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Quem é a Renata Iansen?
30 anos, sagitariana, nascida e criada em Vinhedo.
Me formei em publicidade e propaganda pela PUC-Campinas, trabalhei por um tempo com eventos e depois na área de criação e mkt. Cursei quase dois anos Direito, quando tive a idéia de abrir a Deskolado presentes Personalziados em 2014. A empresa era um sonho antigo… de poder fazer camisetas e produtos diferenciados, que não fossem iguais aos das lojas.
Você é solteira ou está solteira?
No momento, estou namorando.
Mas, já tive meus momentos SOLTEIRAR haha
Como nasceu o trabalho com Brindes?
Surgiu da necessidade de fazer algo que não fosse comum… eu, como publicitária, sempre gostei de coisas inovadoras… Então criei a Deskolado em parceria com a minha irmã em meados de 2014. E os pedidos foram tão grandes, que acabei abandonando a faculdade que estava fazendo de Direito para me dedicar ao negócio.
E até hoje trabalho com presentes e brindes personalizados.
No leque de produtos estão, camisetas, almofadas, chaveiros, canecas de cerâmica e de chopp, kit vinho e caipirinha, pijamas, caixa de jóias, porta chaves, tags de mala,chinelos, squeezes, calças, body infantil, babador, mesa de café da manhã, mochilas,canetas,imãs, agendas, calendários, lembranças de aniversário, porta-retratos, entre os outros mais de 700 produtos.
Quais as vantagens de trabalhar nesse ramo?
Acredito que a maior vantagem é ser home office. De poder fazer os meus proprios horários, folgar nos dias que preciso. Posso me dar o luxo de acordar 8:30 todos os dias, mas, em contra partida, às vezes trabalho até 1 ou 2 da manhã, ou no mínimo 8 da noite.
Quem são seus clientes ?
Meus clientes vão desde empresários de pequenas e médias empresas, a pessoas comuns que procuram um presente diferente do encontrado em lojas normais para dar a alguém querido. A maioria dos clientes são jovens e independentes, que adoram coisas deskoladas.
As empresas gostam muito de mochilas, chaveiros, calendários, imãs, caixas de acrílico, canetas e agendas personalizadas.
E entre os produtos mais procurados entre os jovens está a caneca mágica que só aparece a estampa quando o líquido de dentro está quente. E também as que super estão na moda agora que são as canecas party, que são de vidro e possuem canudo.
Os clientes a partir de 30 anos já mais resolvidos, gostam de almofadas, canecas de vidro e camisetas para presentear.
Você se considera um mulher independente?
Sim. Consegui minha independência financeira através dos brindes e presentes personalizados. E é um ramo muito bacana de se trabalhar que me deixa feliz e satisfeita pois faço todo dia algo DIFERENTE. E como sou bastante perfeccionista, sempre entrego os produtos muito bem feitos e com isso sempre aumentam meus clientes.
E outro fato muito importante é que acabo me expressando através das minhas artes, e me sinto feliz em poder ajudar os outros também a se expressarem através do uso de uma camiseta com o estilo da pessoa, a decorar a casa com almofadas e canecas com o texto e foto que mais lhe agradam. Porque há uma dificuldade muito grande em achar algo PRONTO que REALMENTE lhe represente.
O importante é não seguir padrões, sempre inovar e ser você mesmo.
https://www.facebook.com/deskoladopersonalizados/
Rua Santa Cruz, 94 – Vinhedo – SP
Quem é a Natalia Pereira?
33 anos, solteira, taurina, nasci em Santos mas sou crescida e caipira de Pirassununga, Bacharelada em Fotografia e pós graduada em Gestão Cultural. Quando terminei a faculdade fui trabalhar em navios de cruzeiros, pra uma empresa americana que terceiriza os fotógrafos para algumas companhias. Ai pude realizar uma parte de um sonho – viajar o mundo.
Trabalhava muito! Mas passei por mais de 50 países, 6 continentes, 5 navios de diferentes portes e nacionalidades, conheci pessoas, culturas, idiomas, músicas. Foram quase 4 anos a bordo então tenho amigos por todo o mundo.
Depois morei um tempo em Puerto Vallarta, no México, também trabalhando com fotografia. Uma experiência bastante diferente do navio, mas de muito importância pra minha vida. Em 2010 voltei ao Brasil e comecei a ensinar no curso técnico de fotografia do Senac, em SP, e a fotografar eventos sociais e corporativos. Fiz a pós graduação e também trabalhei com projetos culturais.
Durante a sua carreira de fotógrafa, já encarou situações sexistas? Que postura você recomenda nesse tipo de situação?
Acho que a mulher sempre enfrenta, né? Mas eu me sinto um pouco sortuda, já que foram poucas vezes. No navio eu fui promovida rapidamente, no meu terceiro contrato eu me tornei assistente de gerente e em poucos meses já era a gerente da equipe. Na época levava uns 5 ou 6 contratos para que isso acontecesse.
Então aí sim apareceram comentários de que eu havia sido promovida porque o meu gerente de operações (que trabalhava no escritório e visitava o navio 1 ou 2 vezes no ano) só tinha me promovido porque me achava bonita. Eu nunca me importei, sabia que tinha sido promovida porque fazia um bom trabalho e a empresa precisava de alguém com o meu perfil naquele momento. Fui a primeira brasileira Gerente de Negócios Fotográficos da empresa.
O que mais me incomodava era quando eu comentava que alguma nova fotógrafa chegaria para a equipe e a pergunta vinha: ela é bonita? Tanto faz! O que me importava era se ela era competente, inteligente, boa fotógrafa.
Não sei se tenho uma recomendação para estas situações, mas eu sempre tive a certeza de qual era o meu papel dentro da empresa e nunca achei que poderia fazer mais ou menos por ser mulher. Pra mim não tem muito “coisa de menino” x “coisa de menina”. Saí do interior com 17 anos pra fazer faculdade em SP, com 21 fui para o navio e mais tarde pro México. Com o apoio dos meus pais, mas sempre enfrentei esses desconhecidos sozinha. Eu queria sempre conquistar mais, fazer mais, conhecer outras coisas, pessoas. Ainda tenho isso em mim. Acho que acreditar em mim é o suficiente para enfrentar as situações. Sei como e porque cheguei aos lugares, empregos que tive. Faço questão de me colocar muito profissionalmente.
Como nasceu o Maya Materna?
No fim de 2015 eu tive a ideia do novo negócio, fui fazer alguns cursos de empreendedorismo, pedi demissão do Senac, parei com a fotografia. Comecei a me dedicar exclusivamente para que minha vida tivesse um novo caminho profissional.
Já tinha um tempo que eu estava insatisfeita com minha carreira profissional. E por mais que adorasse fotografar casamentos, não me via fazendo isso ao 50 anos.. Vinha procurando outras opções e a possibilidade de ter um negócio era o que mais me instigava. Quando minha irmã teve sua primeira filha ela reclamou das lingeries disponíveis e isso meio que passou batido. Na segunda gravidez a reclamação apareceu novamente. Eu assino uma newsletter de uma empresa de lingerie há bastante tempo, sempre gostei de sutiãs. Os e-mails chegam quase que diariamente e, um dia, apareceu no email 1 único sutiã de amamentação e até que era bonitinho. Encaminhei o email pra Stella e 1 ou 2 dias depois me deu o clique: “se ninguém faz isso eu vou fazer! Falei pra minha irmã da ideia ( já tinha falado de outras anteriormente, sem nenhum sucesso! ) e ela adorou. Não dormi naquela noite. Passei a pesquisar sobre o assunto, conversar com mães etc.
A ideia apareceu em agosto ou setembro. Em outubro pedi demissão das aulas e fui finalizando meus compromissos com a fotografia. Passei a visitar oficinas de costura, procurar estilistas, fazer curso de empreendedorismo, pesquisar concorrência, etc.
Fiz o Empretec, que um grande amigo havia indicado, e depois montei um plano de negócios. De novembro 2015 a setembro de 2016 foi só aprendizagem. Eu não sabia nem o nome dos tecidos, elásticos, quantas partes um sutiã tem.. nada! Ainda hoje aprendo algo novo todo dia.. e é ótimo. Estamos online desde 30 de Setembro e o feedback tem sido incrível.
Por que arriscar uma carreira estável para trabalhar em um novo negócio?
Realização pessoal e a oportunidade de preencher uma lacuna no mercado. Eu não estava feliz com a minha carreira tive uma ideia que me pareceu boa. Outras pessoas falaram que era boa. Estudei, pesquisei e cada vez mais ficava na minha cabeça que era um bom caminho, uma boa oportunidade de negócios. Era um risco, mas um pouco calculado: vendi o carro pra montar a empresa e voltei a morar com meus pais para economizar o aluguel, tive que sair de SP e voltar a Pirassununga. Se o negócio não desse certo, teria que voltar a fotografar e talvez ensinar. Achei que valia a pena o risco.
Quando contava minha mudança dava pra ver em alguns rostos as caras de dúvida: eu não venho da moda, não sabia nada de lingerie, etc. Mas acreditei que com a equipe certa, muita persistência e planejamento o negócio andaria. Me comparo a uma maestrina: não toco nenhum instrumento, mas conduzo a banda.
Eu tenho que ser muito grata pela oportunidade que tive de mudar. Minha família acreditou na minha ideia e me incentivou neste novo caminho. Minha irmã é sócia no negócio, meus pais me receberam em casa e me ajudaram a financiar o projeto. Meus amigos me ajudaram muito, me apresentaram pessoas importantes para que a Maya acontecesse, me receberam em suas casa quando precisei ficar em SP para trabalhar, alguns trabalharam no projeto, com a Mariana Valverde que fotografou nossas peças e a Júlia que foi nossa modelo mamãe linda! No começo da ideia nós pensamos em importar algumas marcas e revende-las aqui no Brasil, o que facilitaria o negócio. Mas aí a Maya não teria a nossa cara, nossos desejos. E passamos a desenvolver as peças do zero, criamos tudo. A Andreza Zan, que foi a estilista dessa primeira coleção, me pegou pela mão e me apresentou a todos os fornecedores de tecidos, rendas, mão de obra, etc!
A maioria das pessoas que tem vontade de mudar ou tem uma boa ideia na cabeça, não tem a oportunidade. Eu tenho uma grande rede que me ajuda a seguir em frente e realizar este sonho. Tenho que reconhecer e ser muito feliz por ter estas pessoas ao meu redor.
Quem são as clientes do Maya Materna?
A Maya surgiu para dar cor, alegria, praticidade e conforto para as gestantes e mulheres em fase de amamentação. Mas além disso queremos que as mulheres vejam nossas lingeries como um carinho para elas mesmas. Elas passam meses escolhendo nome, roupinha, berço, decoração, etc para o bebê. E muitas vezes vão pra maternidade sem um sutiã de amamentação na mala. A lingerie é quase sempre vendida como uma “arma de sedução”, é só a gente observar a maior parte da publicidade deste mercado.
Mas nós queremos que a Maya seja uma arma para a própria mulher se reconectar com este corpo em constante mudança. É um fato que ela vai precisar de um sutiã para esta nova fase então por que não usar um sutiã bonito, bacanudo, colorido? A grande maioria do que se vê é bege e sem graça. Pode ter cor sim, pode ter renda, estampa, capricho e carinho. Tem que ser fácil de usar, confortável e tudo o mais, mas não precisa passar desapercebido.
A mulher que compra Maya cuida da autoestima e sabe que um sutiã legal pode mudar o seu humor. Não é pro outro, não é sedução; é pra ela, pra este novo momento de vida. Ela quer cuidar tão bem dela quanto cuida do seu filhote.
Que relação você enxerga entre o Maya Materna e o Solteirar?
A definição do Solteirar poderia ser a descrição da Maya! Acho que o que vocês propõ em é justamente o que queremos para as mulheres, o que eu busco pra mim. Quando vocês dizem: “plenitude individual ou à procura dela” e outros valores tão importantes como estar em contato consigo, independência, errar e não se cobrar, me reconheço como pessoa, mulher e também como empresa. Queremos liberdade para que as mulheres escolham – ou não – filhos, casamentos, estilo de vida.
Normalmente colocamos um mundo de coisas e compromissos na frente das nossas vontades. Dá pra ser plena, mais honesta consigo mesma. Autoconhecimento é um caminho longo, mas é necessário estar sempre em contato com nossas emoções, fraquezas, dificuldades, prazeres. Só assim conseguiremos caminhar com mais firmeza.
A Maya quer que a mulher se reconecte com seu corpo, que passou por tanta transformação física e emocional. Queremos que esta recém nascida mãe cuide dela também. Sentir-se bonita e bem cuidada traz felicidade e leveza à vida.
Crédito fotos de Natália: Reginaldo Rocha
Seja na empresa, em família ou entre amigos, a época de celebrar o final de mais um ano está chegando e com ela muitos eventos, festas e confraternizações. A ordem é reunir pessoas queridas e importantes, comemorar vitórias, conquistas, e planejar o próximo ano. Porém, para que esta época fique marcada apenas pelos bons encontros e reuniões prazerosas, alguns cuidados básicos devem ser observados, especialmente em celebrações mais elaboradas. Enfim, cuidado com os contratos relacionados à organização de eventos, aluguel de espaços, decoração de festas e serviços relacionados.
No caso de aluguel de espaço e serviços para evento ou confraternização, vale a pena observar alguns pontos para evitar aborrecimentos ou problemas mais graves. Primeiro, antes de contratar, pesquise a reputação da empresa na internet e também com aqueles que já contrataram os serviços da mesma. Nos sites do Procon e do Tribunal de Justiça é possível ver se existem ações contra a empresa e seus sócios. Vale também pesquisar nas redes socais (Facebook, Twiter, etc) e nos sites que dão visibilidade às reclamações de clientes, como por exemplo, o Reclame Aqui. Em paralelo, é importante pesquisar a situação cadastral (CNPJ) da empresa na respectiva Junta Comercial da cidade, no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), e assim conferir a veracidade de informações importantes, como Razão Social e endereço. Se possível vá até o local conhecer a empresa.
Após firmar o acordo, negocie sempre para que o pagamento seja parcelado. Mesmo que você receba ofertas de “descontos fantásticos” e “únicos”, resista em pagar tudo antecipadamente. Se não conseguir negociar uma boa parte do pagamento após o evento, tente negociar para que a última parcela seja feita no dia do evento ou bem próximo disso, para ajudar a inibir tentativas de golpe, como em diversos casos noticiados em que os donos do Buffet desaparecem com o dinheiro dos clientes.
O passo seguinte é ler atentamente o contrato. Essa pode ser uma tarefa árdua para aqueles que não tem paciência com detalhes e formalidades, mas é muito importante que seja executada na íntegra para ajudar a prevenir futuras decepções. Eu recomendo, sempre que possível, contar com a orientação profissional de um advogado. Enfim, certifique-se de que tudo o que foi pedido por você e combinado entre as partes está descrito detalhadamente. Não faça acertos verbais. Tudo deve constar em detalhes no contrato. Atente-se particularmente às multas contratuais por descumprimento de obrigações combinadas e também em casos de rescisão de contrato. Atenção ao que aceitar em contrato como penalidades ao consumidor: casos em que se aplicam multas ou retenções financeiras desproporcionais.
Por último, cuidado com a prática de “venda casada” (proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, Artigo 39, I), quando a empresa induz ou condiciona a contratação de “parceiros” (i.e., decoração, fotógrafo, etc). A empresa pode sim indicar serviços de outros fornecedores, mas não pode condicionar a contração destes. Se por algum motivo indicar, e dependendo da situação houver problemas, a empresa pode ser responsabilizada conjuntamente.
Por fim, conforme mencionamos acima, uma boa pesquisa sobre a empresa e seus serviços, seguida pela estruturação de pagamentos atrelados ao cumprimento de obrigações, e um contrato detalhado ajudam a prevenir decepções futuras e ajudará você focar na celebração.
Alguns cuidados adicionais podem ajudar a dar maior conforto de que o combinado será realizado. Sempre que possível, combine e inclua no contrato obrigações de apresentar evidências de que os preparativos estão todos sendo executados dentro da normalidade, de acordo com o seu planejado, e se possível, atrele pagamentos a estas etapas também. É um pouco mais complicado, mas o conforto por você estar sabendo o que está acontecendo vale muito. Por exemplo, na contratação de serviços de decoração, certifique-se de aprovar um pré-projeto e amostras. Depois, acompanhe a montagem dos materiais, mobiliários e afins para ter certeza de que está tudo dentro do prazo combinado, bem como se o tipo, quantidade e qualidade dos materiais utilizados no evento (flores, tecidos, etc) estão de acordo com o contratado.
Mesmo com todos estes cuidados, caso o serviço contratado não seja cumprido, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que você poderá exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos do contratado; aceitar outro produto ou prestação de serviços equivalente; ou rescindir o contrato, com o direito à restituição da quantia paga, monetariamente atualizada. Entretanto, existem datas e situações únicas e especiais em que não haverá como reparar os problemas causados pelo fornecedor. Neste caso o consumidor poderá ingressar judicialmente e requerer um ressarcimento por perdas e danos, fazendo assim valer seus direitos.
Boas Festas e que o 2017 seja um ano de muita luz, saúde, paz, amor e prosperidade para todos nós!!!
*Evelin Sofia Rosenberg* – Sócia da Rosenberg Advogados Associados e Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).
De tantas formas de violência existentes e infelizmente ainda praticadas contra a mulher, a violência patrimonial está entre as mais graves, porém difícil de ser identificada. Nesse tipo de violência, além do óbvio prejuízo material (perda de bens, dinheiro, etc), há ainda o prejuízo moral e psicológico como outras consequências. Ou seja, um abalo bastante grande na vida de uma mulher que acabou de sair de um relacionamento lesivo e que precisa reconstruir sua vida.
A nossa legislação entende por violência patrimonial qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. Um exemplo de violência patrimonial é a falta de pagamento de pensão alimentícia, quando comprovado que o ex-cônjuge dispõe de fundos para tal. Algo até corriqueiro, mas que muitas vezes não é tratada com o grau de atenção necessário por parte de advogados e sociedade em detrimento a outros tipos de violência contra a mulher mais fáceis de serem notados, tais quais agressões físicas e outrasformas de violência doméstica e familiar (psicológica, sexual e moral, entre outras).
A mulher que sofre violência patrimonial tem amparo previsto no Artigo 24 da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Este apresenta que para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal (casamento) ou daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz pode determinar, liminarmente, medidas como a restituição de bens indevidamente subtraídos pelo ex-cônjuge, englobando bens furtados, roubados, apropriados de maneira indevida ou obtidos ilicitamente. Assim sendo, as medidas de proteção previstas no referido Artigo 24 da Lei Maria da Penha são fundamentais para resguardar a mulher contra este tipo de violência.
O processo criminal é o passo seguinte às medidas de proteção. Nesta etapa, o praticante da violência patrimonial responde criminalmente pelos atos cometidos contra o patrimônio da mulher, sendo que os crimes são analisados e tipificados de acordo com o Código Penal (furto, roubo, extorsão, dano, apropriação indébita, estelionato, etc). Um exemplo para ilustrar é o financiamento de bens no nome da mulher, como carros ou imóveis. Na ocasião de uma separação, o ex-cônjuge se apropria do bem ou deixa de quitar as parcelas do financiamento. Neste tipo de situação a mulher pode solicitar a medida de proteção para que a justiça possa determinar bloqueio ou apreensão do bem em questão.
Vale ressaltar que além dos desdobramentos penais, a Lei Maria da Penha também prevê outras medidas de proteção ao patrimônio da mulher, seja no âmbito dos bens adquiridos no período em que o casamento esteve vigente, seja em relação aos bens particulares, tais como a proibição temporária ao ex-cônjuge de celebrar contratos de compra, venda e locação de propriedade em comum, a suspensão das procurações conferidas pela mulher ou a prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar, entre outras.
Concluindo, é importante que as mulheres tenham consciência de seus direitos, e que consultem sempre que houver dúvidas um advogado especializado.
*Evelin Sofia Rosenberg – Sócia da Rosenberg Advogados Associados e Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).
Quando resolvi ser livre eu entendi finalmente o que é estar leve, solta como uma pipa aos sabores do vento, mas forte o suficiente para aguentar as tormentas. Leve para entender que o que me faz mal não me cabe, mesmo que esse mal seja conhecido como amor. Não que eu esteja depreciando a palavra, mas já se sabe que se te faz mal, você está supervalorizando o sentimento errado achando que é amor. O amor tem que ser leve, sem te pesar nos ombros te fazendo entristecer e nem doer no peito, te deixando amarga.
Resolvi ser livre e assim comecei a entender que isso não quer dizer estar sozinha, quer dizer apenas que não dependo de outro alguém para ditar como o meu emocional deve reagir, como o meu humor deve se portar diante de atitudes que não competem a mim mudar porque não dependo de nenhuma aprovação para ser quem sou, eu apenas sou.
Resolvi ser livre e aprendi a dar valor ao fato de estar solta, de não ter que dar satisfações do meu dia a dia, do tamanho da minha roupa, da demora em atender um telefone, do olho torto aos meus amigos, do comodismo em se acomodar na vida e na relação, achando que amores sobrevivem do “mais do mesmo” diário.
Eu aprendi que me libertar não é sofrer, nem mesmo chorar, não é me sentir incompleta por não ter alguém para me beijar nas noites frias, para me dar carinho nos dias difíceis… Na verdade, me libertar é saber que posso chorar e sofrer quando quiser, mas também é valorizar quem eu sou, emancipando a mim mesma, me conhecer mais do que ninguém, reconhecer a minha força interior e entender que não preciso estar dependente de ninguém para sorrir.
Hoje eu sei que minha liberdade vale muito mais do que um status de relacionamento que muitas vezes nem me faria feliz, só me faria menos “falida” para a sociedade. Aprendi que a sociedade pouco importa na minha vida, pois nunca me importei com os seus valores. Quando somos livres, nos livramos de tudo o que nos prende, de tudo o que nos deixa estagnadas e nos impede de avançar, arcamos com nossas atitudes, consequências e incertezas sem pestanejar, porque sabemos que até isso nos levará a algum lugar.
Convidada: Marcia Rocha (seguidora)
De Amanda Becker (fã do Solteirar)
Perguntaram-me se estou apaixonada.
Sim, muito!
Apaixonada pela vida, principalmente. Pela vida que levo e pela que ainda vem pela frente.
Apaixonada pelas outras vidas que dividem esse planeta comigo.
Apaixonada pelas pessoas. Por enxergar a bondade nelas e por ter oportunidade de presenciar esses atos.
Apaixonada pelos animais, pela pureza e seus instintos. Por poder ver algumas de suas ações e me inspirar.
Apaixonada pela natureza, tão perfeita. Natureza das paisagens, cheias de vida. Natureza dos nossos corpos.
Apaixonada por sentir o vento quando ando na minha magrela. Por sentir o calor e o brilho do sol.
Apaixonada pelo que aprendo a cada dia, e pelo tanto que ainda tenho a aprender.
Apaixonada pelas pessoas que passaram na minha vida e pelas que ainda estão por vir. As que ajudaram a construir o que sou e o que serei.
Apaixonada pela música que embala meus dias. Pela minha voz, que mesmo desafinada, pode reproduzir o que ouço e o que penso.
Apaixonada pelas cores, aromas e sabores.
Apaixonada pela fotografia. Aquela que consigo registrar e a que fica registrada apenas na minha retina.
Apaixonada pelas oportunidades que tenho, pelas que eu sonho mas não terei, e mais ainda pelas que não sei que vão acontecer.
Sou uma eterna apaixonada pelas besteiras. Por essas que a gente fala quando está com pessoas que ama, e fica bem à vontade. Afinal, sempre fui apaixonada pela risada.
Apaixonada pelas pequenas coisas da vida. Aquelas que dão real prazer, e fazem a vida valer a pena.
Sempre apaixonada por viajar. Mas também por chegar em casa, beijar e cheirar meus amores.
Apaixonada por quem luta por suas causas. E mais ainda pelos que lutam pelas justas causas dos outros.
Apaixonada pela dança, quando parece que o corpo está mais em harmonia. Meu corpo fica em festa.
Apaixonada pelas crianças, a pureza das respostas e seus olhares. Aliás, sou apaixonada por olhares em geral. Acredito realmente que são a janela da alma, e revelam o que as palavras não conseguem.
Sou apaixonada por fazer mil coisas no dia. Principalmente se consigo ajudar alguém.
Apesar de muitas vezes ser estúpida, sou apaixonada pela gentileza.
Apaixonada também por quem eu sou. Mesmo toda errada, sou feita do que vivi, e não posso desprezar isso.
Enfim, não estou, mas sou completamente apaixonada. Amo intensamente.
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