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Esse feminismo anda meio exagerado, não?

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Já há algum tempo que a discussão sobre feminismo, antifeminismo e sexismo está mais quente do que nunca nos jornais e eventos culturais.

Discursos em premiação de filmes internacionais, famosas com discursos feministas, agora dizendo que na verdade não são feministas.

Daí pronto. O circo começou a pegar fogo de novo.

Se analisarmos mais detalhadamente as mulheres de destaque na história, podemos observar comportamentos distintos.

De um lado, mulheres valentes e batalhadoras por suas ideologias, que não mediram esforços para fazer valer suas crenças. Nesse grupo, podemos citar Joana D’Arc, Madre Teresa de Calcutá, Anita Garibaldi e Margareth Thatcher.

Elas não precisaram perder tempo para discutir direitos femininos e nem se colocaram em posição de vítimas para se destacarem. Elas só precisaram arregaçar as mangas e trabalhar duro pelo que queriam. Lutaram contra todas as barreiras e contra elas mesmas.

De outro lado, Simone de Beauvoir, Kate Miller e Cheryl Clarke nos alertando sobre a família ser uma instituição falida ou nos fazendo ouvir discursos inflamados que nos fazem de algum modo achar que os homens é que são sempre os culpados.

Esses dois diferentes tipos de comportamento parecem analogamente a ideologias econômicas divergentes.

O primeiro grupo corresponde às mulheres que seguiram e foram bem sucedidas na liberdade de mercado.

Já o segundo grupo me parece ser a reivindicação do fim do mercado livre e do início dos “direitos iguais”.

Isso me lembra um pouco a história do sistema de “cotas” (aliás, hoje tem cota para tudo).

Embrenhar-se por esse caminho é reconhecer, na certa, a inferioridade das mulheres.

Outra analogia que me vem à mente diante do discurso das “modernas e intelectuais” mulheres feministas é a da ideologia do socialismo, que outrora aprendi na faculdade. Essa ideologia, tendo como cerne uma sociedade caracterizada por igualdade de oportunidades, não durou muito. Ruiu.

Sinceramente não acredito que somos oprimidas; tampouco acredito que não temos as mesmas chances que os homens.

Não se trata de não termos os mesmos direitos. Mas, sim, fruto de evoluções e acontecimentos históricos que vão moldando a configuração da sociedade e, assim, alternando o papel da mulher e do homem, como o papel do velho e da criança, dos casados e dos solteiros, etc.

Não será com discursos de mulheres artistas que haverá mudanças ou que as pessoas ficarão convencidas de que é necessário mudar.

As evoluções e fatos históricos é que ditaram e continuarão ditando o caminhar de cada gênero.

Por exemplo, no começo do século XX, a produtividade havia aumentado tanto devido à Revolução Industrial que um homem de classe média era capaz de ter um salário que dava para sustentar toda a família e, com isso, muitas mulheres optaram ficar em casa.

Entretanto, no período da Segunda Guerra Mundial, as mulheres retornaram ao mercado de trabalho para ajudar no sustento da família.

Sim. Se julgarmos que estamos sendo maltratadas, discriminadas, temos mais é que colocar a boca no trombone.

Mas, diferentemente de reivindicações ideológicas eufóricas, estamos falando de direitos civis que todo cidadão tem.

Mulheres não precisam se alistar, se aposentam mais cedo, possuem certas exclusividades e benesses ora não mencionadas nessa disputa feminismo-machismo.

Vale lembrar que as manifestações ufanistas sempre desconsideram ou escondem a parte boa da situação.

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