Resposta para educação sentimental número 2
Na década de 80, o grupo Kid Abelha lançou a música educação sentimental número 2. Assistíamos a linda Paula Toller no auge dos seus 20 e poucos anos clamando por uma resposta no trecho abaixo:
A vida que me ensinaram como uma vida normal
Tinha trabalho, dinheiro, família, filhos e tal
Era tudo tão perfeito se tudo fosse só isso
Mas isso é menos do que tudo,
É menos do que eu preciso
Agora você vai embora
E eu não sei o que fazer
Ninguém me explicou na escola
Ninguém vai me responder
Hoje Paulinha tem 54 anos, porém a letra cantada por ela, ainda representa muitas solteiras sem resposta. Em muitos casos, a solteirice é uma opção da própria solteira, em outros como no caso citado na música, uma opção do parceiro.
O fato é que a vida que nos ensinaram como uma vida normal, continua a mesma retratada nesses versos. Porém, não só não nos ensinam na escola como lidar com sentimentos, mas também como lidar com o conceito de normal da sociedade, que ao invés de responder ao questionamento da música, insere mais questões à situação.
Mas saiba que ninguém vai mesmo te responder, então a resposta deve vir de dentro de você. Se você sonhava com essa tal vida normal e não deu certo, quais serão seus novos sonhos? Onde você quer chegar? Quais caminhos quer percorrer?
Aprenda a ser feliz com o que tem e não com o que te falta.
Quando alguém decide sair de sua vida, desocupa um espaço que poderá ser preenchido com o que você quiser. Pior são aqueles que não tem coragem de ir embora e ficam ocupando espaço na sua vida com algo ilusório.
Você poderá descobrir que a tal vida normal não era mesmo para você e que sua vida pode ser uma anomalia para sociedade, mas cheia de novas oportunidades. Pode também decidir que continuará em busca da tal vida normal, mas com alguém que realmente queira estar a seu lado.
No seu subconsciente você sempre sabe o que fazer quando alguém sai de sua vida. Você só precisa ter coragem para realizar seus desejos. Ousadia para colocar em prática sonhos adormecidos para preencher o espaço que ficou vago.












