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Outro dia, lendo um livro qualquer, o autor faz a seguinte provocação no meio de um capítulo: “o que é melhor: um filho ou um cachorro?”

Uma pergunta, à primeira vista, um tanto quanto estapafúrdia, até meio idiota. Mas se pararmos para pensar, até que é uma pergunta bem atual.

O número de filhos que um casal tem (ou planeja ter) está cada vez menor. No máximo dois e olhe lá. Por outro lado, o número de cachorros só aumenta. E, um dos fatores que contribuem para isso é a adoção de cães como companhia em nossas casas e apartamentos; como membros da família.

De forma bem racional (e talvez bem dura de falar), essa troca de filho por cachorro se deve ao fato de que filho custa bem mais caro e o afeto dado nem sempre é retribuído na mesma proporção.

Também é verdade que o afeto do filho pode ser mais profundo, o que é mais difícil de lidar. E, cachorro sempre nos ama. Eles não são rancorosos, não ficam “de mal” da gente. Eles nos dão muito amor e carinho sem pedir nada em troca. Daí a questão do autor ser muito atual.

Criar filho hoje em dia, além de ser caro, cria um vínculo afetivo sólido e para vida toda. E, as pessoas hoje não estão muito mais dispostas a dedicar seu tempo com outros. Em nome da independência e da família moderna, assumem essa escolha. Mas na verdade não querem se arriscar em mudar toda a dinâmica de suas vidas, dividir seu tempo, seus recursos financeiros. Enfim, não querem essa responsabilidade.

Já, amar um cachorro é mais fácil. A responsabilidade é menor.

Mesmo diante dessa análise super racional e até convincente, ainda me causa espanto quando vejo amigas tratando seus Totós, Marleys, Luas e afins como verdadeiras crianças.

Aliás, preciso buscar meu Blue na natação.

 

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Eles finalmente chegaram ao Brasil. A “bola da vez” dos mobiles está nas mãos dos brasileiros. São os bichinhos japoneses que estão por toda parte. Parques públicos, shoppings e feiras.

Pokemon, abreviação de “Pocket Monters”, esses monstrinhos voltaram e agora recheados de mais tecnologia e interatividade com os usuários. São crianças, adolescentes, pais e mães, senhores e senhoras caçando esses monstrinhos por toda parte das cidades brasileiras.

Mas, assim como em outros países, no Brasil eles também já começam a criar polêmica sobre a utilidade, transtornos e discussões que vêm causando.

Por que de repente os jovens resolveram frequentar os parques públicos de suas cidades? Outro dia fui a um famoso parque aqui na capital paulista, e me surpreendi com a quantidade de pessoas naquele final de semana. Até então não saíam de casa, não caminhavam, não corriam, nem andavam de bike. Agora de repente todo mundo no parque. Isso de fato é verdade ou apenas engano de minha parte?

Também li uma série de reportagens sobre essa febre nos outros países, onde pesquisas recentes concluíram que a frequência de sexo entre os jovens caiu bastante após o lançamento desse jogo. Caramba! Não pode ser possível! Será verdade ou mentira?

Acidentes e principalmente furtos de smartphones tem sido registrados com mais frequência nesses últimos dias. Será verdade? Se sim, o que tem esse jogo de tão viciante para as pessoas se distraírem tanto assim?

E, a realidade virtual será mesmo que tomará lugar das nossas ações reais e cotidianas?

Amor, sexo, relacionamentos reais, almoço de domingo com a família, churrasco com os amigos, objetivos e motivações concretas darão lugar a uma atividade de caçar monstrinhos imaginários? Verdade ou exagero da mídia e das gerações mais velhas?

Solteirando pelas redes sociais