A gente somos inúteis
Fantasticamente, a minha geração e a seguinte só se ocupam em ganhar dinheiro, comprar casas e carros de luxo. Ter uma alimentação saudável e combater as rugas; além de se conectar às redes sociais e falar besteiras quase o tempo todo. Que lamento!
É uma geração de ocupação besta com o cotidiano. De TV a cabo a angústias com previdência privada e preço do dólar. Da manutenção da “brilhante” espécie através das “melhores” escolas para os filhos (detalhe: importante ter filhos, senão sai do estereótipo de família feliz) à necessidade de ostentações constantes.
Compramos dez vezes mais do que precisamos; comemos dez vezes mais que carecemos e somos dez vezes mais vaidosos que Narciso. Somos uns verdadeiros personagens do Admirável Mundo Novo: pretensos felizes e idiotas.
Símbolos de sucesso e felicidade são: carro do ano, férias na Europa, filhos na escola, ser cristã convicta e cidadã modelo. Burguês padrão.
Ridiculamente por trás dessa riqueza material e sabedoria vazia, somos uns verdadeiros ignorantes. Não sabemos votar, temos memória curta e somos absurdamente egoístas. Inacreditavelmente ainda agimos como imortais e vivemos sob a representatividade do que o mundo quer que sejamos.
Como diz a música. “A gente somos inúteu!”













Parafraseando Raul Seixas:
Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego…..
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso…
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto “E daí?”….
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco…
Sensacional o texto. Parabéns aos escritores.
Hoje, mais do que nunca, tenho a certeza de que nós somos completamente “inúteu”. De luto pelo Brasil.
Cara Bolívia, grata pelo elogio ao texto.
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