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Pensando em nós, em nosso jeito feminino de ver a vida, acredito que o Natal seja a maior das desculpas para sermos mais completas, mais todo mundo e, principalmente, mais nós mesmas, bem do jeito que a gente gosta. Ou seja, o Natal pleno ultrapassa tradições e, principalmente, a inquietação consumista.

Estreitar laços com parentes, amigos distantes ou não. Ampliar relacionamentos, aplanar diferenças fúteis ou sérias, contatar quem se extraviou…

Comprar, com amor, o presente do filho, afilhado, amigo, pais, avós, enfim, o algo especial que mexe com almas e corações, não se ligando aos cifrões, mas às emoções.

Pena de quem passa batido pelo Natal. Perde a chance grande de viver mais intensamente, confraternizar, fazer feliz e ser mais feliz. Enfeitar ambientes, enriquecer ceias e almoços, tornar tudo mais gratificante… Você merece e os outros, também.

Feliz Natal a todas e que este presente da vida reflita em todos os dias do Ano Novo!

Ilustração: Agradecimentos a Moshlab Wallpaper

 

Engraçado o poder que a frase “estou solteira” surte em uma mesa de bar. De repente surgem milhões de cupidos desesperados querendo cumprir a missão de lhe arrumar um grande amor ou simplesmente um outro alguém.

Encontro de amigas em um domingo comum.

Amiga 1 – Meninas, terminei com o Ricardo, não dava mais certo, 2 anos jogados no lixo.

Amiga 2 – Nossa amiga, que triste! Mas não fica assim, tenho um amigo ideal para te apresentar, super bom moço, vocês vão se dar muito bem, eu tenho certeza!

Amiga 1 – Acho que vou passar, estou precisando curtir um pouco mais a vida, sabe?

Amiga 2 – Oba! Vamos curtir e já chamamos o Leo para sair com a gente, ele não quer nada com nada, mas é um gato, isso sim é aproveitar a vida. Mas tenho o Cris, o Jonas, o …

Amiga 1 – Meu Deus! De onde saiu tanto amigo?

Sempre que saio com “elas”, imagino aquelas revendedoras de cosméticos que logo tiram da bolsa o catálogo (também conhecido como Facebook) e destampam a contar todos os defeitos e qualidades do “produto” da vez. Confesso que já caí em algumas compras às cegas, mas tenho experiências não muito boas que prefiro dividir com vocês em outra ocasião (aguardem).

Mas não são só amigas que estão no plano “desencalhamento” do mundo. Temos as tias, os tios, primos, amiga da prima, filho da vizinha, a vizinha, a concunhada da tia-avó do dono da padaria da esquina e nem estou contando sua mãe porque ela já virou “café-com-leite”. Ufa!

Posso ficar solteira, por favor?

 

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O Solteirar dá início à sua série imperdível de encontros com uma deliciosa surpresa:

AULA COM SOMMELIER ESPECIALIZADA EM CERVEJA PARA MULHERES

Encontro Solteirar Dezembro – São Paulo

(inclui 4 degustações e 3 mini lanches)

Porque mulher e cerveja combinam!

QUANDO? Terça-feira 16/12, às 20h30

ONDE? Na Let’s Beer – Rua Joaquim Távora, 961, ​Vila Mariana / São Paulo

http://www.letsbeer.com.br/#!info/c161y

QUANTO? R$ 45,00 por pessoa (pagamento no dia do evento)

AS VAGAS SÃO LIMITADAS!

Para se inscrever, certifique-se de que já está seguindo nossa página no Facebook e acesse https://www.onlinepesquisa.com/s/762d46d. A inscrição vai até 11/12! Não perca esta oportunidade!

E, se não puder desta vez, aguarde os eventos do Solteirar em 2015!

Não. Definitivamente não é ético falar sobre casos clínicos. É por isso que vou apenas divagar sobre os devaneios de uma amiga, aqui denominada Norah.

“Em uma festa, além dos habituais figurantes, existem dois importantes estranhos, sendo um deles a Norah. Estão naquela cidade a passeio, e na verdade, não pertencem a nada. Eles se olham, se conhecem e, porque assim designa o desejo, dormem juntos. Com relação ao tempo, conte-se, tratam-se apenas de uma madrugada e uma manhã. Nada mais. Os caminhos dos estranhos são diferentes, e no dia seguinte, ele, carinhosamente, parte. Não deixa nenhum rastro além de seu primeiro nome, mas isso é informação suficiente para que Norah consiga um meio de contatá-lo.

Passados os flagelos por ter iniciado a conversa, se dão as torturas sobre o tardar da resposta. Até este ponto não há surpresa, assiste-se a um típico caso de ansiedade. No entanto, Norah consegue listar razões que justifiquem o absentismo do estranho. Dentre todas, uma lhe parece mais óbvia. Ao que parece, aquele estranho, envolto de sua sedução, ensinara-lhe na manhã em que estiveram juntos, uma espécie de teoria do monopólio, que alude a importância de Norah não ser objeto usufruto de outros homens . Se naquelas terras a ele havia se entregado, o aconselhável seria que assim o fosse até o fim da temporada que ali estivessem. [Diagnostique-se aqui uma síndrome de estupidez crônica].

O fato perturbador dessa história é que Norah não se opõe à ideia. Não se ofende. Não grita. Não protesta. Norah assente. E, uma vez tendo flertado com outrem nos demais dias que seguiram (sem qualquer intimidade, diga-se de passagem), Norah vê a razão para o desprezo do estranho. Ela nem sabe se o estranho tomou conhecimento de sua troca de olhares. Mas, o que fazer se envolveu-se numa vigilância inexistente depois daquela recomendação matutina. E não é aqui que se dá a patologia, mas sim, quando se permitiu ser o objeto das demências de um estranho.”

Como num surto de confissão, tomei conhecimento desta história. O que me intriga não é a ausência de despedida do estranho no primeiro momento e nem mesmo a solicitação gentil de exclusividade. O ponto que realmente incita minha crise é a subordinação à ideia. Norah dedicou-se durante dias a duas coisas: contatar o estranho e ser alguém exemplar aos seus olhos. Para os mais românticos que veem na paixão a justificativa de insanidades, sinto muito, vamos aos fatos: Norah não está apaixonada. Ela apenas aprisionou-se pelo medo de uma classificação de conduta libertina por agir de maneira contrária às alusões do estranho.

Isento-me de julgar as várias formas e meios de se relacionar com pessoas diferentes num curto espaço de tempo. Não se sabe se Norah deve vislumbrar outros romances ou não. O eixo principal deste discurso é a defesa da não abdicação de um direito à escolha, já estabelecido. Afinal, é impossível saber por que está na pauta de uma manhã de carícias o seu horizonte de parceiros. Falamos aqui de alguém que naquele momento existia há exatas 10 horas na vida de Norah. E para dimensionar a falta de importância, deixo claro que esta já passa das 350 mil horas vividas. Sim, este estranho não chega perto de ter participado de 1% da vida de Norah e, no entanto, se impõe como um pequeno ditador.

O meio em que vivemos está doutrinado, via de regra, a apartar mulheres entre freiras e meretrizes. E apesar de não acreditar em rótulos, creio que existam muitos mais modelos de vida entre esses dois extremos. Sem preocupações, a sua própria essência responderá a isso naturalmente, tendendo para alguma das pontas ou delirando num constante movimento oscilatório entre elas. O caso de Norah me faz refletir justamente sobre os entraves que se opõem às nossas genuínas expressões de liberdade sexual. Quantos estranhos ainda se confortam em nossas camas e por divertidos 20 minutos decidem se apossar da nossa capacidade de decisão? Ou, muitas vezes, simplesmente anulá-las?

Brindo a todos os estranhos! Aos que já passaram e aos que estão por vir. O que se faz necessário, de fato, é que deixemos bem claro o que pode ser pauta entre nós: a diversão mútua e a amizade irrestrita. Sem mandamentos de moralidade. Sem subordinações.

A história que aqui retrato não é do século passado. Estamos a menos de sessenta dias do ocorrido. Saibam então, que ainda nos resta reforçar a linha que separa as nossas escolhas individuais de qualquer outro tipo de relacionamento, para que além das nossas diferenças (ou semelhanças) de corpos, nossas almas se respeitem como iguais.

Solteirando pelas redes sociais