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Qual o futuro da mulher brasileira?

A revista Isto é publicou uma matéria em janeiro de 2016, que me deixa cheia de orgulho de ser uma mulher brasileira. Vivemos em uma sociedade inicialmente machista, devido ao nosso histórico sócio cultural. Porém, apesar de termos ainda muito o que atingir em relação aos direitos femininos, demos um salto nos últimos anos. Somos guerreiras vencedoras.

A matéria está baseada em pesquisas e análises interessantes, mas vou me concentrar nas afirmações que provocaram mais a minha reflexão.

  • De 1992 até 2012, mais mulheres passaram a frequentar escolas e a trabalhar com carteira assinada, ajudando, assim, a fortalecer a economia do País
    As gerações anteriores das mulheres de minha família não completaram nem o que se chamava de ginásio (ensino fundamental). As mulheres que estudaram, chegaram apenas à quarta série. Já a minha geração, como a família é grande, tem seu resultado feito por escolhas. Tenho primas que decidiram não fazer o colegial, outras que não fizeram faculdade, e outras que assim como eu optaram por ser uma mulher com graduação, pós graduação e especializações. Portanto, me orgulho de fazer parte de uma das primeiras gerações de mulheres brasileiras com direito à escolha pela educação.
  • Após ouvir 1,3 mil mulheres em 44 cidades do País, o estudo identificou os cinco perfis mais comuns entre as brasileiras.
    Não somos iguais. Cresci ouvindo na mídia que a mulher brasileira era isso ou aquilo. De acordo com a pesquisa do Data Popular, estamos optando por ser o que queremos. O estudo mostra que 25% das mulheres do Brasil são conservadoras em suas opiniões, pois tratam-se em sua maioria de pessoas acima dos 50 anos, em sua maioria aposentadas ou donas de casa casadas ou viúvas, com baixa escolaridade.
    Outras 25% pertencem ao perfil das tradicionais : mulher de meia-idade (entre 40 e 50 anos), casada, que estudou até o ensino médio e tem o trabalho como sua prioridade. São mais tolerantes em relação às uniões homo afetivas, valorizam mais a independência financeira feminina e são mais otimistas.
    Em terceiro lugar chegam as promissoras, mulheres jovens de até 34 anos, com alta escolaridade, que trabalham, são conectadas à internet e se preocupam com o corpo. São brasileiras independentes financeiramente e que valorizam a carreira. Para elas, felicidade não é apenas constituir família.
    O próximo grupo é das desprovidas, representando 16% das mulheres brasileiras. São mulheres bem jovens (metade delas tem até 24 anos), concentradas nas classes com menor renda, que não trabalham, mas que, apesar da pouca idade, já têm ao menos um filho. Embora estejam em uma condição financeira ruim, elas têm mais vontade de empreender do que a maioria, valorizam muito a independência feminina e aceitam a diversidade sexual.
    O quinto perfil mais comum é o das lutadoras, que correspondem a 15% das brasileiras. Com 25 a 49 anos, separadas ou viúvas, economicamente ativas e em esmagadora maioria chefes de família, essas mulheres representam o futuro das desprovidas. Elas valorizam o empreendedorismo e priorizam a família.
    Os perfis acima enquadraram a maioria, mas isso comprova que ainda existe um potencial de mudança enorme entre as mulheres brasileiras e isso não tem relação com idade ou situação financeira. Tenho certeza que não sou única, mas não me identifico fielmente, com nenhum dos grupos acima.
    Se fosse criar um grupo com base em minha classificação, seria o grupo das mulheres que querem “Solteirar”. Sem limite de idade, buscam evoluir não só por meio da formação educacional, mas também por meio das relações e experiências de vida. São mulheres que não limitam suas experiências a relacionamentos formais, mas a interações sem preconceitos. Sabem que a palavra liberdade vai além da independência financeira, mas também ao valor de suas opiniões e escolhas.

Em apenas dez anos o perfil das brasileiras mudou muito e mudará mais ainda na próxima década, diz Renato Meirelles, sócio-diretor da Data Popular. Somos responsáveis por este futuro. Onde queremos estar? Quais as estatísticas que queremos ver nos próximos anos? Saber o que queremos é o primeiro passo para sermos o que nos faz felizes, sem ter que aceitar o que querem que sejamos.

Leia a matéria na integra. http://istoe.com.br/261297_AS+VARIAS+FACES+DA+MULHER+BRASILEIRA/

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