acima de tudo. Em especial, o amor próprio.

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