Abro os olhos e vejo uma criaturinha olhando para mim. Quero ter alguma reação, mas meu corpo não me permite, os olhos insistem em não ficar abertos e sinto uma vontade louca de virar e continuar dormindo. Mas, enfim, a criaturinha tem fome. Levanto-me cambaleando e vou até a cozinha preparar a mamadeira. Pronto, ele se deitou no sofá e coloquei um daqueles videozinhos infernais que toda criança gosta. Cobri-o com um cobertorzinho e voltei para cama, quem sabe durante o tempo em que ele toma o leite posso me deliciar mais alguns minutinhos embaixo do edredom…
Minha mente não me deixa mais dormir, estou pensando em tudo que preciso fazer hoje. É tanta coisa que dá vontade de desistir. Respiro fundo e começo a planejar meu dia. Neste momento me lembro da minha amiga Spagofreda. Ela deve estar lá, dormindo tranquila e quando ela acordar, poderá tomar seu café, seu banho, pensar nos seus afazeres sem ninguém para atrapalhá-la. Como deve ser bom isso. Mas, será bom mesmo ser sozinha? Ou será bom mesmo ter essas companhias todos os dias da minha vida? Dúvida cruel!
Uma roncada súbita me tira dos meus pensamentos. Levanto rápido, afinal já estou atrasada como sempre.

Ai, ai, ai… Eu poderia ter escrito este texto, Zefa! 😉
Zefa, minha amiga… Bora trazer para o Solteirar nossas discussões acaloradas! Bem-vinda! hehe!
Kkkkk!
Esse texto descreve boa parte dos meus dias rs é engraçado como a gente sempre acaba pensado naquela amiga tudebom que pode estar fazendo as coisas que você gostaria de fazer, aí pensado você reclama e pensa que você poderia estar fazendo o mesmo, aí você pensa como seria a sua vida sem eles e pensa que ela poderia ser muito boa, sem preocupações, sem ter que pensar em como vai comprar o leite do café e a comida pro almoço, como eu vou me formar com essa criança rabiscando a casa inteira e chorando o tempo todo? Mas aí você abre o olho e aquele cheiro de suor de bebê e aquele olhão olhando pra você como se você fosse a pessoa mais maravilhosa da face da terra mesmo quando você se estressa quando ela risca a tela da TV com uma caneta ou quando arranca várias teclas do seu notebook ou até quando joga seu celular da sacada do décimo primeiro andar.. Você grita, esperneia, bota de castigo, mas não tem como não olhar aqueles olhos e não sentir uma sensação de paz e gratidão por ter ela na vida.