Final feliz

 

Chega uma hora que tudo tem que se resolver.

As promessas de dieta e de amor próprio devem ser cumpridas.

As metas alcançadas, as mancadas perdoadas e a paz recuperada.

A solidão deixada, o amor encontrado (se você assim desejar) e o final encarado.

É, chega uma hora que tudo que ficou pelo caminho deve ser recolhido e, de preferência, reciclado.

Passa rápido.

Parece que o equilíbrio tem que surgir na sua vida de uma forma certeira e eficaz.

Estabilidade.

Familiar, profissional, emocional! Tem que dar certo!

Como, se nem o “auto-definir-se” aconteceu ainda?

Encaixar-se, e aceitar que os desafios da vida uma hora têm que cessar.

Que seu tempo acaba, a vida passa e as famosas luzes do palco também vão se apagar.

Contentar-se. Já que uma vida vaga é bem pior que viver a se desculpar.

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Lana Byron
Lana Byron
Paulistana, 22 anos, DJ, solteira bipolar. Seria trágica se não fosse cômica (assim como sua vida amorosa). Amante do bom e do péssimo rock. Nada de meios-termos, por favor. Hobbies: filmes, séries, HQs e longos e relaxantes passeios por brechós. Seus textos são frutos de suas crises internas e críticas aos padrões sociais.
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