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Sou daquelas que está sempre acompanhada. Tenho muitos amigos. Adoro gente independente de raça, cor da pele, religião, gênero, opção sexual ou qualquer outro atributo. Se for gente de energia boa, é sempre um presente para mim. Quando incluo alguém novo na minha vida, faço questão de explorar toda a experiência que essa pessoa pode me proporcionar.
Por vezes, a bagagem adquirida é cultural, por outras emocional e alguns chegam a transferir uma lição de vida.
Para haver troca, é preciso proximidade e confiança. Confiança não se consegue com palavras, mas com atitudes que levam alguém a ter vontade de dividir estórias e situações contigo. Por isso, mais uma vez o convívio se torna necessário.
Sempre procuro encontrar meus amigos com certa frequência, mas para acelerar o processo de confiança e troca, acabo passando muito tempo com uma pessoa que acabo de conhecer e que considerei interessante para fazer parte da minha vida.
Por várias vezes, ouvi especulações sobre novos namorados. Sempre que começo a ser vista na companhia de um novo homem, os comentários brotam. Os boatos que enfim estou namorando, ou que agora encontrei minha cara metade, sempre rolam. Até meus amigos, que sabem que não quero um relacionamento sério, acabam considerando o novo amigo como um cara que estou “pegando”.
Curiosamente, devo ter algum traço forte de comportamento hétero, pois ninguém me questiona quando estou frequentemente na companhia de uma nova mulher. Me divirto com isso.
O fato é que se as pessoas se preocupassem menos com boatos, talvez pudessem aproveitar muito mais a presença de pessoas maravilhosas. Estar próximo a alguém é uma oportunidade incrível.
Cada indivíduo tem algo a te oferecer, mesmo aqueles que possam te decepcionar ao longo da convivência a ponto de serem excluídos de sua vida um dia, com certeza te ensinam algo. Mesmo que o ensinamento seja a descoberta de algo que você não aceita ou de um limite que nunca havia sido testado antes.
Não me preocupo com o que os outros podem dizer. Se alguém me parece interessante, ou me provoca qualquer tipo de emoção, como curiosidade, alegria espontânea ou algo que nem consiga entender, exploro essa oportunidade.
Sim, há boatos de que estou namorando, mas nada está confirmado, pois não sei se flertar com a vida pode ser considerado namoro.
Já experimentaram digitar no google, a frase título deste artigo? Pois bem, já tive essa experiência e o resultado é uma coleção de variadas listas de truques e dicas para mulher: 15 dicas para o corpo perfeito, 27 truques para cuidar da casa, 10 segredos de beleza, 5 passos para conquistar um namorado, 20 dicas de moda, 50 truques de maquiagem e mais um monte de outras dicas que teoricamente toda mulher deveria saber, independentemente de suas crenças ou estilo de vida.
Quando navego em algumas listas, meu humor oscila entre chorar de rir, de tristeza ou de raiva.
Imaginem a loucura que seria seguir se todas as mulheres decidissem seguir todas as listas. Ao abrir uma lista você segue a dica de ignorar o boy, depois ao abrir a próxima você aprende que o correto é dar os sinais de interesse. E não deixe de fazer aquela máscara de pepino enquanto responde as mensagens dele e usa limão para uma série de coisas. Mais tarde fica decepcionada consigo mesma ao descobrir que algumas das dicas que seguiu são contrarias as que constam da lista mais atualizada do momento. Devaneios a parte, não estou pregando que todas as listas são inúteis, mas não acredito que somos pessoas padronizadas, onde todas as dicas servem para todas as mulheres, ou que cada lista contém nobres verdades que todas as mulheres deveriam conhecer.
Sou daquelas que só procura conhecer o que realmente me interessa e no momento que interessa. Acredito que, assim como eu, cada mulher tem necessidades e curiosidades únicas.
Portanto, em minha visão, a única verdade que toda mulher deveria saber é que ela pode ser sim diferente de todas as listas. Saber que é um indivíduo único e deve se orgulhar disso. Que seguir padrões também é uma escolha, mas que criar sua própria realidade pode ser ainda mais revelador e prazeroso.
Naquela data nasceu um ser humano como outro qualquer. Seu estado físico e seus reflexos neurais estavam dentro de padrões médicos de uma saúde normal, portanto nascia sem restrições para enfrentar um mundo cheio de possibilidades.
Enfrentou vacinas, doenças, alegrias, tristezas e se desenvolveu até a fase adulta, sem grandes percalços. Teve tempo para aprender a falar, andar, amar, esbravejar, sorrir e tudo o mais que é possível durante a vida.
Ontem, encontrei com essa pessoa perfeitamente imperfeita. Em nosso papo, me revelou suas angústias e seus dilemas.
Me confessou ter atingido a paixão, mas que tem dúvidas sobre como seguir em frente. Essa pessoa está tomada pela angustia de decidir entre casar e ter filhos ou conhecer o mundo.
Até este momento nunca houve limitações para seus sonhos, mas agora se encontra em uma encruzilhada, entre carreira e família. Essa pessoa é intensa e quando escolhe algo se dedica incondicionalmente.
Ela chegou em uma etapa da vida, onde o gênero a diferencia do homem que pode ter nascido no mesmo momento que ela e com as mesmas condições. Ele não precisara decidir entre ser pai e ser executivo.
Porém, ela está em um momento em que escolher ser mãe, talvez a impeça de viajar a trabalho e crescer na carreira, pois não poderá passar noites no escritório sem que seus filhos sofram um abandono maternal.
Após alguns brindes, entendi que a principal preocupação dela não era em ser mãe dedicada ou em ser uma grande executiva. Ela estava em um período normal da vida da mulher que chega na fase adulta. Escolher entre um caminho e outro, mas o que mais a afligia eram as consequências sociais de cada caminho.
Como optar por ser mãe e do lar, ou com um emprego onde se dedicaria parte do tempo, e outro ficaria em casa, uma vez que as amigas estavam subindo na carreira?
Como abrir mão de todas as oportunidades que teve para chegar até aqui com sua formação impecável? O medo era de sentir culpada por desperdiçar oportunidades que muitas não tiveram, pois até este momento nunca lhe passou pela cabeça que ser uma mulher dedicada ao lar, não era falta de oportunidade e sim uma opção.
Por outro lado, era difícil imaginar-se como uma executiva viajando o mundo e passando noites no escritório, dedicando-se a um time ou a uma empresa, e abrindo mão de ser mãe. Neste caso, o medo era de abrir mão de um direito que a natureza lhe concedeu de gerar um filho e frustrar as expectativas de seus pais de serem avós, uma vez que ela é filha única.
Entendi os dilemas de minha amiga e de fato, em nossa sociedade atual, a encruzilhada é real. As duas possibilidades ainda não são viáveis de forma harmoniosa. Porém, ela nasceu em um pais onde é possível que uma mulher escolha um caminho. Ela não precisará enfrentar leis para fazer sua escolha, basta ouvir seu coração e saber o que a fará mais feliz. Basta ter coragem para declarar que está confortável com o caminho que escolheu seguir e todos, sejam seus filhos, seus pais ou seus colegas de trabalho, terão orgulho da mulher feliz que irá conviver com eles.
Nos últimos tempos tenho acompanhado de longe a polêmica sobre a Escola de Princesas. Ouvi comentários positivos e negativos, então ficava curiosa sobre o tema, porém sem fazer alguma pesquisa mais aprofundada, não me sentida capaz de emitir minha opinião.
Até que um dia desses na sala de espera de um consultório, peguei uma revista Contigo para passar o tempo. Eis que uma matéria me chamou a atenção. A revista publicou uma entrevista com Silvia Abravanel, a idealizadora da escola.
Como mãe de menina, fiz questão de ler toda a entrevista e entrar no site da escola para poder tirar minhas conclusões. Confesso que ao comparar a entrevista com os propósitos da escola e a grade de cursos, fiquei confusa.
A definição de princesa que a escola publicou em seu site é fantástica e acredito que qualquer mulher moderna aprovaria “Ser uma Princesa de verdade é ter a confiança para ser a melhor versão de si mesma”.
Acredito que a escola queira ajudar meninas que não recebem atenção devida de suas mães, uma vez que aborda em seus cursos temas que uma boa mãe poderia orientar, como higiene pessoal, culinária ou como manter o ambiente de seu castelo limpo.
Concordo com a entrevistada, quando ela diz que hoje em dia, algumas famílias negligenciam a educação que deveria ser dada em casa, que inclui como se portar a mesa, como tratar os mais velhos com respeito, arrumar sua cama ou mesmo manter suas roupas arrumadas.
Porém, a entrevistada se contradiz quando afirma que a menina pode ser o que quer, mas que a escola prepara a menina para estar pronta para vida, para escolher um casamento legal e um marido ideal. Ela não pode escolher ser solteira?
No auge dos meus 20 anos, ocupei um cargo de secretária em um banco, como minha família sempre foi simples, recorri a um curso de etiqueta do Senac para saber como me portar em jantares, qual a melhor roupa para usar em cada ocasião, etc. Sou mãe de menina e sou a favor dessas inciativas, de ensinar um garota a saber se portar em diversos ambientes, saber costurar e ter educação financeira. Porém jamais matricularia uma filha minha no módulo “De princesa a rainha” que inclui temas como: restaurando os valores e os princípios morais do matrimônio, à espera do príncipe (como se guardar), ser a ‘passageira’ ou a ‘eterna’?
Não que eu não possa falar desse tema com minha filha, mas o que me preocupa é a forma que esses temas serão passados, uma vez que na mesma entrevista, ao ser questionada se os mesmos valores passados para as meninas não deveriam ser passados aos meninos, a entrevista afirma que sim e que pretende abrir no futuro uma escola para meninos, pois eles precisam saber tratar as meninas e a ter bons modos para ser um empresário de sucesso, ele terá que saber dar uma entrevista, afinal os meninos são criados para isso.
Sim, há uma demanda para auxiliar crianças e adolescentes, a saberem se portar ou a enfrentar o mundo, além do que é ensinado nas escolas convencionais. Porém, com base na entrevista que li, a forma que esta escola aborda o tema é deficitário, sexista e retrógrado.
Enfim, minha conclusão sobre essa escola é que ela está perdendo a oportunidade de sanar uma deficiência de educação de algumas famílias, tanto para meninas quanto para meninos.
Chegou o momento da virada e a única certeza que você carrega é que você está um ano mais velha. Que ótimo! Provavelmente você está mais experiente também e com a oportunidade de fazer seus planos com mais assertividade para o novo ano.
Obviamente, ao pular as setes ondas, comer romã, brindar com amigos e outras tradições; você vai fazer promessas ou mentalizar desejos como estar mais próximos aos amigos, querer um grande amor, saúde, felicidade, etc.
Porém, como será no primeiro dia útil? Você está pronta para fazer algo diferente?
Prepare-se: O melhor é fazer este plano antes da virada para começar a executá-lo no primeiro dia do ano.
Desafie-se: O que precisa mudar? Quais seus objetivos de vida?
Alguns de seus propósitos podem ter uma jornada de longo prazo, mas é preciso planejar a sua etapa de 2017. O amanhã é resultado do plano elaborado ontem e executado hoje.
Sonhos e desejos fazem nossa vida mais bela, mas planos não podem ser tão subjetivos quanto sonhos. Portanto, planos são quantitativos. Por mais subjetivo que pareçam, alguns sonhos podem ser compostos por etapas metrificáveis. Você deseja viajar o mundo? Quais são os países que você quer conhecer em 2017? Em qual época? Quanto precisa? É logico que você não terá essas respostas no primeiro dia do ano, mas que tal definir o período que você estará dedicada ao planejamento deste objetivo?
Não esqueça de inserir em seu plano anual, quais os feriados que você poderá viajar, quando você irá tirar férias, os contratos que vencem ao longo de ano (locação, seguro, empréstimo, etc), seu retorno ao dentista ou a data de seu check up.
Não deixe de sonhar e desejar tudo de bom para o próximo ano, mas lembre-se que cabe a você fazer as coisas acontecerem; e com planejamento é muito mais fácil atingir seus objetivos. Um brinde ao novo ano e a sua capacidade de orientar o rumo de sua vida!
É difícil de assumir, e sempre que me perguntam se tenho medo de relacionamento, eu nego. Porém, a verdade é que tenho medo de relacionamento sim.
Tenho medo de perder minha liberdade, medo de ter que vincular a minha felicidade à presença de alguém.
Tenho medo de me comprometer com algo que não serei capaz de cumprir, medo de fingir para agradar.
E qual a razão de eu não assumir que tenho medo? O único motivo é ter preguiça de explicar. Sei que a próxima frase será “Você precisa perder esse medo”.
No entanto, este é um medo que não quero perder. Uma vez ouvi uma frase “Coragem não é ausência do medo e sim um modo de enfrentá-lo”. Por isso, não quero perder meu medo de relacionamento, mas talvez eu encontre alguém ao longo do caminho que valha a pena ter coragem de me relacionar.
E você? Tem medo de se relacionar? Como é esse medo? É uma sensação paralisante ou que te move? É uma sentimento que te aflige ou você consegue conviver com ele? Entenda que não há problema nenhum em ter medo, desde que isso não lhe torne uma pessoa infeliz.
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