Será que não sou um robô?
Minha vida cotidiana está cada vez mais uma eterna rotina. Acordar cedo para o trabalho, academia às segundas, quartas e sextas; mercado ao sábado, levar o cachorro ao petshop pela manhã; segunda e quartas ir à pós-graduação. E, para quem tem filhos, rotinas e deveres ainda maiores.
Procurando dar uma certa ordenação à vida, vou me roteirizando no dia a dia e não dou espaço para o inesperado. Passo a agir como verdadeiro robô e acabo por levar uma vida mais mecânica, repetitiva.
O mesmo trajeto para a casa, os mesmos restaurantes, a mesma pizzaria, os mesmos programas e séries de TV. Até me faz lembrar famosas músicas de antigamente:”Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, Gabriela”. Ou então “A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores…”
Vida monótona. Repetição, acomodação, alienação, inércia. Estou no piloto automático.
Essa rotina entra numa perigosa automatização das coisas de modo inconsciente e me deixa escapar coisas importantes, como aniversários, atenção aos amigos e parentes, dia de ir ao médico. Também não me permite experimentar o novo, o diferente. Aquele restaurante que abriu recentemente, aquela viagem “bate-volta” no fim de semana ou aquele cara mais velho que conheci na balada.
Eu, um robô?
Estou quase lá. Um robô perdido no espaço e perdido no tempo. E sem saber que o tempo voa….












