Home Tags Posts com as tags "balada"

balada

A vida não é oca

Mas a mente está vazia

A vida é bem louca

Mas ela não é vadia

 

O dia amanheceu

O sol está rachando

Ela nem se mexeu

O tempo está passando

 

A noite foi da pesada

Mas ela voltou sozinha

Ela é da pegada

Mas prefere a pantufinha

 

Gargalhadas regatas ao rum

Sensação de pisca pisca

Não vai ficar com nenhum

Mas adora uma pista

 

Ela é louca na louca vida

Dança, brinca e sempre acerta

É festeira e perdida

Sem deixar de ser esperta

 

Lá estava eu malhando enlouquecidamente para perder meia grama das 2.000 calorias que eu já havia consumido no dia, pois basta a temperatura baixar um grau que eu devoro um chocolate; quando ganhei mais 10 gramas ao engolir a frase: “Na balada não se encontra mulher para casar!” O garoto não tem nem trinta anos e reproduziu a frase do meu avô.

Minha primeira pergunta interna: “Qual a diferença entre a mulher que está na balada e aquela que trabalha a semana inteira para durante a sua folga poder se divertir?”

Após superar minha crise de identidade, porque já estive diversas vezes na balada e também tenho alguns casais de amigos que se conheceram na balada e hoje formam lindas famílias, usei aquele meu jeitinho carioca para entrar na conversa e explorar melhor o assunto. Sim, eu sou uma blogueira antropóloga e gosto de entender a visão das diversas tribos.

O que eu consegui obter de informações podem ser resumidas com as seguintes frases:
” É muito fácil pegar a mulher na balada, é só pegar na cintura e beijar.” “Se a balada for funk, as ‘minas’ estão lá rebolando, de saia curta.”  “Na praia, a mulher me pede para passar protetor nela.”

Eu poderia argumentar com toda a minha indignação para cada uma das frases machistas e do super ego daquele representante masculino, mas para minha sorte, havia um outro representante, tão jovem quanto o dono do discurso retrógrado, o qual simplesmente respondeu: ” Para mim nunca foi fácil assim, se eu fosse você aproveitava para conhecer e dar uma chance”.

Talvez a informação mais importante desta história toda é que o rapaz estava um pouco desconfortável com a dificuldade de entender as necessidades da sua própria namorada. Neste cenário, fica mais fácil desvalorizar as mulheres mais descomplicadas e bem resolvidas.

Como podemos fazer para mudar essa história? As mulheres não estão em prateleiras para serem categorizadas em com lactose, sem glúten, com sódio, etc. Existem pessoas do sexo feminino, com personalidades, gostos, desejos e necessidades distintas. Então, meu caro exemplar do sexo masculino, é melhor estar aberto para descobrir gostos e sabores diferentes, para poder desfrutar da companhia de uma mulher.

Agora vou precisar correr na praia para passar a irritação, pois se eu voltar para casa assim, vou engolir a geladeira.

 

Toda vez que eu e minha amiga Adriana saímos juntas, nos perguntamos: Qual será a história de hoje?

No dia em que eu a conheci, estávamos em uma festa muito chata, onde o garçom se engraçou comigo e me trazia espumante de 5 em 5 minutos. Resultado, fiquei super bêbada e quando o cara me pediu o telefone, levei-o para o banheiro feminino, dei uns beijos nele encostado na parede, o cara super nervoso pois estava trabalhando, saímos de lá rindo muito e na volta ainda vomitei no carro da moça que eu acabara de conhecer. Portanto, o futuro dessa amizade era bem incerto.

Porém, ela me achou muito louca e decidiu dar uma chance para uma amizade que poderia ser divertida. Ainda bem, pois nossa amizade é marcada por ótimos momentos, nunca mais fiquei tão bêbada quanto no primeiro dia e nossa diversão é interagir com as pessoas e debater os efeitos que as interações causam.

Certo dia, estávamos em um bar observando um cara que falava com o amigo de uma forma muito incisiva. O cara era bem bonito, mas nem notava que estava rodeado de mulheres que o desejavam. Começamos a debater sobre o fulano, e chegamos à conclusão que ele estava em um momento de briga com a mulher ou recém separado. Então, levantei da minha mesa e fui perguntar a ele se nossa percepção estava correta. Bingo!!! A interação foi uma ótima experiência para nós. Dei uns beijos no cara, que falava um monte de coisas machistas e preconceituosas sobre as pessoas que estávamos observando. Além disso, ele começou a traçar um perfil meu e fui deixando que ele formasse tal opinião. De repente, me levantei e fomos embora. Em nosso debate posterior, a Adriana me perguntou qual a razão de eu não ter explicado para o cara que eu não era nada do que ele pensava. Respondi que só queria dar uns beijos e que não estava ali para ensinar um cara desses a viver.

Na semana passada, fomos a uma balada com mais uma amiga e queríamos sentar em um espaço que cabiam quatro, mas só tinha um garoto sentado. Logo, abraçamos o moço, e seus amigos ficaram eufóricos. Sem saber os respectivos nomes, as três começaram a brincar com o cara e ele ficou famoso entre os amigos por pegar três de uma vez. Foram muitas gargalhadas e muita interação com o grupo.

E assim, segue nossa amizade, daquelas que a gente precisa de uma bebida para contar tantas aventuras. Porém, o que quero compartilhar com vocês é que as melhores amizades podem começar de forma inusitada, basta você se permitir uma segunda impressão, assim como a Adriana fez. Outra mensagem é que as pessoas não cruzam nosso caminho por acaso, mesmo uma breve interação com alguém, que você não verá nunca mais, pode te ensinar algo ou ser no mínimo uma história divertida para contar. Portanto, não perca a oportunidade de interagir com o máximo de pessoas possível.

Lembre-se que amizade boa é aquela que coleciona histórias para contar com você. Permita-se!

por -
0 14237

É sério, não espero que me ligue no dia seguinte. Na verdade nem sei se vai conseguir. Pode ser que tenha te passado o número errado. Eu não espero nada de você.

Já passei da idade das expectativas. Agora vivo de realismo, mas de tanto realismo que só acredito no que já passou, aquilo que já tive tempo de assimilar.

Pode ser que você conheça outras garotas, menos frias ou menos sinceras. Nunca saberá. Mas essa não sou eu e está longe de ser quem eu quero me tornar.

Não vou culpar as milhares de decepções nesses poucos anos de estrada que tenho. Acredito que seja uma forma confortável de encarar o mundo. Vou tentar simplificar em bullets, afinal, não espero que tenha entendido também.

* Eu não espero que me ligue no dia seguinte;

* Eu não espero que goste de mim logo de cara e é válido registrar que não acredito em amor à primeira vista;

* Não espero que lembre do meu nome (aos que perguntaram);

* Não espero que faça algo especial no meu aniversário;

* Não espero que me chame para jantar, já que é muito provável que não acerte meu gosto para comida;

* Não espero que seja sincero, afinal nem eu sou, e, sinceramente, não sei se aguento a verdade.

Por fim, não espero que tenha lido até o final, mas, se leu, só espero que não pense que é pra você.

 

Sempre tenho um dia de reflexões quando acordo de um sonho no qual eu estava em um bom relacionamento amoroso. Não que isso seja uma crise na minha vida atualmente, pois estou muito bem solteirando, obrigada, mas é sempre bom identificar os pontos a desenvolver caso eu mude de ideia. A pergunta do dia a ser respondida é: O que eu faço que me leva a não chegar nem perto de iniciar um relacionamento?

Muitas candidatas a resposta final apareceram durante toda a meditação, mas vou poupá-los do labirinto da minha mente. A conclusão que cheguei é que sou realista demais para tudo isso e o que falta é paciência. Para mim, ficou bem claro como a praticidade do realista me livra, quero dizer, me afasta dos relacionamentos, mas separei alguns exemplos (acompanhados de meus pensamentos) para possível identificação:

Situação 1: Ambiente de balada, um cara me para na volta do banheiro.

Ele: Oi, tudo bem gata?

Eu: Tudo bem e você? – Essa sou eu tentando ser educada já incomodada como o “gata” da frase acima.

Ele: Melhor agora. Sabia que você é a “mina” mais linda da balada?

Ok! Esse é o momento que não dá mais. É óbvio que eu não sou, e é obvio que eu não me importo com isso, e é óbvio que eu não sou idiota e eu acabo com toda essa palhaçada quando faço questão de deixar tudo isso estampado na minha cara e solto apenas um “Uhum” e continuo andando.

Situação 2: Passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite e trocamos mensagens no dia seguinte.

Ele: Bom dia meu amor, dormiu bem?

Pois é, dessa vez minha indignação chega mais cedo. Meu amor? Meu amor? Tem noção de como isso soa péssimo? É claro que não começamos a nos amar de ontem para hoje e você nem me conhece direito. Podemos falar como adultos e pular toda essa parte piegas nada real?

Situação 3: Não passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite.

Quem nunca? Às vezes só não quero ter que ser legal com ninguém de domingo de manhã e ainda ouvir todo aquele blá blá blá da Situação 2. E é ok não querer. Vamos apenas manter essa boa impressão que tive de você?

Só quero pessoas mais práticas que não saem por aí com frases feitas que aprenderam em um livro de quinta sobre “Como conquistar uma mulher”. Sejam vocês mesmos, por favor. Não quero elogios cegos, e para ser sincera, eu quero paz!

Não sei como os homens funcionam

Tem aquele dia que você sai porque lhe disseram que faz bem pra alma ver gente, tem que curtir a vida intensamente, não é possível recuperar o momento, etc, etc…

Então lá vou eu para a balada mais comentada do momento, investimento financeiro alto, irritação máxima com a fila na porta e com a confusão para pegar um drink  depois que você tomou chuva na fila da entrada e precisa de uma bebida urgente para entrar no clima.

Lá se vão alguns goles e de repente a música fica boa, os homens começam a rodear, porque claro, eu comecei a sorrir!

Bato um longo papo cabeça e pessimista com um cara muuuito gato, sim eu relevei a chatice porque ele era bonito, solteiro e acima de 40. Depois dele me pagar uma bebida, demonstrar estar animado com o papo, ele sai para ir ao banheiro, me pede para esperar e desaparece… Como assim? As mulheres são capazes de entender se você, caro Amigo, disser: “Olha, o papo está legal, mas eu quero dar uma volta!”Dica: este é um comportamento maduro!

Reencontro as amigas, tomo mais um drink e resolvo ir embora feliz, no caminho da saída sou brindada por um outro gato que disse que eu precisava ajudar ele com o copo do amigo que havia sumido (gostei da abordagem!…. E dele! Bom humor é a melhor qualidade). Ele  fica inconformado por eu estar a caminho de casa (e não querer levar ele comigo), então ele, por conta própria, me pede para anotar o whatsapp dele e enviar uma mensagem para ele ter meu número (senti firmeza!).

No dia seguinte, não acordo com uma mensagem como eu imaginava, mas tudo bem. Era mais uma boa história de sempre, até que por volta das 18h ele manda um “Oi! Tudo bem?”, a mensagem já estava a 30 minutos no meu inbox quando eu vi, então logo respondi. “Oi! Tudo bem comigo, e vc?”. Isso faz mais de 30 dias e até hoje ele não respondeu.

Se você, meu caro amigo, se identificou, me explique porque perdeu o seu tempo enviando uma mensagem que não tinha a menor intenção de responder? Se não queria conversar, por que puxou papo? Será um ato total de fragilidade masculina?

Solteirando pelas redes sociais