Home Tags Posts com as tags "filhos"

filhos

por -
0 3850

Recentemente nas páginas de Veja (29/07/17), publicaram o depoimento de Karina Bacchi, atriz e musa fitness, em foto com um barrigão de gravidez nada inicial.

Feliz, realizada, sentindo-se poderosa e encorajada. Dá detalhes sobre o evento: separada do ex e já com quase quarenta anos, decidiu-se pela produção independente.

A escolha do doador, o risco do procedimento, o apoio familiar, a determinação que lhe é própria e, claro, condições econômicas e emocionais que facilitam e muito tal decisão.

Reconhece que a decisão é difícil e muitas mulheres confessam a ela, em seu blog, sentirem-se temerosas a este respeito. E ela aconselha prudentemente que pensem muito para assumir tal atitude.

É fácil lembrar que toda uma cultura secular leva ao estereótipo do pai protetor, mantenedor e forte, e, da mãe dedicada, amorosa e submissa. Ao lado de todo um devaneio do encontro com o príncipe ideal, a cerimônia tão sonhada, a formação de um lar ideal. Até ocorrer o encontro com a realidade.

Problemas e desencontros mil. Exemplos a esmo de milhões de mamães, sem papais, que se encarregam para sempre do cuidado dos filhos.

Disputas, brigas por questões delicadas ou não, pontos de vista conflitantes, pendências econômicas. Desgaste sem fim.

Pode dar certo, pode dar errado. Mas sempre é difícil. Escolha nenhuma destas é fácil.

Quem garante que o parceiro arcará com os compromissos durante o tempo necessário? A única certeza é que você será a mamãe que fará o possível para tudo dar certo. O importante é estar preparada para passo tão importante característico do que é a maternidade.

Traz tanta felicidade, mas a responsabilidade é diretamente proporcional a ela. Trabalho e trabalho, mesmo com o coração transbordante de alegria. Não é o como se fica grávida, mas o quanto se está preparada para o desgaste que virá com aquele sonho que se tem nos braços.

E como é bom compartilhar essas experiências para que as mulheres se sintam mais seguras ao tomar suas decisões.

Assim, obrigada, Karina!

 

 

Elas conseguem se divertir e cumprir com diversas obrigações, incluindo criar filhos com dignidade e alegria.

Se você reparar ao seu redor, elas estão por toda parte, no trabalho, na escola de seus filhos, na balada, nas viagens; enfim, estão por aí.

Em geral, elas são animadas, fazem muitas coisas ao mesmo tempo e dificilmente recusam eventos sociais. Porém, existe um fenômeno estranho nesse comportamento, um fenômeno que faz com que os dias delas pareçam ter mais horas que os dias das solteiras ou das casadas.

Decidi observar esse fenômeno na minha roda de amigas e conversando com amigos, esses também notaram e comentavam sobre esta percepção de comportamento em suas rodas de amizade. Então, aqui vai o diagnóstico desta amostra do estranho mundo das divorciadas. Claro que não é uma verdade absoluta, mas podemos dizer que se trata de uma amostra significativa, uma vez que tenho muitos amigos e segui com este debate por alguns meses.

Geralmente, as divorciadas estão na faixa dos 40 anos, o que faz com que elas se preocupem menos com algumas coisas com as quais as moças mais jovens perdem tempo, tentando entender ou explicar. A maioria delas já tiveram filhos, e por isso, estão acostumadas a fazer diversas tarefas ao mesmo tempo e cumprir horários rigorosos.

No trabalho, elas sabem que precisam ser as mais produtivas possível pois terão outra jornada onde enfrentarão sozinhas, o cuidado com os filhos; e por isso, quanto antes conseguirem deixar o escritório ou menos trabalho levarem para casa, melhor será sua qualidade de vida.

Em alguns casos, os pais são presentes e estão com os filhos a cada 15 dias. Portanto, elas conseguem ter finais de semana exclusivos para fazer o que querem. Algumas passaram por estórias complexas de vida que levaram ao fim do relacionamento, por isso querem curtir a vida e não se prendem aos problemas.

Elas não são competitivas entre elas, pelo contrário, se apoiam pois já aprenderam que uma vida colaborativa entre mulheres fortes faz toda a diferença no cotidiano. E quando perguntei para algumas delas, como conseguiam dar conta de tudo, me responderam que não precisam cuidar de maridos ou pedir a eles permissão para ser feliz.

 

O dilema que muitos pais enfrentam é a decisão de manter um casamento fracassado por causa dos filhos ou se separar e quebrar o castelo que haviam construído para os pequenos.

O primeiro aspecto a ser levado em consideração é que um casamento onde não há mais respeito, onde os pais não se suportam mais, onde o amor não é mais um elo ou ainda em casos mais grandes há violência doméstica física ou emocional, pode ser ainda mais prejudicial para os filhos que a própria separação.

Em caso da decisão pela separação, vale lembrar que o casal não existe mais, porém os pais são eternos. Não existe ex-pai ou ex-mãe. Portanto, o mais importante é a manutenção dos vínculos emocionais com os filhos. A figura paterna é tão importante quanto a figura materna na formação de um adulto emocionalmente saudável.

Por vezes é difícil enfrentar a situação, pois em alguns casos as circunstâncias da separação geram mágoas ou até traumas para os adultos envolvidos, mas vale lembrar que as crianças não merecem sofrer com isso.

Já presenciei casos em que a criança passa a se perceber como um empecilho na vida do ex- casal, que não queriam ter que continuar se falando e possuem um eterno tema para conduzirem juntos. Dependendo como os pais conduzem a situação, a criança pode se ver como sendo um transtorno na vida deles.

Outra situação é quando um dos lados não aceita a separação e se recusa a falar com o outro ou até estar no mesmo espaço. Imaginem filhos que precisam decidir se vão comemorar o aniversário com o pai ou com a mãe, ou que ficam tensos em pensar que os dois estarão em uma festa de formatura.

Não esqueça que em caso de falecimento de um a criança passa a conviver com o outro. Portanto, não ressalte os defeitos do outro, falando mal dele para amigos ou parentes na frente de seus filhos. Em uma eventual fatalidade, o filho pode perder um dos dois e não ter condições emocionais de se relacionar com o outro.

Por vezes é necessário uma ajuda profissional para encarar essa fase. São tantos sentimentos envolvidos que o casal pode, por melhor intencionado que esteja, acabar por não interpretar corretamente as mensagens dos filhos ou tomar atitudes para suprir a culpa da separação que possam prejudicar o desenvolvimento da criança, como a super proteção ou excesso de presentes.

Ouçam seus filhos, tentem se relacionar de forma cordial com o seu par e sua família. Procurem tratar a situação com naturalidade, pois hoje a sociedade trata isso como uma situação normal.

Lembre-se que pais são para sempre e que as emoções que envolvem pais e filhos podem gerar adultos confiantes e felizes ou pessoas frustradas e infelizes; e isso não se trata de filhos com pais separados, mas do grau de respeito entre as famílias, estejam elas na mesma casa ou em outro país.

 

Minha mãe é do tipo que quando liga, pergunta se está tudo bem, dá a benção e desliga, se limitando a chamadas que duram não mais que 30 segundos.  Em nossos encontros faz uma oração e não lamenta a despedida. É do tipo que sente saudade, mas se conforta com uma frase: Estou bem.

Os anos passaram e lhe trouxeram, além de sabedoria, um toque especial de modernidade – passou a defender a liberdade sexual e o uso contínuo de tecnologia. Certamente, também gastou tempo criando expectativas comigo, assim como criou com meu pai e com todos os outros campos e pessoas da sua vida, mas nunca a vi vencida pelas frustrações e soube lidar até mesmo com as ilusões que criou sobre si mesma. Dessas pequenas vitórias cotidianas construiu uma coleção de ensinamentos, que exemplifica com sua própria amostra de acertos e erros.

Confesso que, quando tinha pouco tempo de habilitação, dirigia temerosa, sempre na faixa da direita e me encolhia a qualquer aproximação de caminhões. Uma vez, em uma carona despretensiosa, minha mãe ordenou que eu me apossasse da área a minha esquerda, proferindo algumas palavras motivacionais e dois alertas: esteja firme com seu acelerador e fria ao compartilhar o espaço com gigantes.

Recorro a essa memória com certa frequência e a emprego em outras situações da minha vida, pois aquela mulher, na época ainda sem habilitação, me mostrou que não existe coragem pra quem não tem medo e que não importa como você anula seus temores, mas sim, como os administra.

Hoje não é O DIA das mães, aquele do comércio, que só nos permitirá reflexões sobre o relacionamento materno em maio do próximo ano. Ainda assim, olhei para minha mãe e entendi o quão importantes foram seus abraços continuamente disponíveis nessa janela de tempo, mas, mais do que isso, reconheci que foram seus impulsos de liberdade e coragem que realmente me transformaram nesta mulher que me tornei: o espelho de uma heroína.

por -
0 665

Ontem almocei com a Duda, minha amiga da época da faculdade, e tive um daqueles papos que ficam martelando na cabeça por dias.

– Eva, te falei que fui aceita em um curso de mestrado super legal na Espanha?

– Mesmo, Duda? Que legal! E você vai quando?

– Infelizmente acho que não vou conseguir ir. Esse ano estou sem grana e a partir do ano que vem as coisas se complicam.

– Complicam como? Por que não tentar ano que vem?

– É, Eva, você sabe como é, né? Daqui a pouco eu caso, tenho filhos, fica muito difícil viajar assim.

– Ué, Duda, não sabia dos seus planos de casamento em um futuro tão próximo!

– É…. eu não tenho. Por mim, eu nem casaria, mas a pressão do Eduardo e da família está difícil de aguentar. Ele já tem 27 anos e quer ter filhos antes dos 30 anos. Se eu não for à Espanha este ano, não poderei ir nunca mais.

Demorei alguns segundos para me recuperar do meu estado de choque e troquei o assunto.  Estou desde ontem com esse tema na cabeça. Me coloco no lugar dessa menina. Pode até ser que eu queira casar um dia, mas vou querer um marido que só quer se casar por pressão?  Como  assim? Quer dizer que casamento é obrigação a ser cumprida? Que tem um tempo certo para casar só para poder ter filhos e que devemos abandonar toda e qualquer vontade em prol desse afazer? Não tem nada de errado em querer casar, mas fico angustiada com essa sociedade que força seus jovens a uma vida matrimonial indesejada, simplesmente para atender essa expectativa de vida.

Na minha visão, aliança não equivale à estabilidade, segurança ou felicidade, e que, para se casar, é preciso que os dois parceiros sintam que o casamento é a melhor forma de dar continuidade na relação. Tenho meus sonhos, objetivos e, se um dia eu quiser um casamento, espero que ele me queira também. Bom, é isso que eu penso. E você?

 

por -
11 11894

Eu que já fui solteira, casada e hoje divorciada, acredito que não há diferença entre uma solteira e uma divorciada, pois ambas estão solteirando sem compromisso. Na minha opinião,  o estado civil “divorciada” é desnecessário. Após a separação, a mulher deveria voltar a ser solteira e pronto.

Porém, existe uma diferença significativa na rotina e liberdade das mulheres com filhos, sejam elas casadas, divorciadas ou solteiras. O ideal seria uma substituição dos três estados civis por quatro classificações:  casada, mãe casada, solteira e mãe solteira.

Embora eu conheça bem a diferença entre a rotina de mulher casada sem filhos e uma mãe casada, neste texto, vou explorar o meu estado atual: mãe solteira.

Começo ressaltando que frases de solteirice como: “Fazer o que quiser quando der vontade”, “Viver com a mínima rotina no cotidiano” ou “Sair com as amigas sempre que quiser” não fazem parte da realidade de uma mãe solteira.

Isso não significa que não seja delicioso ser mãe. Não dá para ver aquele gatinho na hora que te dá vontade, nem encontrar as amigas na balada todos os finais de semana, muito menos viver sem rotina. Porém, é possível viver de forma plena o papel de mãe, sem esquecer-se de ser mulher.

Divertir-se com os filhos é uma delícia. Eu sou mãe de menina e, quando estou com ela, vivo no mundo das princesas. Temos vários compromissos e uma vida bastante agitada e divertida. Isso faz com que as obrigações se tornem mais leves. Por outro lado, quando não estamos juntas, exerço plenamente minha solteirice.

O segredo para conciliar esses papéis é viver cada um deles intensamente. Quando estou no papel de mãe, chego a ignorar ligações que eu adoraria receber quando estou sozinha. Assim como quando estou solteirando não fico me culpando por estar me divertindo sem a presença dela, pois confio que ela está feliz onde estiver.

A fórmula é baseada em amor, respeito e sinceridade. Minha filha sabe que sempre pode contar comigo, assim como tem certeza do quanto eu a amo. Se vou sair e deixá-la com alguém, nunca minto que vou trabalhar ou algo assim, o que me permite não me sentir culpada.

E assim segue minha rotina de mãe solteira, “encontrando as amigas sempre que possível” e elas entendem isso perfeitamente. “Fazendo o que tenho vontade”, pois tenho vontade de brincar com minha filha quando estou com ela e de me divertir sozinha quando ela está ausente. E “vivendo com rotina”, mas de forma divertida.

Sendo assim, apesar de ter passado por alguns estados civis, tenho certeza que o estado civil mãe solteira é o que mais me faz feliz.

Convidada: Rita Rodrigues

Solteirando pelas redes sociais