Princesas não são mais as mesmas.
O sucesso de Elza, do desenho Frozen, e também de Mérida, do desenho Valente, traz princesas com um perfil muito diferenciado das anteriores: passivas, cândidas, abusadas e salvas por alguém… Mesmo na Princesa Sapo, a protagonista foge dos padrões de produções antigas baseadas em contos de fadas de longa data: é lutadora, salva o mimado príncipe, impõe-se.
As meninas estão diferentes, pois são criadas por mães independentes e muito mais decididas e realistas.
A vida exige esta postura ou seria a aniquilação pessoal. A segurança no casamento pode, por várias razões, desmanchar-se e, muitas vezes, por iniciativa feminina.
A sociedade e os homens estão diferentes, não há estabilidade em nada: trabalho, leis, segurança, amizades… E o que resta é você mesma e a necessidade de manter- se da melhor forma possível. Arcar com a criação de filhos e a manutenção da casa, atualizar-se ou até formar se profissionalmente, estar bem física e emocionalmente e de novo não há outra opção.
Admiramos vencedores e otimistas, pessoas lutadoras e capazes que fazem o objetivo de uma época.
Fácil? Não. Mas melhor do que entregar-se a depressões, situações de subserviência ou até a crueldades de pessoas abusivas.
Andar com as próprias pernas e ser dona de seu destino é a situação de milhões de mulheres pelo mundo afora.
Excetuando-se países onde, infelizmente, mulher é nada, a luta feminina por seus direitos e vontade é grande e difícil. E podemos dizer, ainda bem! Pior seria esperar o “príncipe encantado” que obscureceria seu horizonte transformando-a em um robô, um ser em inércia.
A princesa que mora em nós está mais valente, quer seus próprios caminhos, suas escolhas e ser, de fato, rainha de sua vida.











