Banheiro feminino
Naquela noite, eu tinha me produzido toda, já que havia esperado o ano todo por aquela festa. Afinal, a chance do meu paquera aparecer por lá era enorme. A única providência que não tomei foi me depilar nas partes íntimas, pois queria garantir que se ele tentasse ir direto ao assunto, eu iria marcar para outro dia. Assim, poderia garantir a permanência na festa até o final.
Logo que pisei na balada com mais duas amigas, recebi a seguinte mensagem no grupo do whatsapp: “Galera, não vou à festa. Estou em um ‘churras’ e vou ficar por aqui”. O paquera não era mais uma possibilidade de diversão, aliás, ele já devia ter encontrado um belo divertimento onde estava.
A festa estava linda e havia dois ambientes bem distintos. Um era fechado, com uma banda daquelas que tocam em formatura e fazem uma viagem por diversos ritmos; e outro aberto, ao redor da piscina, com um grupo de samba.
No ambiente fechado, casais. Talvez se eu procurasse com atenção, poderia encontrar algum homem mais velho do que eu dando sopa, mas na primeira varredura não encontrei nada interessante.
No ambiente aberto, animação total e uma garotada bem bonita mesmo.
Pensei: “Só tem garoto.”
Meu diabinho interior respondeu: “São bonitos e animados. Não serve?”
Imaginei: “Lá vou eu beijar um garoto bêbado de quinze anos… kkk”
Após algumas risadas com amigas, ver coroas beijando garotos e ter dançado bastante, decidi ir ao banheiro mais isolado do local.
Para minha surpresa, lá estava ele ajudando o amigo bêbado. Lindo, maravilhoso, confiante, sedutor e com 20 anos talvez:
– Ooooii! Olhe minha situação cuidando de amigo bêbado… – fazendo cara de coitado.
– Oiii. Faz parte. Amizade é assim mesmo – fazendo cara de quem gostou de vê-lo, principalmente por estarmos sóbrios.
– Quantos anos você tem? – disse ele deixando o amigo e me direcionando para a parede.
– Muitos… – com um sorriso safado e mordendo os lábios.
– Mais de 30?
– Aham.
– Adoro! – me apertando contra parede e me beijando…
Após uns amassos, ele se apresenta:
– Sou o Paulo. Você não ia ao banheiro?
– Sou a Renata. Vou sim.
– Quer companhia? – com o olhar mais sexy que já pude ver em homem de qualquer idade.
Não respondi. Apenas meu sorriso e um olhar que se alternou entre os olhos dele e o banheiro foram suficientes para declarar o “sim”.
Nada mais posso descrever aqui, uma vez que não sou uma escritora de contos eróticos.
O que posso relatar é que essa experiência mudou alguns conceitos e comportamentos que tive a vida toda.
Também me mostrou que se a noite não segue o esperado, ela pode ser ainda melhor.
”Homens, não tenham medo do banheiro feminino! As oportunidades podem estar ali!”













Minha cara e ousada Renata, quando os estereótipos não nos limitam, um mundo novo de oportunidades se apresenta diante de nós!
Sensacional, Renata! Posso até imaginar a cena rs
Rebecca e Guilherme
obrigada pelos comentários.
Valeu.
😉