Barreiras
“Durou muito tempo e muita gente teve de sofrer antes que fosse possível abrir o Muro”
Chanceler Angela Merkel.
No último domingo (9), foram comemorados 25 anos da queda do muro de Berlim. Durante décadas, no período da Guerra Fria, quilômetros e quilômetros de tijolos e cercas dividiram ruas, famílias, e mais, separaram milhares de pessoas de seu maior direito: A LIBERDADE.
Hoje ainda temos muitos muros, muralhas, portas, porteiras e portões (claramente em outras dimensões). São tantas as barreiras físicas que nos separam da completude do mundo que não seria justo criar ainda outras regras para o existir. Mas criamos.
Crenças, ideologias, preconceitos e conceitos. Criamos regras o tempo todo.
Não podemos ser “fáceis”, isso só afasta os homens.
Não devemos nos apaixonar pelo cara da balada, ele não presta.
Na verdade, não devemos nos apaixonar nunca, é tão over.
Não devemos transar no primeiro encontro, isso faz de você uma puta.
Não devemos ligar no dia seguinte, ele te achará chiclete demais.
Não devemos, não podemos, mas nós queremos?
Colocamo-nos como guardiãs destas muralhas, não só nas nossas vidas, como na vida de todos os próximos suficientes do nosso “apontar”. Mas, se 127 km de cercas, 302 torres, 20 bunkers e 259 recintos para cães de guarda ruíram, proponho um desafio simples: Em quais dessas regras realmente acreditamos?
Por mais que algumas delas já façam parte do nosso sistema de defesa, não devemos esquecer que as barreiras que nos protegem e nos poupam dos “machucados”, são as mesmas que nos prendem e nos privam da plenitude da vida. Um pássaro na gaiola vive a vida toda em segurança, mas não passa pela sensação incrível de voar.
¹ Imagem: Cidadãos de Berlim fazem vigília em cima do Muro de Berlim em 10 de novembro de 1989 (David Brauchli/Reuters).













Acompanho esse blog esporadicamente. Até que comecei a achar interessante a analogia do histórico muro de Berlim com as amarras que colocamos em nossas vidas. Mas acho que a triste história desse muro poderia ser mais profundamente explorada para os jovens que talvez não saibam o que isso tenha significado para a economia da Alemanha e do mundo com um todo. Pouco simplesmente tratá-lo como uma analogia ao comportamento sentimental feminino
Lana, excelente reflexão!!! Você é ótima! 😉
Demais mesmo!
Independente da analogia…
As amarras impedem a felicidade.
Se exercitarmos a vida como temos vontade ela se torna mais plena.
A liberdade de um se limita a liberdade do outro.
Sem agredir ninguém, é possível ser livre.
Encontrei esse site do nada e pensei se tratar de um desses sites criados por ”homens” para mostrar como solteirar, ”cair na gandaia”. Ao entrar na aba SOBRE NÓS vi que se tratava de um site escrito por mulheres, e a primeira coisa que me veio a cabeça foi: ”aposto que é um site onde mulheres carentes escrevem que não precisam de homens, e que na verdade estão desesperadas”. Ledo engano. Assuntos diversos com textos ricos. Quero deixar minhas desculpas pelo machismo e preconceito inicial.
O que me chamou a atenção, primeiramente, foi o nome Lana Byron, rs. Posso estar errado, mas acredito que você usou como referência o nome do saudoso Lord Byron (pensei que seus texto seriam cheios de melancolias, amores não correspondidos, enfim, sobre o pessimismo romântico – sim, olha o preconceito novamente). Me surpreendi! E este texto sobre barreira (Muro de Berlin = Barreira que criamos) foi fantástico. Aguardo ansioso por mais texto seu Lana Byron.
Abraços do preconceituoso e machista 😛