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promessas

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Olho para a mesa ao lado da cama e vejo uma pilha de livros não lidos. Entre os perfumes, ainda faltam essências que pensei em comprar, mas esqueci com a correria do dia a dia. Na sala, a escassez de tempo deixou meia dúzia de lindas prateleiras, por um ano, decorando o ambiente do interior da caixa. A cozinha limpa guarda, além das panelas intactas, a lembrança de comemorações caseiras que prometi a vários amigos, mas não fiz.

Trabalhei mais do que eu precisava, namorei menos do que eu gostaria e prometi mais do que imaginava. Em uma relação de total transparência comigo mesma, enxergo que esse recorte do meu universo reflete quanta coisa deixei passar nesse ínterim – sem perceber. Foram mais do que capas empoeiradas ou frascos de perfumes inacabados, são histórias que não senti, são remendos que não me atentei em consertar.

– Bobagem, é só mais um ano.

E foi essa frase que me fez entender como surge a dor do arrependimento: um acúmulo sequencial desses 365 dias, que às vezes são 364, mas nunca 370 ou 380, considerando banais as sutilezas do nosso costumeiro passar das horas. Esse fracionamento temporal é chave que nos permite obter os resultados parciais do que simboliza o ponto de partida e o ponto de chegada de fases da vida.

Quantas meias-desculpas ou meias-refeições ficaram pelo caminho? Quantas meias visitas ou inteiras-promessas? Doeu-me, hoje, perceber que muitas das coisas consideradas tolas e, que deixo rotineiramente de lado, compõem boa parte das minhas idealizações.

E como é que a lucidez da simplicidade nos escapa todos os dias do ano?

As bem feituras se apequenam nesta hora, pois a consciência de nossas lacunas, nos aproximam mais do crescimento do que as futilidades cumpridas. Haverá mais dias pela frente, talvez não seja necessário esperar por 300 para notar e corrigir algo que não vai bem, afinal, o próximo 1 dia e os próximos 500 significam a mesma coisa: o amanhã.

Assim, todo dia é Ano-Novo e espero que possamos reservar para ele um único plano: fazer valer a pena, a simplicidade plena.

 

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Chega uma hora que tudo tem que se resolver.

As promessas de dieta e de amor próprio devem ser cumpridas.

As metas alcançadas, as mancadas perdoadas e a paz recuperada.

A solidão deixada, o amor encontrado (se você assim desejar) e o final encarado.

É, chega uma hora que tudo que ficou pelo caminho deve ser recolhido e, de preferência, reciclado.

Passa rápido.

Parece que o equilíbrio tem que surgir na sua vida de uma forma certeira e eficaz.

Estabilidade.

Familiar, profissional, emocional! Tem que dar certo!

Como, se nem o “auto-definir-se” aconteceu ainda?

Encaixar-se, e aceitar que os desafios da vida uma hora têm que cessar.

Que seu tempo acaba, a vida passa e as famosas luzes do palco também vão se apagar.

Contentar-se. Já que uma vida vaga é bem pior que viver a se desculpar.

Solteirando pelas redes sociais