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A devastação da ganância predatória

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O lado “doce” da catástrofe…

A mineradora Samarco, que trouxe grande desenvolvimento para a região de Minas Gerais e para o país, lamenta-se profundamente pelo “acidente” com o rompimento da barragem de Fundão, causado pelos “abalos sísmicos na região”.

 

O lado “real” da catástrofe…

A Samarco, que tem como sócias uma empresa anglo-australiana (com um currículo de muitos negócios e alguns “acidentes ambientais” pelo mundo) e a própria Vale “ex-Rio Doce”,

– que distribuiu lucros deslumbrantes aos sócios enquanto surfava na onda favorável de alta dos preços das commodities,

– que sempre foi apoiada com entusiasmo pelos políticos beneficiados por suas verbas de campanha e que estão fazendo “vista grossa” ao seu crime contra a humanidade, e

– que negligenciou investimentos em infraestrutura e em planos de emergência para não irritar os mesmos sócios que se enriqueceram “a perder de vista” durante o período de maior fartura,

INDISCUTIVELMENTE é a responsável pelo tsunami irrefreável de lama tóxica que destruiu e destruirá por décadas vidas humanas e todas as outras vidas que ficaram pelo caminho.

 

Um tsunami devastador que transformou água em veneno viscoso:

– que sentenciará a região histórica de Mariana – cujo povo é uma das razões de seu enriquecimento – ao ostracismo econômico, levando milhares de famílias à miséria;

– que, além de assassinar pessoas, assassinou uma das grandes bacias hidrográficas do país e todo o ecossistema ao redor;

– e que também ameaçará o já frágil Oceano Atlântico e seus valiosos recifes de corais!

Que legado macabro deste grupo poderoso ao país com a maior biodiversidade do planeta, mas que, infelizmente, também é detentor do maior rastro de corrupção que se tem conhecimento na história!

R$ 300 milhões? R$ 20 bilhões? Foram números que apareceram na imprensa, que vem noticiando o “caso” com descaso. Mas nem toda a riqueza do grupo Vale (que já chegou a ter um valor de mercado estimado em quase R$ 300 bilhões) poderá reparar a tragédia que causou ao PLANETA – não apenas aos brasileiros soterrados pela lama.

Em nome das próximas gerações, todo o mundo espera a punição severa por este desastre irreparável. Que as instituições brasileiras afastem a lama venenosa de corrupção impregnada em suas entranhas e desempenhem seu papel com presteza.

Afinal, a partir de 05/11/2015, o grupo bilionário, já conhecido por “Vale do Rio Doce” e que recentemente disse ser “apenas um acionista na Samarco, sem qualquer interferência operacional na administração da empresa”, precisa agir antes de ser rebatizado por um novo título mais condizente com o legado que corre o risco de proporcionar à humanidade: “Vale do Deserto de Lama”.

 

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Obs: Saudades de Mariana, querida cidade de Mariana! Quem a conheceu jamais a esquecerá!

*Ilustração e referências: Agradecimento ao blog e à reportagem “A lama da Samarco e o jornalismo que não dá nome aos bois” e, também à Revista Época em “Fotos de satélite mostram o antes e o depois em Mariana”.

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