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O que acontece com os sentimentos de hoje em dia?

Os relacionamentos hoje em dia são descartáveis mesmo? Os homens estão mais perdidos que as mulheres em seus papéis ou ninguém mais sabe o que quer?

Já falei em outro texto que eu sou um verdadeiro desastre com estes aplicativos de relacionamento, me sinto na prateleira do supermercado, como um produto do mesmo segmento, com um sutil diferencial, imperceptível para quem está do outro lado da tela. Mas a pior parte é escolher o produto que serve para mim, porque também não consigo ver evidências que sinalizem qual(is) são as pessoas  interessantes que estão ali expostas.

Os relacionamentos foram incorporados pelas regras da macroeconomia, a lei da demanda e oferta se associaram as ferramentas de marketing para se sobressaírem aquela tradicional conversa que nos fazia sentir-se atraídos, seja pelas semelhanças, seja pelas diferenças da pessoa do outro lado.

Sabe aquele ditado que diz, “cachorro de dois donos morre de fome”? Então, isso também se aplica no momento em que você está aberto para conhecer alguém, porque como a abordagem é mútua, todo mundo espera ou todo mundo ataca e o resultado é igual a zero, afinal se colocar as pilhas no mesmo polo não se gera energia necessária para ligar a engrenagem.

E aí os psicólogos alertam, “homens e mulheres não sabem mais quais são os seus papéis na sociedade”. Mas será que alguém pode dar a solução para voltarmos a ter esperança que há uma oportunidade para os relacionamentos saudáveis?

Da minha parte confesso estar perdida, gostaria de conhecer alguém da forma tradicional, conhecer a pessoa em algum lugar, porque rolou uma conversa bacana com alguém aberto para um relacionamento, ou ser apresentada a um amigo de uma amiga(o). Afinal, alguém com referências, neste momento tenso, em que o mundo está com superpopulação de neuróticos e maníacos, me deixa um pouco mais segura para ir para cama com um novo alguém.

Agora você está aí lendo tudo isso e pensando, a garota Solteirar enlouqueceu, e toda aquela vontade de relacionamentos alternativos?

Respondo sem pestanejar, continuo 100% Solteirar, pois depois a minha confusão está apenas em como posso conhecer um novo alguém, continuo sem me preocupar se vou ou não subir no altar, se adotarei uma criança, se alguém estará incomodado por eu continuar sendo independente. A minha vida e a forma como irei me relacionar com o novo alguém continuará a ser única e exclusivamente minha decisão,  claro que consensual com a outra parte, eu só me envolverei de novo com alguém que também tenha uma essência Solteirar!

Até as próximas divagações.

 

 

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Carioca, 48 anos, executiva, atualmente solteira. Em busca da felicidade sempre. Acredita na justiça e briga com os preconceitos (inclusive os seus). Um tanto atrapalhada, mas muito competente no que se propõe a fazer. Meio mística, meio cética…meio no mundo da lua. Gosta de gente, isto significa, pessoas, animais, natureza, etc. Pensa muito e em várias coisas ao mesmo tempo.

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