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Lá estava eu sem namorado ou um ‘peguete’ há um certo tempo e com a libido a mil. Durante um happy hour com uma amiga, comentei o quanto estava precisando de um pouco de sexo, mas com zero vontade de uma transa casual.

Ela me olhou com certo espanto e foi direto ao ponto:

“Como assim, você não tem vibrador para estes momentos?”

Com total cara de pateta, disse:

“Não….”

Logo ouvi a frase que digo sempre:

“Você é uma mulher bem resolvida, independente, por favor faça algo por você!”

Assim que cheguei em casa, corri para a internet à procura de um brinquedinho de mulher feliz.

Então descobri a quantidade de tamanhos, modelos e objetos que poderiam, além de me satisfazer, oferecer mais saúde para os meus órgãos femininos. Você pode encontrar até objetos para mulheres violentadas, que fecham o canal da vagina por medo e ficam impossibilitadas de fazer os exames ginecológicos periódicos.

Sim, sexo é saúde e necessário!

Continuei minha busca, encontrei o site certo, onde vi a infinidade de possibilidades e sensações que eu poderia aproveitar comigo mesma. Depois de algumas idas e vindas de consultas à internet, cheguei ao modelo ideal para mim. Discreto, higiênico e tecnológico. Gosto da modernidade.

Usando o brinquedinho no meu momento filha única, mas que se diverte sozinha, percebi que o prazer fica bem mais gostoso quando liberto minha imaginação de qualquer preconceito ou pudor.

A cada momento que abro a caixinha do meu OVO, este é nome do meu parceiro de novas descobertas sexuais, confirmo que o prazer e a alegria estão em mim e só é possível viver momentos felizes com alguém quando consigo transbordar o meu próprio eu feliz.

Minha próxima empreitada será brincar a dois! Como sou bem atrapalhada, talvez teremos uma boa comédia logo mais. Assim que acontecer, eu dividirei a história apimentada com vocês.

Inspirado por site, www.cerejasexshop.com.br .

Portas fechadas. Quatro paredes. Luzes apagadas.

Um primeiro encontro que, provavelmente, também seria o último. Transamos, sussurramos e confessamos alguns segredos.

Ele parecia ser o sujeito mais legal do mundo!

Vesti-me, voltei para casa e, ainda delirante, repousei meu corpo cansado (e marcado) sob o sofá. Na manhã seguinte, já recobrada a lucidez, uni as peças que restaram daquela história: ele, eu, o sexo casual e dezenas de amigos em comum.

Será que ele vai contar tudo para todos?

Sim, ele vai. E a minha sensação de exposição e vergonha se transformou em ódio mortal por imaginar que a simples manifestação do meu desejo seria reproduzida de maneira vil, suja e covarde. Chorei por saber que seria humilhada com comentários indecorosos, que haveriam risos omissos e, talvez, na mente de algum abusado faria sentido tomar a liberdade de me faltar o respeito.

Chorei por saber que não sou a única mulher a passar por isso…

E, porque em pleno século 21 ainda temos nosso comportamento sexual tão questionado. Por que é permitido nos diminuírem? Por que preciso achar normal que minha intimidade seja exposta? Por que temos que essa linha demarcando a imoralidade feminina?

Por que ainda somos o lado frágil e hostilizado de uma relação de vantagem mútua?

Sequei as minhas lágrimas. Não posso me envergonhar de mim, se não encontrei dignidade nos parceiros que tive a reconheço em cada detalhe da mulher que me tornei. Desde a postura obediente de boa filha até a conduta obscena de vaca profana.

Várias vezes ouço que sou muito independente, ou ouço uma frase bem maluca: “Queria ser assim como você, livre! Não precisar de ninguém!”

Então, minha querida amiga, claro que eu preciso das pessoas! Mas descobri que não preciso de um relacionamento que me faça mal. Não estou falando de nenhuma tragédia, pois felizmente nunca fui espancada, roubada ou estuprada. Mas, assim como muitas mulheres, já desperdicei meu precioso tempo em alguns relacionamentos que não agregaram o que eu mais queria: alegria na minha vida.

Eles trouxeram a emoção do pequeno momento, intenso muitas vezes, mas deixaram um vazio imenso cinco minutos após a despedida rápida, com poucos gestos de atenção.

Mesmo que seja só sexo, é necessária uma certa dose de carinho. Acredito que mesmo os amantes possam ter sentimentos. A aventura do relacionamento sem compromisso acaba tornando a emoção em um gozo tão eficaz quanto um vibrador: traz prazer, mas logo vem o frio da falta do abraço.

Para este tipo de relacionamento, deixo meu abraço e meu adeus. Dói no começo, pra ser sincera, dói por um bom tempo. Algumas vezes você se pergunta se precisa ficar separada mesmo, afinal, ele não faz tão mal assim e é gostoso estar junto, o sexo é uma delícia, etc, etc, etc…

Porém, quando recupero minha sanidade, imediatamente penso: “Se quiser entrar na minha vida, traga com você uma boa dose de alegria e coragem para ser um bom parceiro, seja na cama ou na hora da despedida”. Quero alguém que embarque comigo em uma viagem livre do peso de ser responsável por mim, mas que não seja egoísta para me querer para servi-lo como um objeto de prazer.

Então, a quem quer ter a minha liberdade ou a minha vida, eu digo o seguinte: “Ser sozinha nem sempre é bom, mas não estar aprisionada a quem me faz mal e conseguir enxergar que aquela pessoa que mexe comigo e com quem eu dividiria os melhores momentos não me dá razões suficientes para estar na minha vida, é libertador”.

– Glória, está em casa?

– Sim, está tudo bem?

– Toma uma cerveja comigo?

– Claro!

E pelo pedido, é claro que não está bem…

 

“Amiga, estou com a autoestima arrasada. Sinto-me culpada e diminuída por ter caído em mais um golpe – o golpe da paixão. Ele é jovem, eu deveria ter suspeitado, deveria ter evitado a relação. A noite foi incrível, me entreguei num impulso adolescente. Que ridículo! Agora, fui surpreendida com um cenário de mentiras e descaso. Esperei uma ligação. Uma explicação. Uma explicação que, eu já sei, não existe. Sinto-me usada e a culpa me consome. Como saber de antemão que se está de posse de uma nota de 3 reais? Como? Ele é um ludibriador, eu deveria ter percebido, eu deveria saber. Estou arrasada, Glória. Envergonhada. Essa é a minha ressaca após a esbórnia da última noite. Caí no conto do canalha. Devo ser a única com tamanha cegueira.”

Fiquei em silêncio durante os intensos 120 minutos desse monólogo. Só me movi para pedir mais cerveja e pagar a conta.

Levei a minha amiga para sua casa e antes de partir a olhei: embriagada, sentimentalmente ferida e absorta num sono pesado. Ao observá-la lamentei, mais que tudo, a sua última frase. A verdade é que ela não é a única a acometer-se dessa cegueira. E, provavelmente, essa talvez não seja a sua última ressaca.

Por que os homens ainda se sentem tão perdidos e quase apavorados diante de uma bolsa de mulher? Ou seria pura curiosidade?

Os preços das bolsas realmente justificam o pavor, mas a curiosidade me tira gargalhadas! Será que eles ainda têm medo de encontrar um absorvente? Ou seria medo de achar um preservativo e então verem desmoronar seus castelos de sonhos por estarem apaixonados pela mocinha que não é mais virgem?

Eu tenho algumas suposições, pouco embasadas, mas que tornam o tempo que eu gasto no trânsito, na fila de qualquer lugar ou nas salas de esperas de salões de beleza e consultórios médicos bastante divertido. Na hora que a Glória Feler ler isso, tenho certeza que irá me receitar algo do tipo tarja preta para alucinações.

Mas vamos lá dar sequência à minha linha de raciocínio.

Quando um homem carrega a bolsa da sua mulher, está implícita a sua sensação de poder nesse gesto. Ao proteger a sua fêmea, demonstra toda a sua virilidade misturada a um cavalheirismo másculo por carregar um dos maiores símbolos do universo feminino. Mas se você conseguir olhar no fundo dos olhos dele irá ler os seguintes pensamentos:

  • Mas que peso é esse? Melhor carregar a bolsa, quem sabe ela desiste de parar na próxima loja? Ou talvez seja melhor eu dar um jeito de devolver isso rápido, para que não seja mais fácil ela pedir meu cartão de crédito para pagar suas compras.

Os meninos querem ser homens tão fortes, mas normalmente são tão cansativos com os seus pensamentos machistas e tão apegados aos bens materiais que nem percebem que uma bolsa traduz personalidade, sonhos, desejos de uma mulher.

Quando o assunto é desejo, tenho a certeza que o que eles realmente esperam é que a bolsa seja um portal, que transforme a sua virgem na mulher mais perversa deste planeta e proporcione a ele um momento de sexo enlouquecedor. Sim, acredito que o homem sempre vai pensar em sexo ao tocar qualquer objeto feminino. Aliás, este tema merece um texto só para ele.

Para fechar minha análise, afinal, nenhuma sala de espera é eterna, vamos falar daquele perfil curioso, que já deixou um olhar comprido para dentro da bolsa de uma mulher. Este, minha cara, já descobriu as inúmeras nécessaires que carregamos, e então ele deve estar desesperado, pois em algum momento o temido absorvente será encontrado. Adoro pensar o quanto os homens ficam desesperados com uma mulher sangrando que não irá morrer mas poderá mata-los, e ainda assim, terá sua pena amenizada por estar com os hormônios alterados. Somos tão fortes, tão poderosas e eles tão meninos…

Meus queridos possuidores do cromossomo Y, adoro vocês, mesmo em suas fraquezas e dificuldades para expressar sentimentos, afinal, a fragilidade tem um certo charme sexy.

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Ser Feliz. Um complexo de sensações simples:

Comer a sobremesa favorita;

Rir pela lembrança de um momento divertido em público e atrair olhares curiosos;

Colocar aquela calça que não servia;

Achar um dinheiro no bolso;

Não ter expectativas e ser surpreendido;

Cheiros que remetem a boas lembranças;

Se divertir com os próprios erros;

Viajar;

Conhecer algo novo;

Perceber que consegue fazer algo que sempre acreditou ser impossível para você;

Aquela brisa que beija seu rosto em um dia muito quente;

Um banho quente quando se está com frio;

Um papo animado com as (os) amigas (os);

Beber uma taça de vinho;

Fazer sexo;

Cuidar de si mesma;

Rir com a gargalhada dos outros;

Simplesmente fazer nada!

 

Talvez você já saiba de tudo isso e tenha uma lista enorme para complementar a minha, mas lhe pergunto: você pratica?

Percebi que vivia muito mais para satisfazer aos compromissos da sociedade, ao invés de saciar meu desejo primário, Ser Feliz.

Assim como escovo meus dentes, decidi que terei ao menos uma sensação de felicidade por dia. Difícil? Talvez seja uma escolha, um hábito, e, como diz o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Encontre o seu jeito de ser feliz, porque à sua volta tem um monte de gente sufocando sua felicidade para garantir que você esteja adestrado para viver a infelicidade dos padrões da sociedade.

Agora vou parar por aqui e dar uma chegada no Arpoador para apreciar o pôr do sol.

 

Solteirando pelas redes sociais