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Recebi, hoje, via WhatsApp, um vídeo com jovens garotas entornando, de uma vez, até dezenas de copos, com misturas variadas. Uma delas até cai, antes de terminar toda a longa fila de doses a que se propunha.

A priori, você pensa que elas têm o direito de fazer o que quiserem. Convém, será?

Sabemos que lutamos arduamente por espaços. Não só profissional, mas, também, socialmente e em todos os sentidos. Mas precisamos para nos afirmar fazer loucuras de cunho tão machista?

Vale o momento, vale a farra, mas não a cópia de posturas irracionais masculinas.  Somos totalmente diferentes e, se não tivermos problemas de saúde com bebidas, sexo e violências, somos mais maduras, ponderadas, seguras, entre outras qualidades de sobeja em relação ao gênero oposto.

E se não somos, desde meninas, mais racionais é por que somos regidas por sentimentos de afeto que sobrepujam até nosso próprio interesse.

Vamos sim ultrapassar todos os limites propostos, mas ao nosso jeito, com a nossa sensibilidade, força e jeito.

Imitar imbecilidades nunca. Ambição por liberdades inteligentes é o nosso alvo.

Temos que nos valorizar, aprender, experimentar mais, e tudo com o toque feminino que suaviza problemas, ganha pela paciência, mesmo que no ímpeto… Além da elegância, dedicação, até sofisticação. Somo cabalmente diferentes.

Ser mulher é ser melhor em: praticidade, múltiplas tarefas, dedicação, resistência, determinação, superação em todos os aspectos, delicadeza, perspicácia, entre outros atributos. Enfim, somos diferentes, e muito, deles…

 

Imagine a seguinte situação: você conhece uma pessoa muito diferente de você (gostos, pensamentos, crenças, rotina e tudo mais que queira incluir na lista) e ainda assim se apaixona por ela.

Qual é o erro dessa sequência?

Durante muitos anos eu tentei viver meus relacionamentos fora dos clichês, das regras usuais, dos ditos populares. Queria alocar minhas relações fora da expectativa mediana de como ser e como viver.

Passei a gostar das entrelinhas, dos namoros não oficializados, de relações sem expectativa de compromisso, sem cobranças e com bastante oxigênio. O que eu buscava era a partilha de afinidades, a troca de conhecimentos, o aprendizado com a experiência do outro e, confesso, um pouco de paz.

As relações desfizeram-se. A maioria de forma tão natural que nem houve necessidade de alinhamentos. Sempre entendi como um prazo de validade apesar da tristeza do fim.

No entanto, uma regra ainda me restava: relacionamentos não sobrevivem entre diferentes.

– Não?

– Não.

Quando proferi essa resposta, o que eu imaginava era todo o esforço que uma relação exige, sendo redobrado para mantê-la. Imaginei as opiniões que deveriam ser ditas de forma mais delicada ou as diversas brigas a serem superadas caso isso não fosse feito. Imaginei uma lista de supermercado sem consenso. Imaginei shows solitários e livros de um único dono. E, mesmo assim, me apaixonei.

Perceber esse estado fez com que eu me questionasse: vale a pena me antecipar a todas essas frustrações futuras e por um fim à sequência de encontros aos fins de semana ou realmente devo insistir?

Hoje não sou o suficiente para tomar uma decisão consciente, baseada em argumentos, fatos e números. Na verdade, fiz uma aposta em um jogo de azar. Talvez eu esteja errada, mas optei por trocar de estante. Quero receber bem os novos livros que virão – na esperança de que também se deixem estar.

Solteirando pelas redes sociais