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paixão

Como identificar quando um homem está apaixonado por você? Fácil. Alguns comportamentos masculinos denunciam rapidamente uma paixão.

Vários são os sinais e sintomas observados no homem que relevam que ele está apaixonado por você. Basta estar um pouquinho mais atenta para então concluir se é paixão ou se ele quer apenas um passatempo.

Quando ele pensa insistentemente em você, pode ter certeza, a paixão chegou. Seja na faculdade, no trabalho ou na academia, ele está sempre com aquele olhar para o infinito, fazendo sonhos e planos onde você faz parte.

Outro sinal: quando você chega perto ou de surpresa. Imagine a situação em que ele está numa festa com amigos, bebida, papo de homem e a energia rolando solta. De repente, você chega e o deixa desconsertado. O foco naquilo que ele considerava bom se perde rápido, rápido. As outras pessoas passam a não ter mais tanta importância e aquela bebida gelada e comida gostosa já não têm mais valor. O papo? Só se for com você.

Uma coisa é admirá-la de longe, a outra é quando você chega perto. Repare no nível da conversa: coisas corriqueiras ou que ele diria para qualquer outra mulher, normal. Mas, se o papo for todo estruturado, com inteligência e humor, ele está apaixonado.

Alguns, mais durões, deixam relevar a paixão pela própria negação. “Eu, louco de amores pela minha melhor amiga? Não!” “Eu, afim daquela que já é comprometida? Não, não e não.” Mas, sim, ele está apaixonado e não adianta negar.

Outro sinal claro de apaixonite aguda é quando só há elogios para você. Suas qualidades são as melhores que ele já viu em alguém. Seus defeitos são um charme. Mesmo aborrecendo o rapaz, ele não consegue se defender e nem imagina começar uma briga.

Mas, o sinal clássico e derradeiro é mesmo o ciúme. Ele vira um Pitbull quando percebe que você está de olho em outro cara. Preste atenção ao comportamento dele quando você está com seus amigos, ou mesmo o paquera, e não titubeie: se o outro perder o norte instantaneamente é porque ele está perdidamente apaixonado.

Agora, se em uma das conversas ele dizer que você é a pessoa com quem ele se imagina no futuro, então além de paixão, ele já pensa em casamento. Para ele, só você é capaz de fazer parte de vida amorosa dele, e ele já vê você como a mãe dos filhos dele.

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Sob a luz da inocência, sua nudez me apresenta

Mas a compulsão da febre se dará com outro

Vai me restar um abraço e uma ideia fixa: o calor dessa pele por baixo da roupa.

 

Sob sussurros, seus segredos me revela

Mas a devoção e o perfume serão de outro

Vai me restar o cheiro e uma obsessão: o suspiro que viola a inércia dessa pele.

 

Sob risos, sua alegria me entrega

Mas o regozijo não se dará aqui

Vai me restar a estima e uma demência: como rescindir essa tortura fraterna.

 

Ciúme é um sentimento comparável a um palavrão. A gente sente, mas, como é feio, procuramos esconder para parecermos educados.

Sempre repeti até a quem não interessava que eu não sinto ciúmes, com aquele tom de superioridade, pois as pessoas maduras e bem resolvidas, como sempre me empenhei em ser, não são acometidas desta coisa chula chamada ciúme. Tantas vezes afirmei a ausência deste sentimento assustador, que acabei acreditando que não sentia.

Porém, assisti algumas das minhas tentativas de relacionamento acabarem, muito antes de começarem, por viver na ilusão de que o amaldiçoado sentimento não existia em mim. Você deve estar pensando: “por que esta louca se coloca na posição de espectadora da própria a vida?”.

Simples, a louca aqui muitas vezes engoliu o grito de ‘Vá a merda e suma da minha vida seu babaca!’ ao perceber claramente que o cara que estava ao seu lado não estava mais muito interessado, mas como era muito bem resolvida e não sentia ciúmes, tinha que resolver as coisas racionalmente, sem sentimentalismos. Confesso que,  inúmeras vezes, me contive, pois não queria perder o bofe ou até mesmo queria manter a sensação de estar com alguém.

A verdade é que tenho que aceitar a versão da minha terapeuta. Quando se nega um sentimento, perde-se a oportunidade de viver intensamente. Não estou incentivando ninguém a cometer atos insanos em nome de viver enlouquecidamente, mas é fato que aceitar suas próprias dificuldades e necessidades de carinho são uma prova de amor próprio, sensação essencial a qualquer relacionamento bem sucedido.

Estou aqui no Facebook lendo as nossas frases Solteirar de como é bom estar sozinha, seguidas das postagens dos namorados felizes e não pude evitar a reflexão. Para seguir firme neste momento filosófico de autocrítica melhor assessorada, abrirei uma bela garrafa de vinho Carménère e passarei o final de semana muito bem acompanhada.

Divirtam-se casais apaixonados e a quem, assim como eu, teve uma crise de ciúme contida, um brinde a uma vida Solteirar sem limites.

 

Ainda com pouca experiência de vida adquiri a percepção de que a palavra puta era um codinome sobre ser mulher.

Vi putas sendo chamadas de putas. Vi minha mãe, dona de casa, sendo assim intitulada pelo meu pai. Vi meus tios falando de mulheres que transavam por dinheiro e de suas mulheres – que trepavam de graça – da mesma forma. Vi situações, com pessoas desconhecidas, em que mulheres, por muito ou por pouco, também assim o eram batizadas.

Eu entendia a falta de requinte do termo, mas já não me ofendia. Éramos todas “mulheres-putas” no mesmo patamar de subgênero, que se diferenciavam apenas pelos centavos a mais  após o coito.

A minha surpresa veio quando me envolvi com um homem casado. Sem perceber, me tornei puta num submundo, onde se deve ser invisível, silenciosa e não se tem direito a argumentos.

As pessoas não entendem que eu não fiz um plano maléfico de destruição de famílias, na verdade eu conheci um homem solteiro e, aparentemente, disponível. Foram trinta e seis meses de relacionamento e, quando comecei a achar estranho ser sempre a minha vida o cenário da nossa relação: os meus amigos, a minha casa, os meus álbuns de família. Descobri que a dele era plano de fundo de um casamento de dez anos e dois filhos!

Ainda assim, passaram-se mais quatro anos de aniversários solitários e compromissos desfeitos para acompanhar sua agenda de escapadas. Eu sou apenas um ser humano que acreditou cegamente que era preciso ter paciência, fé e autocontrole.

Fui julgada pelos meus familiares, amigos e desconhecidos. Acobertei a situação o quanto pude. Até que encontrei, entre as diversas promessas não cumpridas, algumas que fiz a mim mesma. Senti vergonha. Chorei sozinha. Por não poder falar com ninguém, gritei em silêncio.

Eu simplesmente não tinha valor frente àquela família que existia do lado oposto. Amante, por definição, é aquele que ama. E, acima de todos os julgamentos alheios, nunca me envergonhei dessa condição. Mas, decidi dar um basta àquela sequência de humilhações que me tirou o amor-próprio e transformou uma mulher apaixonada em uma espécie de vilã de famílias perfeitas.

Fui condenada por todas as pessoas que souberam da minha história, fiquei por anos em uma solitária esperando ansiosamente pela visita do carcereiro. O meu despertar foi encontrar no bolso a chave que me tirava dessa cela. Não foi fácil, mas decidi ser uma puta livre.

 

Nenhuma paixão é verdadeiramente livre.
Nelas, existe sempre um pouco de insanidade e cegueira.
Um descontrole. Uma obsessão. E um consequente prazer.
Um estado transiente – de quase de absorção.
Tolo em expectativas, tolo em crenças, tolo!
Esse vício na carne. Esse dilatar da pupila. Essa equação insolúvel.

Mas, senão ela, quem daria adrenalina a um corpo inerte admirando o objeto de sua cobiça?

É como estar prostrado sob o cano na expectativa do contato com um projétil mortal.
Que o vazio da monotonia é mais morte que a dor letal.

Quando conheço alguém e me envolvo, um único desejo me habita: que as horas futuras sejam nada além de uma extensão do transcorrido. Mas, passada a despedida, quem será o remetente da primeira mensagem? Quem sugere as coordenadas para o próximo encontro? Há espaço para saudade ou devemos estar blindados de recusa?

Minha ideia é planejar um fim de semana repleto do outro e obter o noticiário do mundo particular que gira do lado oposto da cidade. Porém, estou sendo consumida pelo arquejo de uma vibração no celular que salve minha a agenda da inércia.

Questiono-me se essa expectativa também habita o sujeito. E estabeleço o meu caos interior enviando um esquizofrênico ͞Olá. A resposta não tarda em chegar e construímos um diálogo que percorre gostos musicais e histórias de vida até que alguma ocupação nos usurpe daquela masturbação psicológica.

Perco eu, perde ele e perdemos tempo.

Foram tantos caracteres, emojis e risadas dissimuladas, para retornar ao primeiro estágio desse teatro: amanhã quem será o remetente?

Questiono-me onde se encontra a praticidade que nos faria reproduzir dizeres revolucionários de “vamos sair hoje à noite? ou “Estou a fim de sair com você…”

Intimidamos-nos pela probabilidade da rejeição? Ou nos acomodamos transferindo a responsabilidade para o outro?

Além de uma mistura desses pontos, suspeito que, na verdade, somos amantes dessa dúvida do remetente por não querer descobrir que não nos desejam por destinatários.

 

Solteirando pelas redes sociais