Conheça Cazuza
Em julho, fez 25 anos que Cazuza partiu. Muitas leitoras do Solteirar nem sequer haviam nascido em 1990, quando ele se foi, vítima de complicações de saúde decorrentes da AIDS. Ainda que de uma geração passada, vale conhecer um pouco mais sobre a obra desse revolucionário do rock nacional.
Cazuza não era um exímio intérprete. Ao contrário. Tinha uma voz baixa e língua presa. Seu talento e legado para a música brasileira vinha da criatividade e sensibilidade de suas letras e melodias. Era literalmente um EXAGERADO e necessário para a década de 80 e 90, que se mostrou tão pobre de poetas.
Talvez somente ele e Renato Russo foram os únicos poetas daquela geração. Depois da era bossa nova de Tom e Vinicius e da era tropicalista de Caetano e Gil, foi através deles que o Brasil viu e ouviu criatividade aliada à crítica política, sensibilidade e inteligência na música brasileira.
Cazuza, como parte da geração rock-pop daquela época, foi um dos únicos que conseguiu, com todo seu viver intenso, transitar muito bem entre um rock crítico e popularesco e um romantismo melancólico e profundo.
Músicas como “Codinome beija-flor”, “Faz parte do meu show” e “O nosso amor a gente inventa” denotam a mais profunda sensibilidade, criatividade e plasticidade com as palavras, tocando profundamente nossos corações.
Já “O tempo não para”, “Burguesia” e “Brasil” mostram toda sua inteligência política e crítica ácida de um país que na época, tentava se encontrar política e economicamente após a ditadura militar. Aliás, essas canções são sempre atuais.
O poeta Cazuza era sábio em brincar com as palavras. Mesmo as gerações mais novas, que naquela época encontravam-se nas fraldas, poderão agora desfrutar um pouco da obra do poeta através das celebrações de 25 anos de sua partida e dos 30 anos de seu primeiro disco solo.
Para conhecê-lo um pouco mais:
Vídeos:
http://youtu.be/NSxPlhN8fGY
Livros:
– Só as mães são felizes
– Preciso dizer que te amo
Filme:
– Cazuza, o tempo não para.












