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Você é feliz?

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Responda rápido a pergunta do título. Se a sua resposta foi um sim direto e claro, você sabe o que é felicidade para você. Porém, se sua resposta foi “Sim, apesar de…”, “Sim, mas…” ou “Acho que sim”, pense bem no seu conceito de felicidade.

Existe uma pressão da sociedade que impõe que pessoas felizes precisam de dinheiro, devem ser magras, com relacionamento amoroso e outras tantas regras sociais propagadas por meio da mídia.

Há tempos eu acreditei que deveria ser assim, eu era magra, trabalhava muito, queria ser diretora de uma grande empresa e ter um casamento feliz para sempre.

Em relação ao trabalho, quanto mais eu me aproximava da cúpula das empresas onde trabalhei, mais percebia que o estilo de vida e os valores morais exigidos para se estar no topo de grandes organizações não combinavam com o que me fazia feliz. Em alguns momentos me senti agredida ao ter que assumir alguns posicionamentos corporativos, em outros me senti vendendo horas que podiam ser usadas em meu enriquecimento pessoal para garantir o meu enriquecimento apenas financeiro.

Em determinado momento, meu objetivo com o trabalho deixou de ser chegar ao topo. Não era esse o estilo de vida que me faria feliz. Continuei me dedicando ao trabalho e me dedico até hoje, porém com outro objetivo. Como estamos no Brasil, ter uma remuneração que me permitisse depender cada vez menos do governo me traria tranquilidade. Afinal, enfrentar filas para obter atendimento médico para minha mãe ou meu filho me dá pavor.

Logo, minha felicidade estava em uma relação de minimizar uma dependência em relação a algo que me incomodava.

Após os 20 anos minha relação com a balança se inverteu. Até este momento eu podia comer tudo sem me exercitar sem que um grama fosse adicionado ao meu peso. Quando cheguei aos 30 anos já tinha engordado mais de 10 quilos. Tentei lutar contra isso, fazendo academia e fazendo dieta, mas só conseguia me manter magra enquanto o meu foco era esse. Toda vez que eu priorizava outra coisa, como a relação com meu filho, ou um projeto pessoal ou profissional, lá estavam os quilos de volta. Porém, ao começar a fazer check-up médico anual, percebi que existe um peso que não me permite entrar em um jeans 40, mas que não afeta meus índices de pessoa saudável.

Logo, minha felicidade está em priorizar o que cada etapa me pede, comer o que tenho vontade, sem precisar ser escrava de um guarda-roupas e sim apenas ter atenção com a minha saúde.

Já em relação ao sonho do “felizes para sempre”, embora tivesse minhas dúvidas sobre a existência do conceito, eu me permiti tentar. Me casei e tive meu filho. Exercitei o papel de esposa dedicada e mãe. Descobri que, para mim, o conceito de me anular como esposa dedicada e ter as oportunidades limitadas pelos domingos no sofá não me fazia feliz. Eu não era o tipo de esposa que eu tinha aprendido ao longo da vida. Porém, o lado mãe é a minha cara. Portanto, aprendi que ter uma família me fazia muito feliz, mas que família é compartilhamento, é doação sem pedir nada em troca, desde que seja confortável.

A resposta da minha pergunta é sempre “SIM”. Sou uma mãe solteira, com sobrepeso e sem dinheiro para comprar roupas da moda ou viajar anualmente para o exterior. Mas tenho tudo o que preciso para ser feliz. Amo minha vida, minha paz e meu estilo de vida.

Encontre sua fórmula da felicidade, independente dos conceitos de felicidade da sociedade, da sua família ou do seu vizinho. Felicidade é um conceito sob medida, descubra a sua e Seja Feliz.

 

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