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Existe uma confusão enorme entre os movimentos de igualde de gênero e a vontade de ser igualada à figura masculina.
Luto por igualdade em relação as leis trabalhistas, inclusive sou a favor da igualdade de tempo para obtenção de aposentadoria, que hoje para mulher é menor que para o homem.
Considero injusto o mercado de trabalho, que ainda penaliza o gênero feminino de forma velada em seus modelos de remuneração.
Não aceito o fato de as tarefas domésticas ainda serem responsabilidade feminina, quando ambos trabalham fora.
Acredito que homens também possam optar por ser “do lar”, se a carreira da esposa for mais promissora e se os filhos demandarem uma presença em casa.
Porém, assim como eu, as mulheres não querem ser homens. Toda mulher deve se orgulhar em ter capacidade de gerar um filho e amamenta-lo, mesmo que esta não seja sua opção de vida.
Receber flores ou chorar de emoção em um filme, não faz da mulher um ser humano inferior.
Queremos poder mostrar nossas emoções sem críticas. Queremos ser mimadas sem que alguém diga que estamos usando nosso corpo para isso.
Pedir para um homem trocar o pneu de seu carro, não pelo fato de você não ter capacidade, mas pelo fato de estar de salto agulha, não é um demérito. É lindo uma mulher elegante e delicada.
Não me importo em ter uma remuneração menor, se ela for fruto das minhas escolhas de indisponibilidade em prol da minha família. Porém, quero ser reconhecida na medida das minhas entregas sem ser julgada pelas minhas escolhas e, sem que o mundo rotule outras mulheres que façam escolhas distintas, com base no meu comportamento.
Queremos poder contar com os homens sem sermos criticadas. Queremos contribuir com nossos instintos femininos quando eles nos pedem um conselho. Queremos deixar o mundo mais colorido, mas também sentimos raiva e falamos palavrões.
Não queremos ser homens, queremos apenas ser respeitadas com nossas forças e fraquezas, como qualquer ser humano, independente de gênero.
Dormir sem compromisso para despertar
Vestir a primeira roupa que encontrar
Não escovar o cabelo
Nem sequer olhar no espelho
Café da manhã na padaria
Paquerar na rua com alegria
Apreciar o dia ensolarado e belo
Usar chinelo
Andar de bicicleta
Esquecer a dieta
Comer pastel da feira
Tomar sol na espreguiçadeira
Tirar cochilos compridos
Sair com os amigos
Comer doce sem pecado
Cantar alto e desafinada na frente do namorado
As coisas simples da vida
Ultimamente, um dos meus esportes prediletos quando estou em terra firme tem sido deslizar com minha possante.
E, se a viagem é nas imediações de São Paulo, divirto-me decidindo a rota só depois que começo a acelerar. Excentricidade? Nunca escondi minha birutice. E, cara leitora, a esta altura do Solteirar, isso nem deve ter lhe surpreendido.
Num dia desses, ao voltar da casa de uma amiga, decidi dar um “rolê” no meio da madrugada. Da Vila Mariana para qualquer lugar da cidade.
Normalmente, escolho a rota num piscar de olhos. Desta vez, a estranheza ultrapassou seus limites e aquela esquina despretensiosa no Paraíso escolheu por mim.
Aguardava o sinal abrir para continuar minha jornada sem rumo quando um prédio desgastado à minha esquerda convidou-me a experimentar um “déjà vu”. Observei atentamente o 5º andar. Ou seria o 6º? Já não me lembrava muito bem. Num dos apartamentos, a luz estava acesa, mas sem movimento aparente. Especialmente o tipo de movimento que costumávamos protagonizar naquela sala. De qualquer forma, fazia muito tempo. E ele já não deveria mais morar ali.
Com certeza, foi um dos caras que mais gostou de mim. Eu também o adorava. Não sei bem se pelo jeito que ele me tocava ou pelo jeito que ele tocava sua guitarra…
Enquanto devaneava com os sons da antiga intimidade, a rota daquela madrugada definiu-se quase que por vontade própria: seria uma excursão pelos palcos paulistanos dos meus amantes perfeitos.
A caminho do Pacaembu, no “sobe e desce” das ruas, a lembrança dos entusiasmados embates “intelectuais” com o professor da PUC que inevitavelmente acabavam em volúpia acalorada…
Dali, parti para diferentes cantos da cidade e da minha memória…
Desconhecidos, loucos de pedra, artistas, mulheres extraordinárias… Lembranças divertidas, confesso… Muitos nunca souberam meu verdadeiro nome (inventar pseudônimos é mais uma de minhas excentricidades)… Outros me emprestaram suas paixões, como o aventureiro que me ensinou a pilotar motos e o inconsequente que não resistiu aos apelos para me transformar numa base jumper…
Depois de alguns quilômetros por histórias alucinantes, finalmente parei em frente à antiga casa de um grande amigo que, infelizmente, decidiu convencer-me a abortar minha vida bandida. Acabei bravamente resistindo ao sexo por nossa amizade. Resultado? Perdi o amigo sem nunca experimentar o amante. Pena, porque ele me alegrava como ninguém.
De qualquer forma, nesta inacabada rota pelas aventuras acabadas, encontrei amantes perfeitos, com ou sem sexo. Afinal, a condição para transformar um amante sedutor em um amante perfeito é exterminá-lo de sua vida.
A história dos amantes só é arrebatadora quando termina.
Mais um insuperável espetáculo da vida: seguir sua jornada de aventuras sem destino, seduzindo novos amantes predestinados ao repentino, irreversível e libertador abandono.
Louca ou ninfomaníaca? Simplesmente solteira “da gema”.
Quanto mais convivo com as novas gerações, mais aprendo com elas. Confesso que me sinto bem mais antenada que a maioria dos meus colegas de trabalho e outras balzaquianas.
Essa galera é de fato desprendida de vários limites. Eles encaram o corpo como um instrumento de bem estar e sentem orgulho dele.
Sempre percebi meu corpo como uma fonte inesgotável de prazer, seja ao sentir a água morna em um delicioso banho de banheira, seja em um ato sexual, na dança ou no exercício físico. Mas, essa turma da faixa etária de 21 a 30 anos me mostrou que meu corpo tem limites ainda inexplorados, e um deles é o limite da exposição.
Um amigo me incluiu em um grupo de WhatsApp com participantes de todo Brasil. Eu era a tiazinha do grupo. Logo, imaginei que eu seria a pessoa que teria mais experiências a transmitir. Mero engano, eles falavam sobre tudo, desde política até sexo, com uma liberdade de opinião invejável.
Em determinado momento do dia, começavam a teclar a célebre frase “Manda um Nude”. Para minha incrível descoberta, comecei a receber Nudes de homens e mulheres que se expunham sem se preocupar com um determinado padrão de beleza. Cada um expunha seu ângulo preferido e recebiam elogios de seus pontos fortes. Ninguém ali estava preocupado se estava acima do peso, se o peito era grande ou pequeno demais, e outras preocupações que a minha geração tem pavor.
Me incentivaram a me expor também, de uma forma muito respeitosa. Afinal “nude” pode ser desde um ombro à mostra até um close em órgãos genitais. Tudo depende do que esse termo significa para você.
Foi aí que descobri que para mim existe um padrão para Nude em grupo e outro para Nude privado. No privado, consigo me expor mais, porém, essa exposição só rola com quem já me viu nua pessoalmente. No grupo, meus Nudes não superavam o que qualquer pessoa visualizaria se me encontrasse na praia, afinal meus biquínis e calcinhas possuem o mesmo tamanho.
Um dia desses, um colega de trabalho mandou em um grupo corporativo uma foto dele de sunga com uma cerveja na mão para fazer inveja aos colegas, pois estava em férias. Não me contive e soltei um “opa, Nude corporativo”.
Outro dia acordei com um toque do meu celular e uma mensagem privada com a imagem de um belo membro acompanhada da seguinte frase “Sonhei com você”. Dei uma boa risada e saí feliz da cama.
Portanto, o Nude pode ser belo, divertido, provocador ou até intimidador, mas o que vale é perceber que as novas gerações tratam o tema com liberdade e desprendimento, como mais um fato de seu cotidiano.
Precisamos estar preparadas para o Nude nosso de cada dia.
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Solteire-se, embora seu coração esteja doendo
Solteire-se, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá…
Se você apenas Solteirar
Com sua coragem e determinação tudo melhorará
Solteire-se e talvez amanhã
Você verá o sol vir brilhando para você…
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar seguindo
Solteire-se. Pra que serve a tristeza?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Solteirar.
Várias vezes ouço que sou muito independente, ou ouço uma frase bem maluca: “Queria ser assim como você, livre! Não precisar de ninguém!”
Então, minha querida amiga, claro que eu preciso das pessoas! Mas descobri que não preciso de um relacionamento que me faça mal. Não estou falando de nenhuma tragédia, pois felizmente nunca fui espancada, roubada ou estuprada. Mas, assim como muitas mulheres, já desperdicei meu precioso tempo em alguns relacionamentos que não agregaram o que eu mais queria: alegria na minha vida.
Eles trouxeram a emoção do pequeno momento, intenso muitas vezes, mas deixaram um vazio imenso cinco minutos após a despedida rápida, com poucos gestos de atenção.
Mesmo que seja só sexo, é necessária uma certa dose de carinho. Acredito que mesmo os amantes possam ter sentimentos. A aventura do relacionamento sem compromisso acaba tornando a emoção em um gozo tão eficaz quanto um vibrador: traz prazer, mas logo vem o frio da falta do abraço.
Para este tipo de relacionamento, deixo meu abraço e meu adeus. Dói no começo, pra ser sincera, dói por um bom tempo. Algumas vezes você se pergunta se precisa ficar separada mesmo, afinal, ele não faz tão mal assim e é gostoso estar junto, o sexo é uma delícia, etc, etc, etc…
Porém, quando recupero minha sanidade, imediatamente penso: “Se quiser entrar na minha vida, traga com você uma boa dose de alegria e coragem para ser um bom parceiro, seja na cama ou na hora da despedida”. Quero alguém que embarque comigo em uma viagem livre do peso de ser responsável por mim, mas que não seja egoísta para me querer para servi-lo como um objeto de prazer.
Então, a quem quer ter a minha liberdade ou a minha vida, eu digo o seguinte: “Ser sozinha nem sempre é bom, mas não estar aprisionada a quem me faz mal e conseguir enxergar que aquela pessoa que mexe comigo e com quem eu dividiria os melhores momentos não me dá razões suficientes para estar na minha vida, é libertador”.
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