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O homem que vai para a cama com você na primeira noite, será que presta para um relacionamento? Quantas vezes você parou para pensar sobre isso?
Em uma festa ótima, uma amiga, que há tempo eu não via, me disse que tinha vontade de perguntar isso para quem perguntava porque ela não estava namorando.
Achei esta questão sensacional para estimular nossas mentes brilhantes a combater aqueles preconceitos do dia-a-dia que nem percebemos.
Veja que normalmente as grandes questões quando saímos com um cara pela primeira vez são: “Se rolar o tesão incontrolável, vou para cama?” “Será que eu vou perder a oportunidade de virar namorada, caso o cara seja legal?”
Depois passam-se dois meses mais ou menos, e as questões são: “Como não percebi que aquele cara não era tão legal assim?” “Como deixei ele me usar?”
Em um cenário simplista, a grande pergunta é: “Por que eu não usei o momento para simplesmente me divertir?” Afinal aquele cara podia não ser absolutamente nada mais que um cara bom para sexo naquele momento e alguns outros, talvez. Exatamente como na maioria das vezes os homens entram para conhecer alguém.
E lá vamos nós para a pergunta que é taxada como feminista nível dez: “Por que os homens podem e as mulheres não?”
Não vou estabelecer aqui qual é a forma de conhecer, e se relacionar, com alguém no primeiro encontro para que este momento se torne em uma relação afetiva verdadeira. Não acredito que exista fórmula, e se existe, não fui apresentada e muito menos tenho um case de sucesso para contar para vocês.
Mas tem um fato certo nisso tudo, ainda vivemos hipnotizadas pelos preconceitos da sociedade que fazem com que nos esqueçamos de pensar e agir em pró daquilo que nós queremos, de buscarmos as sensações que irão preencher as nossas vidas com felicidade e principalmente podermos ter momentos sem que seja necessário viver sempre tomando a decisão para uma vida inteira.
Então minha cara Solteiranda, no próximo encontro, que tal tentarmos pensar nas seguintes perguntas:
1. O que eu quero deste encontro?
2. Será que este cara é capaz de suprir o que eu quero?
Todas as respostas estarão certas desde que vocês sejam sinceras com a sua felicidade, seja para um momento ou para uma vida, porque quem se ama se cuida!
#Iloveme
Ano de 2017 e ainda discutimos esse assunto. Sinal de que ainda há muito preconceito e ainda há muito que continuar debatendo. Por que uma mulher bem sucedida e de bem com a vida não pode ser solteira? Por que ser feliz está condicionado a um relacionamento?
“Não sou feliz, mas tenho marido”. “Meu casamento não está bem, mas não posso me separar.” Esses ainda são lemas de muitas mulheres, principalmente daquelas que se incomodam com a solteirice alheia. Infelizmente, as mulheres são também fomentadoras desse preconceito que já deveria ter acabado há tempo, na época de nossas avós.
Se você está solteira, as pessoas logo pensam que você está à disposição, saindo com vários. Ou seja, você é uma galinha. Se você está namorando, não importa quem, já tem algum mérito e ganha alguns pontos nessa corrida desenfreada de ter que se casar, pois você teve talento pra conseguir arrumar um namorado.
Se você está noiva, não importa ainda de quem, mais e mais pontos conquistados. O que importa é que você está de aliança no dedo para esfregar na cara de todos! Se o pretendido for feio, não tem problema, basta escondê-lo. Agora, se ele for um gato e rico, importante postar muitas fotos com ele no facebook e dar um festão de noivado ou de casamento, afinal quanto mais pessoas souberem, maior será sua reputação de mulher.
Se você já é casada, 100 pontos. Sua condição de mulher bem sucedida e feliz é inquestionável. Afinal, as casadas, são as casadas. Você tem um homem exclusivo para chamar de seu. Ainda que ele possa não ser tã o exclusivo assim, aos olhos da sociedade, ele oficialmente é seu.
Finalmente, se você é casada e tem filhos, 1.000 pontos. Você é praticamente uma santa na terra, a mulher mais perfeita desse mundo.
Moral da história: mulher casada e com filhos, vale muitos e muitos pontos. Mulher solteira não vale nada.
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Será que os comportamentos ruins ou mal educados não ficam bem somente nas mulheres?
Me diga sinceramente se algum desses comportamentos ficam bem em alguma pessoa:
– Ficar bêbado ao ponto de arrumar briga ou dar vexame ou provocar um acidente;
– Ser grosseiro ou agressivo;
– Preconceituoso (de qualquer tipo ou espécie);
– Abandonar um filho;
– Não tomar banho ou estar sujo, cheirando mal;
– Praticar qualquer tipo de crime;
– Comer de boca aberta, arrotar em público, etc.;
– Trair o parceiro, amigo, família;
– Falar alto;
– Falar palavrões, aliás palavrões, muitas vezes, são uma expressão necessária para manter a sobrevivência humana, talvez seja melhor excluir da lista porque cabe bem em qualquer pessoa, em diversas situações!
Mantendo a mesma relação honesta que estabelecemos até agora, confessa que você também, em algum momento, disse ou pelo menos pensou, em alguma situação, que aquilo não fica bem em mulher? Eu digo que já cometi este deslize enorme, mas ao longo dos anos, seja por uma evolução pessoal ou por uma necessidade existencial de fica bem comigo mesma, percebi que onde melhor se aplica a igualdade de gênero são para comportamentos ruins. Não importa o seu gênero ou opção de vida ou opinião, em qualquer momento você deverá respeitar o espaço (físico ou moral) do outro.
No meio de todas estas minhas certezas e discursos de igualdade que vejo entidades públicas pregarem, sou surpreendida pela notícia que ainda existem departamentos que não tem banheiro feminino e/ou unissex em áreas internas. Ou seja, ainda existe a mensagem que não fica bem para uma mulher trabalhar!
Só para fechar meu desabafo, o que não fica bem mesmo, para ninguém, é não evoluir enquanto ser humano para transformar este planeta em um lugar melhor.
Recentemente consegui um trabalho em Porto Alegre. Já sabendo que enfrentaria um desafio e tanto (afinal, os paulistas são difíceis, mas os gaúchos…), decidi não desperdiçar a oportunidade de colocar as rodas da minha possante nas estradas em direção ao Sul…
Já no primeiro final de semana, antes mesmo de começar o batente, aproveitei para revisitar os inesquecíveis Parques do Caracol e da Ferradura, com seus mirantes e trilhas de tirar o fôlego (literalmente) e até com banhos de cachoeira. Mal esperava rever aquela belezura toda.
Há anos e anos, em minha estreia na região, ainda era possível descer até a base da cachoeira Caracol (hoje, a escadaria foi substituída pelo teleférico)… Não tenho mais as fotos daquela época, mas esta parte da minha capengante memória continua intacta.
O dia estava lindo e ensolarado quando cheguei em Canela. Decidi, antes de partir para a aventura, fazer o check-in na pousadinha que reservei no caminho para os parques. Na pousada, estacionei minha moto na entrada, peguei minha mala e fui à recepção sem perder um minuto.
O gaúcho que me atendeu me deu 2 chaves para o quarto e gentilmente informou que meu namorado poderia estacionar a moto dele na área reservada quando desejasse. Expliquei que estava sozinha. E, acreditem se quiserem, apesar do ímpeto em golpeá-lo, falei numa boa…
Depois de se oferecer para pegar as outras malas, o moçoilo insistiu dizendo que meu marido poderia ficar tranquilo, pois a recepção funcionava 24 horas por dia. Desta vez expliquei de forma mais enfática: “Marido? Nem morta!” Ele, evidentemente, escaneou-me com o semblante de quem testemunhava a chegada de uma marciana ou de uma louca embriagada recém-saída de uma casa de suruba LGBT.
Quando o fulano estava quase decidindo pela opção 1 (que eu definitivamente teria nascido em algum planeta entre Netuno e a Ursa Maior), aproveitei para nocauteá-lo: “Por quê? Você não acredita que uma mulher possa viajar de moto pelo Planeta Terra?”
O gaúcho reacionista não falou mais nada.
Assim, depois de ter praticado mais um dos meus esportes prediletos (polemizar e chocar outros humanos desprevenidos), foquei em outro esporte que muito me agrada: embrenhar-me no meio do mato.
E daí esbaldei-me de vez, mais uma vez, naquele mesmo dia. Entre uma trilha e outra, momentos do mais puro deslumbramento. E note-se: a eudaimonia só é plena quando você está na mais profunda paz de sua solidão. A paisagem fica mais ampla, o som da natureza infiltra com mais intensidade em cada canto de seu corpo, o tempo é seu e só seu… E ninguém a interrompe do torpor… E ninguém ousa competir com a beleza suprema da mãe natureza. De quebra, ninguém presencia a mesma experiência que você. Aliás, não acredito num deus todo soberano, mas estou certa que o inventaram a partir de eventos sublimes como esse!
Depois do meu tempo mergulhada em êxtase total, peguei minha companheiríssima Honda e decidi finalmente jantar em Gramado.
E, como já disse muitas vezes a teimosos incrédulos da magia em aventurar-se sozinha, os deuses dos andarilhos – sim, esses deuses existem! – sempre nos abençoam com momentos de arrebatamento. Depois daquele dia maravilhoso em que viajei de moto, fiz trilhas na mata, vi paisagens incríveis e ainda pratiquei bullying light com desafortunados amantes do Bolsonaro, ainda fui agraciada com um festival de música clássica sem ter planejado tal desfecho.
Deliro pelo bom e velho Rock ‘n Roll e advogo que a vida vale a pena só para que possamos ouvir os solos demolidores de David Gilmour, Eddie Van Halen, Tony Iommi, Angus Young, Jimmy Page, Brian May, Eric Clapton, Buddy Guy, Keith Richards, Chuck Berry, Hendrix… Mas músicas clássicas também têm o poder de me fazer flutuar.
E assim finalizei aquele dia mais que perfeito: comendo um capeletti in brodo na charmosíssima Rua Coberta de Gramado ao som de um concerto gratuito de música erudita!
Logo que o show acabou, os restaurantes e bares ao redor recomeçaram novo turno de cantoria. Estava ao lado de uma cantora muito boa cujo repertório era voltado à música brasileira, mas a MPB dos velhos tempos, aquela que realmente emocionava… Fiz questão de ouvir até que o cansaço físico já não me permitisse mais continuar em posição vertical e pedi a conta. Antes de o garçom voltar com a única parte indigesta daquele dia, a cantora começou um dos clássicos de nosso mais célebre maestro:
Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
Quando o garçom retornou, não resisti: “Os enamorados que me desculpem, mas Solteirar é fundamental!”
E saí feliz da vida. Afinal, euzinha, abençoada pelos deuses dos viajantes solitários e deslizando com minha preciosa motoca pelas Serras Gaúchas, era a prova cabal de que Tom Jobim, um dos maiores músicos que o mundo já viu, estava redondamente enganado.
E acabar tudo isso com uma bela polêmica parafraseando seu camarada Vinicius de Moraes foi a chave de ouro para mais um dia Solteirar sem igual.
Amém!

Lá estava eu na mesa de um bar quando ouço a célebre frase: “Muita mulher junta sempre dá confusão”. Quer ver como estas teses preconceituosas são facilmente destruídas?
Vamos por partes: vou começar com a tal da inveja, tão feminina, afinal dizem que nos vestimos para as mulheres. Veja bem, se tenho um compromisso importante e preciso de uma roupa à altura, sempre procuro uma amiga para uma opinião e não faltam amigas para emprestar um vestido, uma bolsa e principalmente uma palavra de incentivo quando olho no espelho e vejo aquele quilo a mais pesando na roupa.
Situação I: procura-se a inveja desesperadamente, porque não foi encontrada.
Agora vamos falar de preconceito, ou críticas excessivas, quer algo mais preconceituoso que as brincadeiras em relação a mulher, como: “Se não casou até os 35 anos, melhor se afastar porque deve ser problemática”, ou “As mulheres são mais competitivas, por isso são mais agressivas que os homens no trabalho”, mas a pior de todas, “Ela é tão gostosinha, nem precisa ser inteligente”. Todas estas frases só ouvi da boca dos homens.
Situação II: O preconceito é a melhor estratégia de ataque usada por quem não tem coragem de levar a vida segundo seus princípios e precisa de frases feitas para dizer a sociedade e então sentir-se integrado.
Sentimentos obsessivos: dizem que as mulheres são ciumentas demais, sempre querem controlar a vida dos seus companheiros, pena que não temos um estudo estatístico sobre o tema, mas esta reportagem do O Dia, aqui do Rio de Janeiro, aponta que homens matam mais por ciúmes que as mulheres:
http://odia.ig.com.br/portal/rio/o-monstro-do-ci%C3%BAme-especialistas-analisam-mortes-por-crimes-passionais-1.543606
Situação III: A obsessão é uma doença que aflige muito mais o universo masculino.
Meninos, tudo bem assumirem suas inseguranças, não precisa matar por isso.
Tenho certeza que no seu dia a dia você se vê em todas estas situações, quando discute o tema é taxada como a chata feminista e se tenta ignorar fica com o sapo atravessado na garganta. Sugestão, faça-os pensar que são inteligentes e deixe a soberba deles falar.
A melhor resposta a tudo isso é a sua maneira de viver em liberdade, o seu sucesso e principalmente a sua autoestima em alta. Para casos abusivos, onde a brincadeira chega ao ataque verbal, dê apenas um único olhar, pois esta reação é igual a bater o pé para um cãozinho que late porque tem medo, e neste caso, o medo é da superioridade da raça Feminina.
Fiquem tranquilas meninas, a conversa terminou bem, eu diria que a conversa foi até bem prazerosa.
Quando percebi que o meu corpo existia para me proporcionar prazer, além de simplesmente carregar a minha cabeça, tive um choque. Cresci ouvindo várias coisas sobre como as mocinhas deviam se comportar e, definitivamente, tocar as minhas partes íntimas não constava no manual de boas maneiras.
Como eu poderia dividir com alguém que eu gostava de me tocar? O que iriam pensar todas as pessoas, que diziam à minha mãe que eu era uma menina muito linda e educada, se soubessem que, em alguns períodos do mês, eu ficava alucinada, esperando a noite chegar, para então me tocar e sentir aquela sensação intensa seguida de uma leveza incrível.
Por muitos anos vivi este desejo oculto por mim mesma, um segredo íntimo e absoluto, o qual somente eu conhecia a viagem delirante que eu mesma me provocava e proporcionava. Passado o efeito delirante de prazer, vinha uma certa vergonha e o medo de ser descoberta; afinal, como ficaria minha reputação se descobrissem que eu sentia prazer sexual?
Acreditei que após realizar o segredo máximo, entregar meu corpo a um homem e finalmente perder minha virgindade, teria superado todos os preconceitos e estaria livre para expressar toda a minha libido. Mas não foi bem assim.
Descobri que a liberdade sexual já estava comprometida com o universo masculino e para as mulheres que tinham interesse em desfrutar dos prazeres sexuais, o melhor a fazer era se associarem a um homem. Isso mesmo, homem no singular, porque a regra diz que mulheres só tem prazer com um único homem. Hoje tenho meus objetos de prazer, moro sozinha e então não preciso esperar a noite cair para me divertir comigo mesma, mas será que já estou livre dos preconceitos da sociedade que ainda moram na minha cabeça? Para quem tem 20 anos, talvez eu esteja falando sobre algo muito absurdo, afinal, conhecer o próprio corpo faz parte do desenvolvimento natural de qualquer mulher. Mas, pense bem, você está livre para tornar público seus segredos íntimos?
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