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Obrigações sociais

“Se tem uma coisa que não sou é obrigada”. A hora que ouvi essa frase, achei algo libertador. Concordei mentalmente com a menina no metrô que a recitou e “vesti” como se fosse minha. Há alguns anos atrás até teria colocado no nick do meu MSN (nossa, estou ficando velha), mas como sou “crescidinha” (uhum), apenas refleti sobre.

Comecei a pensar e encontrei várias coisas que faço sem querer: acordar cedo, me calar diante de alguns desaforos, assistir programas e shows que não gosto, ir a alguns eventos familiares com parentes chatos e muitos outros. Encarei-as com um viés negativo inicialmente.

Mas imagina só se todos fizessem o que bem entender doa a quem doer… Acho que as frases mais ditas seriam: “Eu falo mesmo, esse é meu jeito” e “Nossa, fiquei chateada com fulana”. O mundo das reações depois das ações não seria dos melhores.

O ponto é que cada pessoa entende que seu problema, ou o seu querer, é prioridade e some a generosidade, o amor ao próximo, os bons modos, os códigos de defesa das amizades e coleguismos (também conhecida como política da boa vizinhança). É nossa obrigação, sim, viver bem em sociedade.

Nossa! Quase perdi meu ponto no metrô, hora de descer, mas antes, corrigindo: “Se tem uma coisa que eu sou é obrigada”. Educados responderiam: “De nada”.

Lana Byron
Lana Byron
Paulistana, 22 anos, DJ, solteira bipolar. Seria trágica se não fosse cômica (assim como sua vida amorosa). Amante do bom e do péssimo rock. Nada de meios-termos, por favor. Hobbies: filmes, séries, HQs e longos e relaxantes passeios por brechós. Seus textos são frutos de suas crises internas e críticas aos padrões sociais.
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