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É sério, não espero que me ligue no dia seguinte. Na verdade nem sei se vai conseguir. Pode ser que tenha te passado o número errado. Eu não espero nada de você.

Já passei da idade das expectativas. Agora vivo de realismo, mas de tanto realismo que só acredito no que já passou, aquilo que já tive tempo de assimilar.

Pode ser que você conheça outras garotas, menos frias ou menos sinceras. Nunca saberá. Mas essa não sou eu e está longe de ser quem eu quero me tornar.

Não vou culpar as milhares de decepções nesses poucos anos de estrada que tenho. Acredito que seja uma forma confortável de encarar o mundo. Vou tentar simplificar em bullets, afinal, não espero que tenha entendido também.

* Eu não espero que me ligue no dia seguinte;

* Eu não espero que goste de mim logo de cara e é válido registrar que não acredito em amor à primeira vista;

* Não espero que lembre do meu nome (aos que perguntaram);

* Não espero que faça algo especial no meu aniversário;

* Não espero que me chame para jantar, já que é muito provável que não acerte meu gosto para comida;

* Não espero que seja sincero, afinal nem eu sou, e, sinceramente, não sei se aguento a verdade.

Por fim, não espero que tenha lido até o final, mas, se leu, só espero que não pense que é pra você.

 

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Chegou a época do ano, em que eu faço o balanço do que realizei no ano vigente e quais serão meus planos para o próximos período. Esse exercício me enche de emoções e  questionamentos.

Passei mais um ano sem um relacionamento sério. Mas isso não estava nos planos mesmo e acho que nem quero um namorado. Então, porque estou me questionando sobre isso?

Mais uma vez estou sem grana no final do ano. Ah! Mas bebi bons vinhos, adquiri alguns itens como um carro novo, fiz algumas viagens, frequentei bons lugares. Mas para que eu quero acumular riquezas?

Não estou com o corpinho que eu almejava. Porém, me esbaldei de boa gastronomia. Será que vale a pena abandonar esses hábitos? Pelo menos não engordei.

Não segui o plano de exercícios físicos que eu pretendia. Ah! Esse não tem justificativa. Faltou disciplina. Porém, me perdôo em relação aos dias que me ausentei da academia para estar com pessoas que me fazem bem.

Minha estante de livros ganhou mais itens e portanto aumentou a estatísticas de livros comprados e não lidos. Preciso recuperar o prejuízo durante as férias de verão.

Na minha relação de itens mais subjetivos que fizeram parte do meu plano para o ano que está terminando, estava expulsar da minha vida pessoas que não me faziam bem. Não foi fácil, mas fiz uma higienização na lista de amizades. Só não tenho poder para eliminar alguns colegas de trabalho ou tirar da minha arvore genealógica alguns parentes carregados de negativismo.

Mas, quando começo a refletir sobre o que se passou nesses últimos 12 meses, percebo que tive diversas emoções, conheci pessoas interessantes, provei variados sabores, senti amores distintos, vivi situações inusitadas e observei contextos curiosos. Portanto, nos últimos 12 meses, eu vivi. E o que mais podemos exigir do próximo ano além de mais 12 meses para continuarmos vivendo?

Não vou deixar de fazer meus planos para o futuro breve, mas, não vou me lamentar por não tê-los realizado à risca. Só me lamentarei se algo me impedir de viver e de sonhar. Pois o futuro é uma escolha que acontece a cada dia.

 

Gosto do conforto dos amores platônicos.

Simplesmente resumido em “o amor pelo que ainda não é seu” e, pra ser sincera, na maioria das vezes não será mesmo.

Eles não me cobram muita coisa. Não preciso agir, interagir, seduzir ou sorrir; só preciso estar ali, disposta a admirar tudo que não posso ter.

Há sempre esperança, há sempre um “pode ser que dê certo” para nos manter conectados, ou melhor, me manter conectada.

Não comparo a graça da conquista com a dor da possível decepção. Simplesmente não quero tentar. Contento-me com esse “Show de Truman” que montei para nós.

O amor real nunca atingirá toda minha expectativa. Sou bastante criativa e no meu cenário estou feliz, estou completa. O amor platônico é um amor egoísta, é o meu amor por ele e fim. Não existem discussões por melhores caminhos ou entendimentos distorcidos de indiretas mal dadas. Estarei sempre certa, apesar de sempre só.

Se sou feliz? Talvez a felicidade seja a gestão da aceitação de tudo aquilo que não se pode ter e daí minha predisposição a amores já resolvidos, ou para o sim ou para o não. Não corro riscos, já sei o final de tudo isso, mesmo que seja eu sem ele e fim.

*“O Show de Truman” é um filme norte americano de 1998 dirigido por Peter Weir e escrito por Andrew Niccol.

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