InícioOpiniõesInveja, preconceito, sentimento obsessivo, coisa de mulher?

Inveja, preconceito, sentimento obsessivo, coisa de mulher?

Lá estava eu na mesa de um bar quando ouço a célebre frase: “Muita mulher junta sempre dá confusão”. Quer ver como estas teses preconceituosas são  facilmente destruídas?

Vamos por partes: vou começar com a tal da inveja, tão feminina, afinal dizem que nos vestimos para as mulheres. Veja bem, se tenho um compromisso  importante e preciso de uma roupa à altura, sempre procuro uma amiga para uma opinião e não faltam amigas para emprestar um vestido, uma bolsa e  principalmente uma palavra de incentivo quando olho no espelho e vejo aquele quilo a mais pesando na roupa.

Situação I: procura-se a inveja desesperadamente, porque não foi encontrada.

 

Agora vamos falar de preconceito, ou críticas excessivas, quer algo mais preconceituoso que as brincadeiras em relação a mulher, como:  “Se não casou até os 35 anos, melhor se afastar porque deve ser problemática”, ou “As mulheres são mais competitivas, por isso são mais agressivas que os homens no trabalho”, mas a pior de todas, “Ela é tão gostosinha, nem precisa ser inteligente”. Todas estas frases só ouvi da boca dos homens.

Situação II: O preconceito é a melhor estratégia de ataque usada por quem não tem coragem de levar a vida segundo seus princípios e precisa de frases feitas para dizer a  sociedade e então sentir-se integrado.

 

Sentimentos obsessivos: dizem que as mulheres são ciumentas demais, sempre querem controlar a vida dos seus companheiros, pena que não temos um estudo estatístico sobre o tema, mas esta reportagem do O Dia, aqui do Rio de Janeiro, aponta que homens matam mais por ciúmes que as mulheres:

http://odia.ig.com.br/portal/rio/o-monstro-do-ci%C3%BAme-especialistas-analisam-mortes-por-crimes-passionais-1.543606

Situação III: A obsessão é uma doença que aflige muito mais o universo masculino.

 

Meninos, tudo bem assumirem suas inseguranças, não precisa matar por isso.

Tenho certeza que no seu dia a dia você se vê em todas estas situações, quando discute o tema é taxada como a chata feminista e se tenta ignorar fica com o sapo atravessado na garganta. Sugestão, faça-os pensar que são inteligentes e deixe a soberba deles falar.

A melhor resposta a tudo isso é a sua maneira de viver em liberdade, o seu sucesso e principalmente a sua autoestima em alta. Para casos abusivos, onde a brincadeira chega ao ataque verbal, dê apenas um único olhar, pois esta reação é igual a bater o pé para um cãozinho que late porque tem medo, e neste caso, o medo é da superioridade da raça Feminina.

Fiquem tranquilas meninas, a conversa terminou bem, eu diria que a conversa foi até bem prazerosa.

Juliette Silva
Juliette Silva
Carioca, 48 anos, executiva, atualmente solteira. Em busca da felicidade sempre. Acredita na justiça e briga com os preconceitos (inclusive os seus). Um tanto atrapalhada, mas muito competente no que se propõe a fazer. Meio mística, meio cética…meio no mundo da lua. Gosta de gente, isto significa, pessoas, animais, natureza, etc. Pensa muito e em várias coisas ao mesmo tempo.
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