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Sou do tipo SOLTEIRONA, convicta, não quero casar. Sou feliz solteira e estou bem assim, mas passei a entender algumas amigas que não se sentem bem com a situação.

Tem gente que nasce para casar, ter filhos e constituir família. Isso nem sempre é uma imposição da sociedade. Desde menina, minha amiga Ana escolheu isso para si. O sonho dela sempre foi se casar. Assim como para outras, o sonho é conhecer o mundo, ser executiva em uma grande empresa ou ser famosa.

Casar é bom para quem escolhe esse caminho. É fato que algumas mulheres se decepcionam no casamento, pois independentemente de seus sonhos, o convívio diário é sempre complexo e, para uma relação funcionar não basta um querer.

Os desafios do casamento são inúmeros, assim como perseguir qualquer sonho não é fácil. Mas Ana está disposta abrir mão de alguns de seus hábitos pois pretende viver a vida toda ao lado de alguém e dividir uma vida. Sim, dividir, pois por mais que saibamos que o melhor é somar esforços, existem aspectos que serão divididos, pois as decisões são compartilhadas, seu tempo passa a não ser exclusivamente seu.

Enfim, Ana está solteira e quer se casar. Ela não culpa a sociedade por pressioná-la, não entende que está seguindo padrões, nem que esse é o destino de toda mulher. Ela escolheu se casar, está procurando um alguém que também queira constituir família e ser feliz para sempre, passando por todas as dificuldades que uma relação humana insere.

Afinal, casamento também é uma escolha a qual toda mulher tem direito de exercer sem ser criticada por aquelas que optaram pela liberdade, carreira ou qualquer outro caminho.

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O homem que vai para a cama com você na primeira noite, será que presta para um relacionamento? Quantas vezes você parou para pensar sobre isso?

Em uma festa ótima, uma amiga, que há tempo eu não via, me disse que tinha vontade de perguntar isso para quem perguntava porque ela não estava namorando.

Achei esta questão sensacional para estimular nossas mentes brilhantes a combater aqueles preconceitos do dia-a-dia que nem percebemos.

Veja que normalmente as grandes questões quando saímos com um cara pela primeira vez são: “Se rolar o tesão incontrolável, vou para cama?”  “Será que eu vou perder a oportunidade de virar namorada, caso o cara seja legal?”

Depois passam-se dois meses mais ou menos, e as questões são: “Como não percebi que aquele cara não era tão legal assim?” “Como deixei ele me usar?”

Em um cenário simplista, a grande pergunta é: “Por que eu não usei o momento para simplesmente me divertir?” Afinal aquele cara podia não ser absolutamente nada mais que um cara bom para sexo naquele momento e alguns outros, talvez. Exatamente como na maioria das vezes os homens entram para conhecer alguém.

E lá vamos nós para a pergunta que é taxada como feminista nível dez: “Por que os homens podem e as mulheres não?”

Não vou estabelecer aqui qual é a forma de conhecer, e se relacionar, com alguém no primeiro encontro para que este momento se torne em uma relação afetiva verdadeira. Não acredito que exista fórmula, e se existe, não fui apresentada e muito menos tenho um case de sucesso para contar para vocês.

Mas tem um fato certo nisso tudo, ainda vivemos hipnotizadas pelos preconceitos da sociedade que fazem com que nos esqueçamos de pensar e agir em pró daquilo que nós queremos, de buscarmos as sensações que irão preencher as nossas vidas com felicidade e principalmente podermos ter momentos sem que seja necessário viver sempre tomando a decisão para uma vida inteira.

Então minha cara Solteiranda, no próximo encontro, que tal tentarmos pensar nas seguintes perguntas:

1. O que eu quero deste encontro?

2. Será que este cara é capaz de suprir o que eu quero?

Todas as respostas estarão certas desde que vocês sejam sinceras com a sua felicidade, seja para um momento ou para uma vida, porque quem se ama se cuida!

#Iloveme

Em nosso relacionamento você fez questão de deixar claro que eu era uma mulher fraca. Talvez por sempre ceder aos seus caprichos.

Foram tantos momentos, que me deixei de lado para atender um desejo seu. Quem sabe isso tenha feito você pensar que eu não tinha vontade própria. Quantos sonhos adiei para priorizar os seus.

Pode ser este o motivo pelo qual ouvi você dizer que eu não perseguia meus objetivos.  Mesmo sem acreditar em suas verdades, não ousava te contradizer para não te provocar a ira, que tanto minava nosso amor.

Saiba que para conviver com isso, sempre precisei ser muito forte para lutar por um amor que, por alguma razão, eu acreditava ser para sempre.

Mas o tempo foi passando e de tanto me anular para tentar vê-lo feliz, um pouco de mim foi morrendo, e acredite o que morreu não foram meus sonhos, pois eles permaneceram adormecidos até o momento que eu decidi acorda-los. A parte de mim que morreu foi a que te amava.

Agora sigo meu caminho, realizando meus desejos, lutando por meus objetivos, fazendo o que gosto e falando o que tudo que ficou preso na garganta.

Hoje sou livre e a única coisa que abri mão foi de lutar pelo seu amor, que na verdade não me fazia bem. Já você, continua sem me entender, assim como nunca aceitou que eu era forte, não consegue aceitar que te esqueci.

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Recebi, hoje, via WhatsApp, um vídeo com jovens garotas entornando, de uma vez, até dezenas de copos, com misturas variadas. Uma delas até cai, antes de terminar toda a longa fila de doses a que se propunha.

A priori, você pensa que elas têm o direito de fazer o que quiserem. Convém, será?

Sabemos que lutamos arduamente por espaços. Não só profissional, mas, também, socialmente e em todos os sentidos. Mas precisamos para nos afirmar fazer loucuras de cunho tão machista?

Vale o momento, vale a farra, mas não a cópia de posturas irracionais masculinas.  Somos totalmente diferentes e, se não tivermos problemas de saúde com bebidas, sexo e violências, somos mais maduras, ponderadas, seguras, entre outras qualidades de sobeja em relação ao gênero oposto.

E se não somos, desde meninas, mais racionais é por que somos regidas por sentimentos de afeto que sobrepujam até nosso próprio interesse.

Vamos sim ultrapassar todos os limites propostos, mas ao nosso jeito, com a nossa sensibilidade, força e jeito.

Imitar imbecilidades nunca. Ambição por liberdades inteligentes é o nosso alvo.

Temos que nos valorizar, aprender, experimentar mais, e tudo com o toque feminino que suaviza problemas, ganha pela paciência, mesmo que no ímpeto… Além da elegância, dedicação, até sofisticação. Somo cabalmente diferentes.

Ser mulher é ser melhor em: praticidade, múltiplas tarefas, dedicação, resistência, determinação, superação em todos os aspectos, delicadeza, perspicácia, entre outros atributos. Enfim, somos diferentes, e muito, deles…

 

Sou daquelas que está sempre acompanhada. Tenho muitos amigos. Adoro gente independente de raça, cor da pele, religião, gênero, opção sexual ou qualquer outro atributo. Se for gente de energia boa, é sempre um presente para mim. Quando incluo alguém novo na minha vida, faço questão de explorar toda a experiência que essa pessoa pode me proporcionar.

Por vezes, a bagagem adquirida é cultural, por outras emocional e alguns chegam a transferir uma lição de vida.

Para haver troca, é preciso proximidade e confiança. Confiança não se consegue com palavras, mas com atitudes que levam alguém a ter vontade de dividir estórias e situações contigo. Por isso, mais uma vez o convívio se torna necessário.

Sempre procuro encontrar meus amigos com certa frequência, mas para acelerar o processo de confiança e troca, acabo passando muito tempo com uma pessoa que acabo de conhecer e que considerei interessante para fazer parte da minha vida.

Por várias vezes, ouvi especulações sobre novos namorados. Sempre que começo a ser vista na companhia de um novo homem, os comentários brotam. Os boatos que enfim estou namorando, ou que agora encontrei minha cara metade, sempre rolam. Até meus amigos, que sabem que não quero um relacionamento sério, acabam considerando o novo amigo como um cara que estou “pegando”.

Curiosamente, devo ter algum traço forte de comportamento hétero, pois ninguém me questiona quando estou frequentemente na companhia de uma nova mulher. Me divirto com isso.

O fato é que se as pessoas se preocupassem menos com boatos, talvez pudessem aproveitar muito mais a presença de pessoas maravilhosas. Estar próximo a alguém é uma oportunidade incrível.

Cada indivíduo tem algo a te oferecer, mesmo aqueles que possam te decepcionar ao longo da convivência a ponto de serem excluídos de sua vida um dia, com certeza te ensinam algo. Mesmo que o ensinamento seja a descoberta de algo que você não aceita ou de um limite que nunca havia sido testado antes.

Não me preocupo com o que os outros podem dizer. Se alguém me parece interessante, ou me provoca qualquer tipo de emoção, como curiosidade, alegria espontânea ou algo que nem consiga entender, exploro essa oportunidade.

Sim, há boatos de que estou namorando, mas nada está confirmado, pois não sei se flertar com a vida pode ser considerado namoro.

 

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Recentemente consegui um trabalho em Porto Alegre. Já sabendo que enfrentaria um desafio e tanto (afinal, os paulistas são difíceis, mas os gaúchos…), decidi não desperdiçar a oportunidade de colocar as rodas da minha possante nas estradas em direção ao Sul…

Já no primeiro final de semana, antes mesmo de começar o batente, aproveitei para revisitar os inesquecíveis Parques do Caracol e da Ferradura, com seus mirantes e trilhas de tirar o fôlego (literalmente) e até com banhos de cachoeira. Mal esperava rever aquela belezura toda.

Há anos e anos, em minha estreia na região, ainda era possível descer até a base da cachoeira Caracol (hoje, a escadaria foi substituída pelo teleférico)… Não tenho mais as fotos daquela época, mas esta parte da minha capengante memória continua intacta.

O dia estava lindo e ensolarado quando cheguei em Canela. Decidi, antes de partir para a aventura, fazer o check-in na pousadinha que reservei no caminho para os parques. Na pousada, estacionei minha moto na entrada, peguei minha mala e fui à recepção sem perder um minuto.

O gaúcho que me atendeu me deu 2 chaves para o quarto e gentilmente informou que meu namorado poderia estacionar a moto dele na área reservada quando desejasse. Expliquei que estava sozinha. E, acreditem se quiserem, apesar do ímpeto em golpeá-lo, falei numa boa…

Depois de se oferecer para pegar as outras malas, o moçoilo insistiu dizendo que meu marido poderia ficar tranquilo, pois a recepção funcionava 24 horas por dia. Desta vez expliquei de forma mais enfática: “Marido? Nem morta!” Ele, evidentemente, escaneou-me com o semblante de quem testemunhava a chegada de uma marciana ou de uma louca embriagada recém-saída de uma casa de suruba LGBT.

Quando o fulano estava quase decidindo pela opção 1 (que eu definitivamente teria nascido em algum planeta entre Netuno e a Ursa Maior), aproveitei para nocauteá-lo: “Por quê? Você não acredita que uma mulher possa viajar de moto pelo Planeta Terra?”

O gaúcho reacionista não falou mais nada.

Assim, depois de ter praticado mais um dos meus esportes prediletos (polemizar e chocar outros humanos desprevenidos), foquei em outro esporte que muito me agrada: embrenhar-me no meio do mato.

E daí esbaldei-me de vez, mais uma vez, naquele mesmo dia. Entre uma trilha e outra, momentos do mais puro deslumbramento. E note-se: a eudaimonia só é plena quando você está na mais profunda paz de sua solidão. A paisagem fica mais ampla, o som da natureza infiltra com mais intensidade em cada canto de seu corpo, o tempo é seu e só seu… E ninguém a interrompe do torpor… E ninguém ousa competir com a beleza suprema da mãe natureza. De quebra, ninguém presencia a mesma experiência que você. Aliás, não acredito num deus todo soberano, mas estou certa que o inventaram a partir de eventos sublimes como esse!

Depois do meu tempo mergulhada em êxtase total, peguei minha companheiríssima Honda e decidi finalmente jantar em Gramado.

E, como já disse muitas vezes a teimosos incrédulos da magia em aventurar-se sozinha, os deuses dos andarilhos – sim, esses deuses existem! – sempre nos abençoam com momentos de arrebatamento. Depois daquele dia maravilhoso em que viajei de moto, fiz trilhas na mata, vi paisagens incríveis e ainda pratiquei bullying light com desafortunados amantes do Bolsonaro, ainda fui agraciada com um festival de música clássica sem ter planejado tal desfecho.

Deliro pelo bom e velho Rock ‘n Roll e advogo que a vida vale a pena só para que possamos ouvir os solos demolidores de David Gilmour, Eddie Van Halen, Tony Iommi, Angus Young, Jimmy Page, Brian May, Eric Clapton, Buddy Guy, Keith Richards, Chuck Berry, Hendrix… Mas músicas clássicas também têm o poder de me fazer flutuar.

E assim finalizei aquele dia mais que perfeito: comendo um capeletti in brodo na charmosíssima Rua Coberta de Gramado ao som de um concerto gratuito de música erudita!

Logo que o show acabou, os restaurantes e bares ao redor recomeçaram novo turno de cantoria. Estava ao lado de uma cantora muito boa cujo repertório era voltado à música brasileira, mas a MPB dos velhos tempos, aquela que realmente emocionava… Fiz questão de ouvir até que o cansaço físico já não me permitisse mais continuar em posição vertical e pedi a conta. Antes de o garçom voltar com a única parte indigesta daquele dia, a cantora começou um dos clássicos de nosso mais célebre maestro:

 

Vou te contar, os olhos já não podem ver

Coisas que só o coração pode entender

Fundamental é mesmo o amor

É impossível ser feliz sozinho

 

Quando o garçom retornou, não resisti: “Os enamorados que me desculpem, mas Solteirar é fundamental!”

E saí feliz da vida. Afinal, euzinha, abençoada pelos deuses dos viajantes solitários e deslizando com minha preciosa motoca pelas Serras Gaúchas, era a prova cabal de que Tom Jobim, um dos maiores músicos que o mundo já viu, estava redondamente enganado.

E acabar tudo isso com uma bela polêmica parafraseando seu camarada Vinicius de Moraes foi a chave de ouro para mais um dia Solteirar sem igual.

Amém!

2017_05_15_SPAG_Texto 30_É possível ser feliz sozinho - Figura INTERNA - parque ferradura - imagem interna

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