O que se leva da vida é a vida que se leva?
Às vezes só queria parar de sentir saudades da pessoa que nunca fui, das coisas que nunca fiz e nem vou fazer e dos lugares que nem sequer estarei.
É como se a vida que não levei me fizesse mais falta do que tudo que realmente passei.
Quem sou eu?
Se for tudo uma farsa, por que não se revelar ao menos a mim?
Quem sou eu?
Já não me ponho no preto e branco há tanto tempo que me perdi.
Que confusão, que ilusão. Que encanação, que encarnação?
É o cheiro da chuva que te lembra de alguém.
É o vento nas árvores que te falta.
São os sonhos dos quais já nem me lembro mais.
Se omitir. Deixar passar.
Porque ser o reflexo de quem se queria ser é na verdade um não ser.
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Que lindo! Lembrou-me de um tal Fernando Pessoa… Valeu por me encantar mais uma vez, Lana… 😉
Que bom que gostou Rebecca! E que honra, amo Fernando Pessoa! 🙂