InícioRelacionamento & CotidianoPor que não casei? Sinceramente não sei!

Por que não casei? Sinceramente não sei!

Sim, acredito no casamento de verdade, naquele onde um homem e uma mulher topam seguir a viagem da vida juntos. Mas a minha trilha sonora sempre esteve, e está, mais para um bom Rock and Roll do que para a marcha nupcial tradicional.

O que isso significa? Não tenho o romantismo do jargão “felizes para sempre” tatuado em minhas crenças e isso pode ter assustado alguns pretendentes interessantes. Também acabei me equivocando em algumas escolhas na busca pelo meu parceiro de viagem, pois, como um belo exemplar da mulher comum, me envolvi com caras pouco preparados para programar uma viagem divertida, assim como me interessei por outros mau caráter mesmo, que atrasaram um pouco a minha viagem.

Logo que as decepções vieram, realmente fiquei muito mal, os sentimentos são vários: rejeição, frustração, tristeza, mas o pior de todos é raiva por ser enganada. Como mulher comum, mas inteligente, simplesmente não aceitei não ter percebido um mau caráter à minha frente. A eles, eu realmente gostaria de mandar a conta da minha terapia, pois as coisas deveriam funcionar como em uma batida de carro: se você errou e danificou a propriedade do outro, deve pagar a franquia. Logo, se arrebentou minha autoestima, que pague a conta do analista!

E o que eu fiz com as decepções? Investi em viver! Afinal, a trombada com o mau caráter quebrou apenas a carcaça, enquanto os meus valores e melhores adjetivos continuaram ali na minha essência. Os roteiros de lugares incríveis a serem visitados continuaram a sorrir e me convidar a conhecê-los, e as (os) minhas (meus) amigas (os) também seguiram do meu lado. Não achem que eu não sofri, algumas vezes fui ao chão, me descabelei, perdi a esperança, mas aos poucos fui voltando para mim mesma, afinal, sempre estive pronta para me fazer feliz.

Por que estou escrevendo isso no mês de maio? Claro que o motivo é exatamente o que você imaginou: o mês de maio coloca na minha agenda ao menos uns dois casamentos, além de celebrar a maternidade das minhas amigas. Sim amiga, sou bem resolvida mas também tenho meus momentos de reflexão a respeito das histórias que não tiveram finais felizes.

Atualmente a família que constituí é formada por mim e pelo meu cachorro. Novamente estou sem namorado, mas permaneço em um relacionamento firme comigo mesma, com ótimas possibilidades de felicidade para o futuro. Meu conto de fadas é simplesmente ser feliz com o que estiver disponível e de fácil acesso na vida real. E para aqueles que me cobrarem viver as “regras da sociedade”, entregarei as minhas contas para pagar, porque o meu príncipe encantado provavelmente terá suas próprias contas, e logo não dará para contar com ele para isso, mas acredito, e quero,  que ele me ofereça disponibilidade para viajar na vida cotidiana valorizando as minhas qualidades, assim como irei valorizar o melhor que ele tiver a oferecer.

 

 

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Juliette Silva
Juliette Silva
Carioca, 48 anos, executiva, atualmente solteira. Em busca da felicidade sempre. Acredita na justiça e briga com os preconceitos (inclusive os seus). Um tanto atrapalhada, mas muito competente no que se propõe a fazer. Meio mística, meio cética…meio no mundo da lua. Gosta de gente, isto significa, pessoas, animais, natureza, etc. Pensa muito e em várias coisas ao mesmo tempo.
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7 COMENTÁRIOS

  1. Que lindo, Juliette! A vida de todos nós é cheia de expectativas, desafios e várias frustrações, mas precisamos seguir em frente… E fazer uma limonada com os limões azedos que ficam no meio do caminho…

  2. Excelente texto.
    Retratata exatamente minha realidade, cercada de antigas amigas casadas, casando, tendo filhos… e eu, vivendo, viajando, lutando contra os preconceitos de minha postura firme em ser livre mesmo que acompanhada.
    Mesmo com os traumas de convivência na vida, sou feliz, por gostar bem mais de mim. Isso é meu conforno, minha estabilidade. Ninguém pode tirar isso de mim. Ninguém.
    Parabéns pelo post.
    Sucesso.
    Raquel Loureiro

  3. Muito bom. Às vezes, é preciso aceitar com paz sem culpa q talvez não tenhamos muito afinidades com o casamento ou mesmo com a maternidade. Muitas vezes também a sociedade nos cobra e nos faz sentir estranhas no ninho; diferentes só porque ainda não casamos. Tenho a certeza de q o mais importante é estarmos sempre com a nossa verdade e no nosso processo de autoconhecimento.

  4. Olá Meninas!

    O caminho certo às vezes é torto, ou por sua escolha, ou porque você precisava conhecer outros caminhos até encontrar o seu caminho feliz.
    O que importa é seguir buscando a sua alegria, aquilo que enche seu coração de felicidade. E se alegria de hoje for outra amanhã, não importa o que vão pensar, sigam suas vidas buscando a única compreensão que precisam: a da sua própria consciência.
    Beijos

    Juliette
    #soumaissolteirar

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