Dizem por aí que o bom velhinho é uma lenda, mas eu acredito que esta figura é um presságio da realidade natalina que vivemos nos dias de hoje, ou pelo menos se encaixa bem na minha vida…
Veja só… Primeiro organizo a lista daquelas pessoas que quero presentear, aqueles que merecem ganhar um presente por terem demonstrado um “bom comportamento” na minha vida (me fizeram companhia, tomaram umas comigo, aguentaram os meus foras ou me fizeram rir da vida), depois organizo a “fábrica de presente’ com o dinheiro extra que vem do 13o. Em paralelo, começo a receber as “cartinhas das minhas crianças”, traduzindo: cartas dos meus amigos secretos com seus pedidos.
Depois de organizar todas as premissas, saio pelas lojas, pois minha fábrica é moderna e o serviço foi terceirizado (afinal nasci no século XX), onde encontro os meus elfos (duendes = vendedores) que me ajudam na árdua tarefa de encontrar o presente ideal com a miséria de grana que tenho disponível na minha conta corrente.
E então, movida de muita coragem e envolvida no espírito de amor eterno, pego meu carro (trenó) e enfrento o trânsito, percorrendo continentes, porque o trânsito infernal desta cidade me faz sentir percorrendo vários países em um período super curto de tempo, para distribuir pacotinhos de felicidade e agradecimento para aqueles que fazem parte da minha vida.
E nem me venha dizer que o Papai Noel não bebe e nem come horrores, pois se ele não comete o pecado da gula, me diga de onde vem aquela pança?
Se não sou a versão real desta fábula, posso me considerar a Cuca do Sítio do Pica Pau Amarelo depois de errar o feitiço.
Desejo um natal de muita solteiração com amigos e família para todas as nossas leitoras!
